Reino Unido começa a vacinar já na próxima semana

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson

O Reino Unido vai começar a vacinar a sua população contra a covid-19 na próxima semana. Depois da aprovação do uso da vacina da Pfizer, os primeiros a receber a vacina serão os trabalhadores e residentes em lares, os mais velhos, com mais de 80 anos, os profissionais de saúde e os doentes críticos.

Esta quarta-feira, o Reino Unido tornou-se o primeiro país ocidental a conceder autorização para o uso de uma vacina contra a covid-19, depois de a agência reguladora dos produtos de saúde britânica (MHRA) ter concedido autorização para o uso de emergência da vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech.

Segundo Matt Hancock, ministro da Saúde britânico, a vacinação começa já na próxima semana. “A partir do início da próxima semana, iremos começar um programa de vacinação das pessoas contra a covid-19 aqui neste país”, disse, em entrevista à Sky News.

De acordo com o Diário de Notícias, os primeiros a receber a vacina serão os trabalhadores e residentes em lares, os mais velhos, com mais de 80 anos, os profissionais de saúde e os doentes críticos.

Cada pessoa precisa de duas doses, sendo que a segunda tem de ser administrada três semanas (21 dias) após a primeira. “Vão ser precisos meses para todos os grupos de riscos serem vacinados”, disse esta quarta-feira o primeiro-ministro britânico.

“Os cientistas finalmente conseguiram. Eles usaram o próprio vírus para realizar uma espécie de jiu-jitsu biológico, para transformar o vírus numa arma contra si mesmo sob forma de uma vacina”, acrescentou Boris Johnson.

Segundo o The Telegraph, o plano para implementar a vacinação já está em marcha. As Forças Armadas ajudaram a transformar dez locais em centros de vacinas em apenas duas semanas, incluindo o hospital de Nightingale, o hipódromo Epsom e o estádio de futebol Ashton Gare.

O jornal avança ainda que as primeiras vacinas deverão começar a ser administradas já na segunda-feira numa grande unidade hospitalar de Londres: o Imperial College Healthcare Trust, que inclui cinco hospitais. Ainda assim, todas as grandes cidades terão um centro de vacinação em massa, enquanto outros 1.000 pequenos locais serão estabelecidos pelo país.

As farmácias e as clínicas de saúde, assim como centros desportivos, serão reaproveitados para o mesmo efeito.

Vacinação de Boris poderá ser transmitida na televisão

Boris Johnson poderá ser persuadido a vacinar-se contra a covid-19 à frente das câmaras de canais televisivos para mostrar que é seguro. No entanto, o líder do governo do Reino Unido não vai vacinar-se antes dos grupos mais necessitados, anunciou o seu secretário de imprensa, citado pelo The Guardian.

O primeiro-ministro britânico procurou moderar as expectativas dos britânicos sobre a velocidade de distribuição da vacina. “Penso que, nesta fase, é muito, muito importante que as pessoas não tenham esperanças muito altas sobre a velocidade com que seremos capazes de implementar esta vacina”, avisou, durante o debate semanal no parlamento.

A campanha de vacinação vai começar “a partir da próxima semana” com 800 mil doses da vacina Pfizer/BioNTech, suficientes para 400 mil pessoas, e o governo britânico aguarda mais “vários milhões de doses” antes do final do ano.

A agência de medicamentos britânica anunciou a aprovação da vacina Pfizer/BioNTech contra a covid-19 após “análises rigorosas”, tornando-se a primeira autoridade sanitária ocidental a aprovar uma vacina contra a doença.

A Comissão Conjunta de Vacinação e Imunização do Reino Unido estabeleceu uma ordem de prioridades, colocando no topo residentes e funcionários de lares de idosos, seguidos por idosos com mais de 80 anos e profissionais de saúde. A lista continua depois em contagem decrescente em termos de grupos etários e pessoas vulneráveis em termos de risco ou problemas de saúde.

Contudo, o primeiro-ministro deu a entender que a ordem de prioridade poderá ser afetada pela necessidade de armazenar a vacina Pfizer/BioNTech a temperaturas muito baixas, limitando o seu transporte e distribuição.

  ZAP // Lusa

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