Preço da luz aumentou 80%. Governo investiga possível especulação

O Governo ordenou uma investigação aos preços no sector da electricidade, depois do aumento de 80% verificado, entre 1 e 26 de Janeiro, no mercado ibérico de energia.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) está a investigar a formação dos preços na área da electricidade, avança o Correio da Manhã, depois de o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, ter feito uma solicitação nesse sentido.

Esta iniciativa do governante surge depois do “grande aumento no preço da electricidade”, verificado no período entre 1 e 26 de Janeiro.

O CM nota que o preço no mercado ibérico da energia (MIBEL) aumentou cerca de 80%, passando dos 51 euros/MWh no mercado diário para os 92 euros. Os consumidores ainda não sentiram o aumento, mas já deverão senti-lo na próxima factura.

A ERSE está assim a apurar se há motivos técnicos que justifiquem o elevado aumento das tarifas ou se está em causa especulação pura.

Em Espanha, o ministro da Energia, Álvaro Nadal, também pediu uma investigação a esta subida de preços.

No mercado regulado, houve um aumento da ordem dos 1,2% nos preços para os consumidores domésticos, no passado dia 1 de Janeiro. Em termos práticos, estamos a falar de 57 cêntimos numa factura média mensal de 47 euros.

ZAP //

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54 COMENTÁRIOS

  1. … e o Mexia deve andar a ensaboar as patas dos responsáveis da ERSE e do Governo, para oficializar este brutal aumento.
    80% !!!
    É crime, é assalto, é obsceno, é sacanagem !
    PCP e BE agora não dizem nada ? Ou também recebem luvas ?!

  2. Não acredito nestes valores mas, se fôr mesmo assim, então é mais um “belo” resultado da privatização criminosa da EDP.
    Agora estamos nas mãozinhas dos chineses que compraram a EDP (e devem-lhe ter chamado um figo, pois uma empresa que dá 1000 milhões de lucro e tem quase o monopólio de mercado, com quota de 80%) , já que o Estado, como muitos gostam e defendem, não deve ser detentor/ dono de empresa nenhuma.
    Esta privatização trouxe algum beneficio para os consumidores? ZERO. Nem em melhoria de serviços nem em preços mais justos. Só serviu para nos sugar ainda mais e continuar a alimentar os chorudos vencimentos dos parasitas, como esse m.erda do Catroga, do Mexia, entre outros.

    • O Bastão diz: “já que o Estado, como muitos gostam e defendem, não deve ser detentor/ dono de empresa nenhuma.”

      Devo depreender que o Bastão é daqueles que defendem que o estado deveria ser dono de todas as empresas? Ou, para não parecer demasiado… comunista, dono “apenas” das chamadas empresas estratégicas? Energia, água, transportes, hospitais, telecomunicações…

      Pois, isso até poderia ser bom se o estado fosse bom gestor… mas não é, de maneira nenhuma e infelizmente.

      Consegue o Bastão dizer, por exemplo, quem são os maiores prejudicados quando uma empresa privada dá prejuízo e quem são os maiores prejudicados quando uma empresa pública dá prejuízo?

      O bastão, nos próximos 5 ou 10 ou 30 minutos ou o tempo que quiser, apenas puxando pela memória e sem qualquer ajuda da Internet, pense nisto; de quantas empresas do estado ou controladas pelo estado se lembra de darem lucro? E de quantas se lembra de darem prejuízo?

      E agora com a ajuda da Internet, quantas consegue encontrar que dêem lucro e quantas consegue encontrar que dêem prejuízo?

      Agora some todo o lucro obtido por essas empresas que realmente dão lucro e some também todo o prejuízo dado por essas empresas que nunca passam da cepa torta. Deve chegar a um resultado não só interessante como também bastante revelador!

      Se, por algum acaso, não gostar de resumir tudo a uma questão de dinheiro (malvado dinheiro, não é verdade?!), então pense também no comportamento humano:

      Quando os gestores sabem que as empresas que gerem, por maior que seja o prejuízo, nunca irão à falência e ainda têm os governantes a zurzir-lhes aos ouvidos para não levantarem ondas então… deixam de ter qualquer incentivo para fazerem as necessárias e por vezes fundamentais reformas de modo a reduzir custos e aumentar a eficiência.

      Quando os trabalhadores sabem que a empresa onde trabalham, por maior que seja o prejuízo, nunca irá à falência e que, por mais mandriões que sejam, nunca serão despedidos e ainda têm sindicatos a exigir, em nome deles, as maiores regalias… então também deixam de ter qualquer incentivo para serem melhores naquilo que fazem.

      Resultado: a empresa acumula cada vez mais e mais dívidas, o gestor não é responsabilizado, os trabalhadores limitam-se a fazer estritamente o mínimo que lhes é pedido reclamando ainda as maiores regalias ao mínimo pretexto e o estado… bem, o estado é então chamado a intervir, não para pôr ordem na empresa mas apenas para tapar os buracos, ou seja, pagar as dívidas.

      O estado, invariavelmente, responde ao apelo pagando as dívidas dessas empresas mas, para tal, por um lado vê-se obrigado a aumentar a dívida pública pedindo (enquanto pode) empréstimos lá fora e por outro lado a aumentar os impostos a todos os contribuintes estrangulando a economia.

