Seca extrema em Itália obriga cidades a racionar o consumo de água

AP / Youtube

Já várias cidades no norte de Itália avançaram com medidas que restringem o consumo de água ao essencial e quem não cumprir arrisca pagar coimas até aos 500 euros.

A seca em Itália está a obrigar o país a adotar medidas de emergência. Em Verona e Pisa, o consumo de água já está a ser racionado e a ser alvo de restrições, numa altura em que, para além da seca que se prolonga há vários meses, o país está também a ser avassalado por uma onda de calor.

Em Verona e em Pisa, a água pode apenas ser utilizada para “fins domésticos, higiene e limpeza pessoal”, sendo que a rega, a lavagem de carros e o enchimento de piscinas também estão proibidas durante a maior parte do dia.

Estas medidas estão em vigor até 31 de Agosto e quem não as cumprir arrisca uma multa que pode chegar aos 500 euros, relata a Euronews.

“É um acto necessário que muitos municípios na Toscana estão a adoptar para garantir que há reservas de água suficientes num período de Verão particularmente crítico devido às temperaturas altas, à escassez de chuva e ao aumento no consumo ligado às actividades turísticas”, explicou o autarca de Pisa, Michele Conti.

Mais de 100 municípios no norte de Itália tiveram de avançar com medidas semelhantes. Na pequena cidade de Castenaso, por exemplo, a autarquia proibiu os cabeleireiros de lavarem duas vezes o cabelo dos clientes.

“As duas lavagens clássicas excedem pelo menos 20 litros. E na situação em que nos encontramos já não podemos pagar”, justificou Carlo Gubellini, citado pelo jornal  Corriere della Serra.

O rio Pó, que é o maior do país, já secou em algumas partes e o nível das águas está sete metros abaixo da média para esta altura do ano devido a esta seca que é a pior dos últimos 70 anos. O vale do rio Pó é a região onde 40% da comida do país é produzida, antecipando-se já um grande impacto económico.

Para além disto, a escassez de água também se está a fazer sentir na produção de energia hidroeléctrica. As barragens no noroeste de Itália produzem quase 20% da energia do país.

Várias regiões e cidades já pediram ao Governo que declare estado de emergência para permitir a chegada de ajuda económica e a adopção de medidas de defesa civil excepcionais. O primeiro-ministro Mario Draghi anunciou que um novo pacote de novas medidas deve ser anunciado esta segunda-feira.

Os meteorologistas prevêem que a partir de 7 de Julho o impacto dos anticiclones que aumentaram as temperaturas começará a enfraquecer e que o ar mais frio comece a chegar, havendo o risco de chuvas fortes e tempestades.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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