FMI alerta para risco de queda abrupta dos preços das casas nos próximos três anos

O crescimento mais lento dos preços, a sobrevalorização dos imóveis e o excesso de crédito concedido podem contribuir para uma queda abrupta dos preços das casas nos próximos três anos.

A rápida subida dos preços das casas nos últimos anos pode levar ao colapso dos mercados imobiliários e a uma descida abrupta dos preços nos próximos três anos, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI), no relatório semestral sobre a estabilidade financeira global, publicado esta quinta-feira.

O FMI avisa que a sobrevalorização dos imóveis e o aumento excessivo dos créditos concedidos podem vir a prejudicar a banca e a economia mundial, como aconteceu durante a crise financeira de 2008. Para evitar este cenário, a instituição acredita que as política macroprudenciais e as políticas monetárias podem ter um papel importante.

“Um aperto nas políticas macroprudenciais está associado a uma redução dos riscos negativos sobre os preços das casas”, escreve o FMI no relatório.

Isto aplica-se, sobretudo, a políticas destinadas a reforçar a resiliência dos mutuários (aqueles que pedem o empréstimo), nomeadamente através do aumento da taxa de esforço (rácio entre o montante da prestação mensal e o rendimento do cliente) e dos limites máximos do rácio entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel dado como garantia.

Apesar de Portugal não surgir neste relatório, a rápida subida dos preços neste setor é bem conhecida. Aliás, no ano passado, o FMI já tinha alertado para o risco de sinais de desequilíbrios relevantes no setor imobiliário em Portugal, nota a Renascença.

Luís Lima, presidente da Associação Nacional das Empresas de Mediação Imobiliária, disse à rádio que estes riscos decorrem da escalada de preços das casas nos grandes centros urbanos, não escondendo a existência de alguns perigos no setor português.

Por sua vez, António Frias Marques, presidente da Associação Nacional de Proprietários, também ouvido pela Renascença, refere que Portugal não está à beira de uma bolha, “Portugal está à beira de uma explosão“.

“Tal como estamos a pagar os prejuízos de operações que nunca deviam ter sido feitas pelos bancos, é evidente que na altura vamos ser convocados para pagar este tipo de prejuízos”, remata.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Sabe-se muito bem que actualmente a esmagadora maioria das casas está a ser vendida bem acima do valor real.
    Bom para quem vende, uma asneira para quem compra (por diversas razões…)!

  2. O FMI, como todas as entidades financeiras que já andam nisto há tempos, sabe que se quer dar um aviso e não quer ficar com a responsabilidade de ter provocado o descalabro, deve sempre dar os “avisos” com um horizonte temporal bastante alargado. Portanto, se eles falam em três anos quer na realidade dizer um ano. Preparem-se para a bomba

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