PS esclarece que o seu parceiro na Grécia não é o Syriza

PASOK / Flickr

George Papandreou, antigo líder do PASOK e primeiro-ministro da Grécia entre 2009 e 2011

George Papandreou, antigo líder do PASOK e primeiro-ministro da Grécia entre 2009 e 2011

O PS afirmou esta quarta-feira que o seu parceiro na Grécia é o PASOK e que não é pelo facto de ter tido um mau resultado que deixam de ser “camaradas”, e defendeu “um equilíbrio” entre aspirações gregas e europeias.

O deputado socialista Vitalino Canas afirmou, em resposta a uma declaração política do PCP, que “os democratas em geral gostam de vencedores, respeitam os vencedores, porque os vencedores são expressão da vontade do povo, e na Grécia é assim”.

“Por isso, nós felicitamos o Syriza. Mas não se confundimos as coisas, o facto de apreciarmos e respeitarmos os vencedores não significa que nós confundamos aquilo que defendemos e não saibamos quais são os nossos parceiros”, declarou.

“Na Grécia o nosso parceiro não é o Syriza, é outro partido, e não é pelo facto ter tido um mau resultado, não ter sabido protagonizar um projeto de mudança, não é por esse facto que nós deixamos de ser camaradas desse partido e endereçamos as nossas saudações”, afirmou, numa referência ao PASOK, o partido socialista grego.

Desde sempre um dos partidos mais fortes da Grécia, o PASOK de Evangelos Venizelos e da dinastia Papandreou alternou durante décadas no poder com a Nova Democracia de Antonis Samaras.

No passado domingo, dia da vitória histórica do Syriza, os socialistas tiveram uma derrota histórica, não conseguindo melhor que a 5ª posição, com cerca de 5% dos votos.

Para Vitalino Canas, a vitória do Syriza “é mais uma demonstração de que na Europa se pretende mudança, não é a primeira demonstração, ao contrário do que alguns quiseram fazer pensar”, considerando que houve outras em França e Itália “há uma muito concreta com as alterações que a comissão europeia tem imprimido no seu rumo”.

O deputado socialista aludiu a uma “cumplicidade” entre a líder da Frente Nacional francesa, Marine Le Pen, e o Syriza, provocando protestos da bancada do BE, e também se referiu ao parceiro de coligação do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, um partido de direita nacionalista.

“Seria uma má mudança se tivesse ganhado o projeto daqueles que se coligaram com o Syriza. Que a mudança seja a mudança que o povo grego quer que se imprima, que seja uma mudança que vai no sentido certo”, disse.

Vitalino Canas concluiu que “os primeiros sinais que vêm da Grécia são sinais que criam expectativa, são sinais de pragmatismo, são sinais de moderação”.

“Esperemos que a Europa saiba responder a esses sinais também com pragmatismo e moderação e que haja a possibilidade de se atingir um equilíbrio entre aquilo que são as pretensões do povo grego e as pretensões da Europa”, defendeu.

Vitalino Canas sublinhou ainda que o Syriza tem “defendido com clareza a permanência no euro”, ao contrário do PCP, acusou.

/Lusa

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