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Dinheiro, imóveis e arte. João Rendeiro perde fortuna para o Estado

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Tiago Petinga / Lusa

O ex-presidente do BPP, João Rendeiro

Um milhão e meio de euros em numerário, contas e ativos bancários, obras de arte e quatro imóveis em Lisboa, Cascais e Oeiras vão ser arrestados a João Rendeiro, ex-presidente do Banco Privado Português (BPP).

Segundo o Correio da Manhã, a apreensão dos bens do ex-presidente do BPP visa juntar o montante necessário para indemnizar o Estado e o banco.

De recordar que João Rendeiro e três ex-administradores do BPP prejudicaram o banco em mais de 31 milhões de euros entre 2003 e 2008.

Assim, a presidente do coletivo de juízes, Tânia Loureiro Gomes, decidiu aprovar o pedido de indemnização civil do BPP de 29 539 629,08 euros.

Desta forma, o economista e os três ex-gestores terão de pagar aquela quantia em conjunto. Ficou ainda decidido que têm de ressarcir o Estado com juros de mora por fuga aos impostos. Para garantir o pagamento das verbas em causa, o tribunal decidiu arrestar vários bens dos julgados.

No caso de Rendeiro, vão ser apreendidas várias contas e ativos bancários em seu nome e no nome da mulher, num valor global a rondar os 1,5 milhões de euros, dispersos pelo Santander Totta, BES/Novo Banco, BPI, Banif, BCP, BPP e sociedades offshore.

De acordo com o acórdão, serão ainda arrestados quatro imóveis do economista, entre eles uma casa e um terreno na Quinta Patino, em Cascais, e dois apartamentos, um na capital e outro em Paço de Arcos. Foi ainda decretada a apreensão de 68 mil euros num envelope com notas de 500 euros e obras de arte.

O tribunal condenou o ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, a 10 anos de prisão efetiva, segundo a leitura da sentença no Campus de Justiça, em Lisboa.

Condenou ainda Salvador Fezas Vital a nove anos e seis meses de prisão, Paulo Guichard a também nove anos e seis meses de prisão e Fernando Lima a seis anos de prisão.

O processo de fraude fiscal, abuso de confiança e branqueamento de capitais do BPP, de que foi lido o acórdão, foi extraído do primeiro megaprocesso de falsidade informática.

  ZAP //

24 Comments

  1. Será que é desta que se faz guma justiça??? Até custa a acreditar…mas oxalá seja verdade e o façam mais vezes a outros espertinhos que por aí andam.

  2. Estava tão convencido que não ia dar em nada que até se esqueceu de arrumar o que roubou. Ou então deixou umas migalhitas para distrair os tontos.

  3. É ver para crer! Se assim for, ele não perde nada, apenas devolve o que não lhe pertencia, pois comprou com dinheiro que não era dele. Já é ditado velho. “Ladrão que “rouba” ladrão tem cem anos de perdão”.

  4. Será o principio do fim da impunidade? Se bem que tanto tempo depois já não é justiça é apenas uma anedota, como Oliveira e Costa condenado a 14 anos que veio a morrer de velhecie antes de ser preso um dia que fosse da pena a que foi condenado. As gerações futuras irão pensar como foi possivel isto ter acontecido e haver tanta impunidade da mesma forma como nós pensamos como pode haver escravatura

  5. E o Salgado? E o Sócrates? E o Vara? E os Penedos? E o Pedroso (João)? E o Granadeiro? E o Bava? E o Mexia? E o Manso Neto? E o Lima? E o Berardo? E o Moniz da Maia? E o Vasconcellos? E o Mora? E tantos outros, que são tantos que é impossível recordardmos todos…

    • Em Portugal a lei deveria ser alterada. Partia-se do pressuposto que “se é político é ladrão”. Competia depois a cada um demonstrar a sua inocência. Invertíamos assim o ónus da prova e o problema estava resolvido. No caso dos autarcas não deveríamos andar muito longe da realidade.

        • Não, esses realmente não eram, mas dormiam com eles. E é fácil de ver olhando para a proposta de criminização do enriquecimento ilícito que o governo propõe, que é uma farsa e feitinho à medida.

        • Esses de facto não eram: mas e o Sócrates? E o Vara? E os Penedos? E o Lima? E ainda podíamos acrescentar: e a Milu? E o Oliveira e Costa?

  6. Todo o individuo que é ladrão para além da prisão que deveria cumprir deveria ser-lhe retirado todos os bens que possuísse independentemente da sua classe social. Já agora pergunto porque anda o Salgado à solta quando parece ter sido o principal responsável de todo este tufão económico.

  7. Engraçado;
    É a primeira pessoa – do “género”a quem lhe são “penhorados/arrestados” bens!!
    Há algo aqui que não bate certo.
    Este tipo de gente sabe desde o início do processo, que isto era passível de acontecer, e um processo que com recursos e afins, já deve ter mas de 10 anos e ele ainda mantém/manteve o patrimóinio em nome dele?! Qualquer básico se teria “libertado” disso!
    Tresando a esturro!!! Vejam que até o Costa – Primeiro ministro – nem contas bancárias tens…
    Há aqui algo que não “bate”….

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