Presidente filipino mostrou o dedo do meio à União Europeia

Mast Irham / EPA

O presidente das Filipinas, Rodrigo Roa Duterte

O presidente das Filipinas, Rodrigo Roa Duterte

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, levantou o dedo do meio e insultou a União Europeia, na passada segunda-feira, como resposta às críticas feitas à caça aos traficantes nas Filipinas.

“Agora a União Europeia tem o descaramento de condenar [a campanha contra as drogas]. Mais uma vez, repito, vão-se f****“, afirmou Duterte, depois de o Parlamento Europeu ter expressado preocupação com o elevado número de vítimas que a campanha contra as drogas está a causar.

“Os membros do parlamento instam o governo das Filipinas a pôr fim à onda de execuções extrajudiciais e matanças, a iniciar uma investigação imediata e a adotar políticas e programas específicos e extensos”, disse a União Europeia na semana passada.

Duterte afirmou que o motivo das críticas da União Europeia é o sentimento de culpa por vários crimes cometidos pelos países europeus.

“Agora são rigorosos porque se sentem culpados. Quem matei? 1.700 aqui? Chamam a isso genocídio? Quantos mataram vocês?”, sublinhou.

O chefe de Estado das Filipinas falou em concreto de países como a França e o Reino Unido que, disse, apoiaram os Estados Unidos em ataques contra países do Médio Oriente que causaram um número elevado de mortos.

Rodrigo Duterte tem marcado os seus primeiros meses de presidência com ofensas dirigidas a vários líderes mundiais – tendo já chamado “filho de uma prostituta” a Barack Obama.

O presidente das Filipinas insultou também o Papa Francisco e o ainda secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Cerca de 3.500 alegados traficantes e toxicodependentes morreram desde que Duterte subiu ao poder – cerca de 1.500 em operações policiais e os restantes por grupos de cidadãos que recebem recompensas pelos homicídios.

Mais de 17 mil pessoas foram detidas e o fornecimento de estupefacientes desceu 90%, de acordo com a polícia local.

Duterte diz que a toxicodependência é um dos maiores problemas das Filipinas e pretende alargar para um ano a sua guerra contra as drogas.

BZR, ZAP / Lusa

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6 COMENTÁRIOS

  1. Mais nada. Chama-se a isto tê-los no sitio. Está-se marimbando para o politicamente correcto e também não recorreu à diplomacia. Disse o que tinha a dizer com todas as letras e eu concordo com ele a 100% !!!

  2. Se este poderá estar a exagerar na forma como faz a caça aos drogados e seus fornecedores por cá exagera-se na sua liberdade, portanto antes de se incomodarem com o que este está a fazer no seu país melhor será que se incomodem por cá com a forma a pôr fim a tal flagelo, intrometem-se demasiadamente com o que se passa lá fora e esquecem-se do que se passa cá dentro.

  3. Meu deus, a natureza destes comentadores… séculos de luta pela defesa dos direitos humanos valem uma descarga de autoclismo para estes “cansadinhos do discurso politicamente correto”. É tão reclamar de barriga cheia.

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