Redução do IRS pode só acabar em 2019 (a tempo das próximas eleições)

Clara Azevedo / portugal.gov.pt

Primeiro-Ministro António Costa conversa com deputada Catarina Martins (BE) antes do encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2016

Primeiro-Ministro António Costa conversa com deputada Catarina Martins (BE) antes do encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2016

A reforma dos escalões do IRS pode afinal, ser faseada e só se concretizar em 2018 e em 2019, com o beneplácito do Bloco de Esquerda e do PCP, devido ao elevado custo da aplicação da medida de uma só vez, e a tempo das próximas eleições legislativas.

O Programa de Estabilidade e Crescimento aprovado pelo Governo em Conselho de Ministros, na passada quinta-feira, colocou em cima da mesa uma redução de 200 milhões de euros no IRS em 2018. Mas o número é considerado demasiado elevado pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP.

Assim, o Governo poderá avançar com a redução faseada do IRS em dois anos, ou seja, em 2018 e em 2019, conforme avança o jornal Público.

Mário Centeno, ministro das Finanças, tinha avançado em Março passado que o IRS baixará “para os que mais necessitam” já em 2018.

A ideia do Governo é reverter a eliminação de três escalões de IRS implementada pelo governo anterior, durante a liderança de Vítor Gaspar na pasta das Finanças.

O Executivo de António Costa pretende proceder à redução dos impostos, reformulando os escalões, e poderá fazê-lo de forma “faseada” se a medida ultrapassar a margem orçamental prevista para 2018, conforme nota o Público.

O Bloco de Esquerda já deu mostras de estar de acordo com esta ideia da aplicação gradual da redução, conforme declarações de Catarina Martins.

“Não nos parece que seja possível esta margem orçamental num único orçamento para fazer esse caminho” da redução do IRS, referiu a líder bloquista à saída da audição convocada pelo Presidente da República para medir a avaliação que os partidos fazem do Programa de Estabilidade.

Catarina Martins nota que a revisão dos escalões do IRS é “uma medida cujo custo ascende a dois mil milhões de euros (que já passou pelo fim da sobretaxa)” e que “por isso, terá de ser feita em mais do que um orçamento”. “Só faltam dois orçamentos”, acrescenta, concluindo que “esse caminho terá de ser iniciado no Orçamento do Estado para 2018”.

A redução acabará assim, em 2019, precisamente o ano das próximas eleições legislativas.

ZAP // Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. Que coincidência do caraças !!!!!
    Mais uma das imensas promessas de reversão que têm de ficar a aguardar …… pelas Eleições !!!!
    Afinal o “enorme aumento de impostos” até parece que era(é) necessário !!!!

  2. Estes senhores que sempre foram contra os PEC, apresentados pelos anteriores governos e debatidos no parlamento.
    Agora apoiam um PEC como nas ditaduras, sem ser do conhecimento publico ou ser debatido no parlamento. Onde vão ser efectuados os aumentos de impostos e cortes na Função Pública.
    Assim é mais fácil porque os partidinhos PC E BLOCO, já não têm que ir ao Parlamento votar a favor da medida contrariando o que sempre fizeram na oposição.
    Poucos Portugueses acreditavam nestes 2 partidos PC E BLOCO, nas próximas eleições desaparecem.
    A EN 125, está uma miséria, como nunca tinha estado!
    Onde param estes meninos que me fizeram ir a manifestações na EN.125, para acabar com as Portagens na A 22 enquanto não houvesse alternativa.
    Apareçam e expliquem a quem é obrigado a circular na EN 125 porque não há mais manifestações de protesto.
    Cambada de hipócritas.
    Cheguei a votar PC e Bloco e sempre defendi a esquerda, sinto-me revoltado e enganado.
    Não existem Políticos, verdadeiros, dignos ou honestos é tudo a mesma cambada.

  3. Bem, voltemos então ao Passos. Esse é que foi bom (com a tal estratégia do empobrecimento que arrasou pobres e classe média), mentir? Isso é palavra que não tem no dicionário, cumpriu todas as promessas. Dizer hoje uma coisa e amanhã fazer exatamente o contrario também foi coisa que Passos nunca fez, etc, etc.
    É preciso mesmo muita paciência para aturar este povinho, que não sabe o que quer.
    Estes entraram e estão a tentar gradualmente repor rendimentos. É devagar? Pois é, isto não dá para ser tudo de repente, pensava eu que todos percebiam isso, afinal enganei-me. Prometeram mais cedo, pois é, não sonhavam era ter de levar com os embrulhos deixados pela Marilu e Passos (Banif por resolver, CGD por resolver, BES por resolver, enfim, só trampa debaixo do tapete para fazer de conta que havia “saída limpa”)…
    Que povo estranho este. Dassss!

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