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Rui Moreira garante maioria absoluta (com resultado superior a 2017). PS cai a pique

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José Coelho / Lusa

Rui Moreira apresenta a sua recandidatura à Câmara Municipal do Porto

O presidente da câmara do Porto deverá consolidar a sua legitimidade à frente da autarquia. Por sua vez, o PS corre o risco de perder dez pontos percentuais de votos face a 2017.

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O estudo de opinião do Centro de Sondagens da Universidade Católica Portuguesa (CESOP) feito para o Público e para a RTP, e divulgado esta quarta-feira, mostra que Rui Moreira irá conseguir uma maioria absoluta com 45% dos votos, o que representa um resultado ligeiramente superior ao de 2017.

De acordo com a sondagem, o grande perdedor será o PS que deverá perder dez pontos percentuais de intenções de voto entre a candidatura de Manuel Pizarro (2017) e a de Tiago Barbosa Ribeiro (2021). No entanto, continua acima do PSD que este ano melhora ligeiramente para os 14% com Vladimir Feliz, uma aposta de Rui Rio.

Os quase 207 mil eleitores do concelho do Porto deverão garantir a renovação do mandato da CDU, que candidata Ilda Figueiredo, com 7% das intenções de voto, mais dois pontos percentuais do que em 2017.

Contudo, a sondagem indica que mais nenhum partido deverá conseguir um lugar na câmara, incluindo o Bloco de Esquerda que chega aos 4%, abaixo dos 5,3% de 2017.

O PAN e o Chega surgem com 3% e os restantes partidos como o Livre e o Volt Portugal ficam aquém de 1% das intenções de voto.

Relativamente à expectativa dos portuenses quanto a quem vai ganhar estas eleições, não há dúvidas: 69% aposta em Rui Moreira, o que contrasta com apenas 7% para Tiago Barbosa Ribeiro e 5% a outro candidato.

Em número de mandatos, o movimento independente de Moreira, que é apoiado pela Iniciativa Liberal, poderá ir até aos oito, o que significaria que o PS perderia um dos quatro mandatos que tem atualmente na autarquia do Porto.

Eleitos pelo movimento de Moreira renunciam ao mandato em Campanhã

Quatro dos cinco elementos eleitos pelo movimento independente de Rui Moreira para a Assembleia de Freguesia da Junta de Freguesia de Campanhã, em 2017, renunciaram ao cargo, deixando críticas ao presidente da Câmara do Porto.

Carlos Gagliardini Graça, o autarca do CDS, justifica a sua saída dizendo que não entende as razões que levaram Rui Moreira a apoiar o socialista Ernesto Santos, atual presidente da Junta de Freguesia eleito pelo PS, em 2017.

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De acordo com Gagliardini Graça, nestas eleições autárquicas, o presidente da Câmara do Porto decidiu não ir a votos na junta de freguesia para apoiar Ernesto Santos, que é recandidato.“Não posso apadrinhar uma situação destas”, refere ao Público.

“Não compreendo esta manobra política. Sou militante do CDS e não me passa pela cabeça ter a atitude ativa ou passiva de apoiar a lista do PS para a Junta de Freguesia de Campanhã, liderada pelo PS”, disse ao Público.

Já o líder da bancada do movimento independente na Junta de Freguesia de Campanhã, Cândido Correia, recusou fazer declarações sobre a situação, remetendo uma posição para depois das eleições autárquicas.

  ZAP //

1 Comment

  1. Isso queria o Medina! Mas maiorias absolutas, só na cidade do Porto! Aqui não se vota em partidos políticos, vota-se em pessoas que têm dado mostras de profissionalismo e que não gaste o dinheiro dos contribuintes com tantos tachistas ‘colados’ à Autarquia a estorvarem-se uns aos outros e a quererem apenas ver a ‘massa’ no final de cada mês sem fazer algo que justifique tantas mordomias e salários estratosféricos. É só secretárias/os para os/as secretários/as, chefes de gabinete para chefes de gabinete, motoristas a perder de vista, carros de luxo para os putativos directores e vereadores. Arquitectos e engenheiros civis às dúzias embora por cá também hajam de mais. Por cá, os funcionários/as não são aos milhares e o dinheiro é controlado. Não há amigos nem familiares de amigos em fila para abocanharem o melhor tacho, não há sem-vergonhas com primos de Salgados, a roubar quanto podem no Departamento de Obras Públicas. Aqui não há partidos com Pizarros ou sem Pizarros, aqui há obra feita, IMI’s a descer bem como a factura da água à população tudo controlado, isto sim é gerir bem a Câmara. Luta pelo aeroporto com TAP a que as ‘engraçadinhas’ e os comunas chamam de bandeira, mas só para eles. E, nós também somos portugueses mas só servimos para pagar as dívidas do maior elefante branco do país!!!

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