A semana cantada: peixe, NASA e feriados

Vamos lá dar música à actualidade.
Para alegrar a humanidade,
Sempre num espírito de fraternidade, igualdade, liberdade…

E não é que começamos este espaço a falar sobre um…peixe?

Foi precisamente em França, num lago, que foi colocado um peixe-dourado. Sabem aqueles peixes laranjas, que encontramos muitas vezes em aquários?

No início desta semana surgiu a notícia de que um desses peixes, o Cenoura, foi pescado. O herói chama-se Andy Hackett.

Sim, herói: é que o peixe-dourado, um híbrido entre uma carpa e um koi, já tem 30 quilos – 30 quilos! – e está naquele lago da região Champagne há 20 anos. E nunca tinha sido apanhado. 20 anos a fugir ao isco.

Bem, há quem passe 20 anos a fugir ao fisco.

O peixe foi apanhado mas, depois de umas fotografias para a eternidade, voltou para o lago.

O peixe voltou para a água; o Homem está quase a voltar para a Lua, aparentemente.

O foguetão lunar Artemis foi lançado já neste mês e, dias depois, um director da NASA, disse que o objectivo é ter o Homem a viver e a trabalhar na Lua antes de 2030.

“Certamente, nesta década, teremos pessoas a viver na Lua durante umas temporadas, dependendo de quanto tempo estaremos na superfície. Terão habitats e rovers no solo”, contou Howard Hu.

O Homem vai viver na Lua! Para quem acredita.

Uma mensagem com 135 anos foi encontrada dentro de uma garrafa, escondida no piso de uma casa na Escócia.

Caso esta descoberta seja autêntica e datada com precisão, pode roubar o título da mensagem mais antiga do mundo encontrada numa garrafa.

Foi descoberta por um canalizador, na capital Edimburgo. “Cortei um buraco aleatório para encontrar um tubo e lá estava [a garrafa]”, contou Peter Allan.

A mensagem estava sob o que teria sido um quarto de empregada quando a casa foi construída – uma casa onde, agora, vive um casal e os seus dois filhos.

135 anos depois, uma mensagem numa garrafa. Bem, esta ligação musical é fácil.

Parece que anda por aí uma coisa chamada Mundial de futebol.

E parece que a grande Argentina perdeu contra a enorme Arábia Saudita. 2-1, lá no Qatar.

Agora é que vejo: a Arábia Saudita estava quase a jogar em casa. O Qatar é ali ao lado, não é?

Bem, os árabes ganharam e aquilo foi uma festa nacional. Os adeptos já dizem que, agora, é rumo à final! Entretanto já perderam com a Polónia, mas ninguém pensa nisso.

Só pensam na vitória contra o Messi. Aliás, na quarta-feira, dia seguinte ao jogo, foi feriado nacional na Arábia Saudita.

Acho bem. Tem toda a lógica e deveria ser regra: sempre que uma selecção nacional ganhe um jogo de futebol, o país em causa ganha um feriado.

Por isso… Por isso é que não há feriados na Coreia do Norte.

De resto, as notícias têm sido comandadas por esse tal Mundial 2022.

A bola rola e vale tudo. Há quem deixe de dormir, ou de comer (ou de trabalhar) por causa do futebol.

Esqueçamos o resto.

E, assim, ficamos por aqui.

É que esta nova pandemia, a corona-lôcôravírus, não chegou até aqui.
Eu continuo a dormir, a comer e a trabalhar. E não só.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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