Primeiro caso da nova variante na Europa identificado na Bélgica

Mahmoud Khaled / EPA

As autoridades de saúde belgas detetaram, na segunda-feira, um caso da nova variante do coronavírus B.1.1.529, identificada inicialmente na África do Sul, revelou o ministro da Saúde Pública, Frank Vandenbroucke.

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É o primeiro caso relacionado com esta nova variante B.1.1.529 identificado na Europa.

A infetada é uma jovem mulher não vacinada que desenvolveu sintomas 11 dias após viajar para o Egito através da Turquia, indicou o Laboratório Nacional de Referência belga.

Segundo o jornal The Guardian, esta mulher não teve qualquer ligação com a África do Sul ou com qualquer outro país no sul do continente africano.

A paciente parece não ter tido contactos de alto risco fora da sua casa e nenhum membro da família desenvolveu sintomas até agora, acrescentou o laboratório, que está a conduzir uma investigação abrangente a este caso.

Nas mesmas declarações, o ministro belga apelou à cautela, afirmando: “É preciso cuidado, mas não entrar em pânico”.

Cerca de 30 mutações desta nova variante já foram identificadas em lugares como a África do Sul, Botswana ou Hong Kong, o que tem gerado preocupação a nível mundial.

Ao início da manhã, o Reino Unido foi o primeiro a adicionar seis países africanos à “lista vermelha” da covid-19, proibindo temporariamente os voos, devido ao risco associado à nova variante detetada na África do Sul e considerada a “pior até agora”.

Alemanha, República Checa, França e Itália seguiram os passos dos britânicos e, entretanto, a Comissão Europeia também já propôs a suspensão das viagens aéreas oriundas da África Austral.

Os especialistas da OMS reuniram-se hoje para determinar se esta nova variante deve ser classificada como “preocupante” ou “de interesse para monitorização”.

“Análises preliminares mostram que a variante tem um grande número de mutações que exigirão mais estudos e vão ser necessárias várias semanas para entender o seu impacto”, disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS.

Para já, e ao contrário do que já está a ser feito na Europa, a OMS está a aconselhar os países a não tomarem medidas de restrição de viagens, enquanto a virulência e a transmissibilidade da nova variante permanecem desconhecidas.

“Permitam-me reiterar a nossa posição oficial: a OMS recomenda que os países continuem a aplicar uma abordagem científica e baseada no risco (…). Nesta fase, mais uma vez, a implementação de medidas restritivas de viagens não é recomendada”, explicou Lindmeier.

  ZAP // Lusa

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