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Reino Unido vai iniciar testes com “jovens saudáveis” que aceitem ser infetados. Oferece 5000 euros

Massimo Percossi / EPA

O objetivo da investigação no Reino Unido é saber mais sobre o novo coronavírus com vista ao desenvolvimento de tratamentos e novas vacinas.

Um total de 90 voluntários, jovens e saudáveis, vão ser infetados com o novo coronavírus no âmbito de um estudo a realizar no Reino Unido. A ideia é testar vacinas e tratamentos.

A investigação vai começar nas próximas semanas e, apesar de causar alguma controvérsia, teve aprovação ética. Estima-se que os voluntários vão receber uma compensação de 4.500 libras (pouco mais de 5000 euros) pela sua participação na pesquisa.

Os jovens, que deverão ter idades entre os 18 e os 30 anos, vão ser expostos ao vírus num ambiente seguro e controlado para que os médicos acompanhem a evolução do seu estado clínico.

Importa descobrir a menor quantidade de coronavírus necessária para provocar a infeção, assim como perceber como o sistema imunológico reage a ela, explica um artigo da BBC. São dados essenciais para melhorar o conhecimento da doença, para que novas vacinas e tratamentos eficazes possam vir a ser desenvolvidos.

O perfil dos participantes resulta da intenção de minimizar os riscos pois os jovens saudáveis têm poucas probabilidades de sofrerem as formas mais graves e complicadas da doença, adiantou Peter Openshaw, professor de medicina experimental do Imperial College London:

“Esperamos que o estudo ofereça uma visão única sobre como o vírus funciona e nos ajude a entender quais as vacinas com maior capacidade para prevenir a infeção”, disse à BBC um responsável da equipa pelo plano de vacinação britânico.

Segundo o que foi explicado, os selecionados para o teste têm de passar por vários exames médicos. Posteriormente vão ser internados no hospital Royal Free, em Londres, para cumprir um período de quarentena de dois dias. Serão depois infetados, através do nariz, e manter-se-ão sob vigilância permanente durante pelo menos duas semanas.

Durante a pesquisa vai ser utilizada a variante do vírus que circulou no Reino Unido mais ou menos a meio do ano de 2020 que será produzida em laboratório.

Após os voluntários terem alta, todos serão acompanhados durante um ano, de forma a serem avaliados também os sintomas de longa duração.

  ZAP //

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