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Milhares de tabarneses protestam em Barcelona contra a independência da Catalunha

Milhares de manifestantes percorreram neste domingo o centro da cidade de Barcelona, convocados pela denominada “Plataforma por Tabarnia”, contrária à independência da região da Catalunha, e seus partidários.

Cerca de 15 mil manifestantes, segundo a polícia local, percorreram este domingo o centro da cidade de Barcelona em defesa da criação de Tabarnia, conceito imaginário de um território separado da Catalunha, mas integrado na Espanha, formado por comarcas das províncias de Tarragona e Barcelona.

Esta é uma ideia que ganhou força nos últimos meses como reação ao processo independentista catalão, que esta plataforma ataca com ironia para evidenciar as suas contradições. Nestas duas regiões, os eleitores partidários da independência da Catalunha são menos do que os favoráveis à unidade da Espanha.

A ideia, que surgiu à volta da plataforma Barcelona is not Catalonia, consiste em criar com os dois municípios uma nova comunidade espanhola, independente da Catalunha, para  ajudar a “isolá-los da ameaça separatista”, defendem os seus promotores.

“O termo Tabarnia é um neologismo criado para denominar os territórios costeiros entre Tarragona e Barcelona, que partilham características e necessidades comuns, claramente diferenciados do resto da comunidade autónoma”, pode ler-se na plataforma, activa desde junho do ano passado.

 

A manifestação deste domingo começou com uma oferenda floral no monumento do líder catalão Rafael Casanova (1660-1743) para denunciar a manipulação desta figura histórica pelos independentistas, que pretendem convertê-lo em ícone do soberanismo.

Com o lema “Acabámos com a piada. Viva Tabarnia!“, os participantes pediam “liberdade” enquanto gritavam “Eu sou tabarnês!”, “Eu sou espanhol!” enquanto levavam bandeiras de Espanha, Tabarnia e Catalunha.

O auto-proclamado presidente de Tabarnia, o dramaturgo catalão Albert Boadella, não compareceu na manifestação. A convocatória chamava todos os cidadãos a “exaltar a fraternidade e o optimismo diante da busca pela ruptura”.

  Ciberia // EFE

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