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SNS 24 volta a ter linha sénior. 65 mil idosos vão ser avaliados por telefone

Com início marcado para dezembro, o serviço dirigido a pessoas com 75 ou mais anos, em situação de vulnerabilidade, dará assistência telefónica semanal aos idosos que recorrerem a esta iniciativa.

A linha sénior de apoio telefónico cujo objetivo é prestar apoio a pessoas com 75 anos ou mais de idade, a SNS 24, estará novamente operacional em dezembro deste ano, três anos depois de ter deixado de estar disponível.

Segundo o jornal Público, o chamado “serviço biopsicossocial” vai arrancar no mês de dezembro, tendo em vista contactar 65 mil idosos de dois agrupamentos de centros de saúde (ACES), um no Norte e outro em Lisboa e Vale do Tejo.

A arranque está previsto para a primeira quinzena de dezembro e os primeiros contactos serão feitos aos idosos inscritos nos ACES Oeste Sul e ACES Porto Oriental. Ao diário, a responsável pelo SNS 24 adianta que a intenção é alargar o programa, “progressivamente, para outras zonas do país”.

“Com a autorização do próprio, será feita uma avaliação para aferir a sua vulnerabilidade”, disse Micaela Monteiro, ao jornal. Numa primeira fase serão contactadas todas as pessoas com idade igual ou superior a 75 anos e que pertençam aos dois ACES que compõem o projeto.

“A partir daí, haverá um acompanhamento telefónico regular dos idosos vulneráveis pelo SNS 24, que articula sempre com os cuidados de saúde primários. Estes intervêm de acordo com as necessidades de saúde e, sempre que necessário, articulam com as forças de segurança em redes de intervenção local existentes”, acrescentou.

Os contactos são semanais. “Uma das peças basilares da nova estratégia é entender o SNS24 como prestador de serviços de saúde à distância, por telefone ou acesso digital, mas em estreita articulação com os serviços presenciais, como os cuidados de saúde primários, os hospitais, os lares, etc.”

Através do trabalho em rede, Micaela Monteiro acredita que é mais fácil responder aos “problemas cada vez mais complexos de uma população em envelhecimento”. Quer os ACES como a GNR e a PSP foram envolvidos no desenho deste modelo de intervenção.

  ZAP //

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