Rússia sugere que o número de mortes por covid-19 é três vezes maior que o oficial

Christophe Petit Tesson / EPA

O Governo russo sugeriu que o número de mortes por coronavírus é três vezes maior do que a contagem oficial, com a vice-primeira-ministra, Tatyana Golikova, a afirmar que o aumento de óbitos de janeiro a novembro, em comparação com o ano anterior, deve-se em grande parte à covid-19.

Segundo noticiou na terça-feira o Independent, o número total de mortes por variadas causas nos primeiros 11 meses deste ano aumentou em 229.700 – quase 14% – em comparação com o mesmo período em 2019, segundo dados da Rosstat, a agência estatal russa para estatísticas.

“Mais de 81% do aumento na mortalidade neste período está relacionado à covid-19 e às consequências de estar infetado” com o vírus, disse Golikova, durante uma reunião governamental, sugerindo que cerca de 186.000 mortes no país desde o início do ano até novembro podem estar relacionadas ao coronavírus.

A Rosstat informou que 116.030 pessoas com coronavírus morreram entre abril e novembro. Este número inclui casos em que o vírus não foi a principal causa de morte, bem como suspeitas de infeção não confirmadas.

Entre abril e novembro, a agência contabilizou 70.921 mortes nas quais a covid-19 foi principal causa, enquanto a força-tarefa do Governo destacada para tratar questões relacionadas ao vírus relatou um total de 40.464 mortes até o início de dezembro. A Rosstat lança estatísticas mensais e analisa os dados retroativamente.

Autoridades russas atribuíram as diferenças entre os números da Rosstat e da força-tarefa a diferentes métodos de contagem, referindo que esta última apenas analisa as mortes onde o coronavírus foi a causa principal.

Especialistas, contudo, sugeriram que outros fatores – como uma tendência das autoridades russas em contornar as estatísticas e a geografia do país – podem contribuir para a baixa contagem oficial.

A Rússia contabilizou, na terça-feira, mais de 3,1 milhões de casos, de acordo com a Reuters, posicionando-se atrás dos Estados Unidos, da Índia e do Brasil. O país enfrenta atualmente uma segunda vaga de infeções, embora as autoridades tenham evitado impor um bloqueio nacional para controlar a disseminação do vírus.

Um programa de vacinação voluntária contra o coronavírus foi lançado no início de dezembro, começando pelos grupos mais vulneráveis.

Taísa Pagno Taísa Pagno //

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