      Dá um belo resultado o estado ser dono de empresas… empresas que são ou se tornam ineficientes e permanentemente à beira da falência e, consequentemente, uma economia estagnada!

      • Misturada de assuntos completamente inútil:
        Que é que a gestão pelo Estado tem a ver com o controlo dos preços?

        Acham mesmo que se em vez de duplicarem os preços os multiplicassem por 100 isso poderia passar ao lado do governo, qualquer que ele fosse??
        Eles só podem espoliar enquanto o povo não se sentir massivamente impelido a actuar. Se 2000000 de pessoas desatarem a procurar o Mexia em todo o lado (ou familiares) e lhe pedirem “explicações” vão ver em que instante tudo se “resolve”….
        Agora, cada um para seu lado, a chiar pelos cafés”, cuzinho na cadeira sem mexer, toda a pulhice passa impune. Só porque tirou os cuzinhos das cadeiras em 1976 o Soares teve uma dívida de gratidão colectiva, mesmo que por vezes não o merecesse completamente.

        • Filhote:
          Aqui o Simplório não estava a comentar a notícia.
          Apenas respondi ao comentário do Bastão e à interpretação que fiz das suas afirmações pelo que não vejo onde esteja essa “misturada”.

          Quanto à pergunta que logo de início o Filhote me faz… eu nem sequer entrei no assunto do “controlo dos preços” e julgo que o Bastão também não.

        • Rui pinto:
          Talvez aqui o Simplório esteja antes a falar não dos milhares de milhões de prejuízo tidos com os bancos de gestão privada cuja passagem dos prejuízos para o Estado foi da responsabilidade de políticos mas sim das dezenas de milhares de milhões que, salvo honrosas excepções, normalmente vêm do conjunto das empresas públicas ou controladas pelo estado por gestão ineficiente.

          Se a gestão privada dos bancos deu prejuízo ao estado, ou melhor dito, deu prejuízo a todos nós isso foi por culpa de políticos, sublinho… culpa dos políticos que assim o permitiram com as soluções que na altura implementaram.

      • Ah?
        Espero que esteja a brincar!…
        EDP, REN, CTT, ANA; Fidelidade/caixa seguros, Empresa Geral de Fomento (EGF), HPP, Oceanário, etc… qual destas é que dava prejuízo?!
        Todas eram publicas e davam lucro (mas foram privatizadas)!
        Os preços aumentaram (na ANA 7x em 3 anos!), os serviços pioraram e o pior é que, no fim, a nossa divida publica ainda aumentou!!
        Tudo isto serviu apenas os interesse do “mercados”, da trioka e da restante escumalha cuja única preocupação e sacar aos povos para encher os cofres dos grandes grupos/mafias financeiros!
        Depois é natural que (em 2016) os 8 mais ricos do mundo tenham tanta riqueza com 30% da população mundial…
        Portanto, deixe de ser simplório e pense antes de escrever!!

        • Eu!:
          Porque haveria aqui o Simplório de brincar com coisas tão sérias?!


          “EDP, REN, CTT, ANA; Fidelidade/caixa seguros, Empresa Geral de Fomento (EGF), HPP, Oceanário, etc… qual destas é que dava prejuízo?!”

          Vejamos, por exemplo, o caso da EDP (a primeira empresa da sua lista):

          https://www.edp.pt/pt/investidores/assembleiasgerais/assembleiasanuais/2012/Assembleia%20Anual%202012/RC2011_PT_CMVM_vf.pdf
          página 18, Indicadores Chave:

          Resultado Líquido 1.124,663 (2011) // 1.078,925 (2010) // 1.023,845 (2009) 1.091,529 (2008)

          Dívida Líquida 16.948,236 (2011) // 16.246,836 (2010) // 14.006,568 (2009) // 13.889,511 (2008)

          Não é, portanto, de agora que a EDP tem resultados líquidos na ordem dos mil milhões de euros como referiu anteriormente o Bastão mas reparemos agora na dívida que de 2008 para 2011 subiu de 13.889 milhões para 16.948 milhões.

          Lembremo-nos que a fase final da privatização da EDP foi em 2011/2012.

          Parece-me que estes valores já começam a dar uma reposta à sua pergunta “qual destas é que dava prejuízo?!”.

          Portanto, essa sua afirmação “Todas eram publicas e davam lucro (mas foram privatizadas)!” é a sua interpretação da realidade, não a minha. Não vejo como se pode considerar que uma empresa realmente dá lucro quando de ano para ano a sua dívida aumenta e no caso da EDP não só aumentou como aumentou bastante.

          E perdoe-me a ousadia mas não vou andar à procura de Relatórios de Contas ou outras informações para as restantes empresas da sua lista.


          “Os preços aumentaram (na ANA 7x em 3 anos!), os serviços pioraram e o pior é que, no fim, a nossa divida publica ainda aumentou!!”

          Aumentaram 7 vezes em 3 anos, diz. Se a administração da ANA a isso foi obrigada faz-me pensar quem andava a pagar as contas da ANA antes desse aumento. Nós contribuintes, não lhe parece?

          E também a ANA tinha uma dívida! Uma dívida de 700 milhões de euros quando foi privatizada em 2011/2012. Mais uma vez não vejo que realmente se possa considerar que uma empresa tem lucro especialmente quando tem dívidas que não consegue pagar.

          E finalmente (porque o resto não vou comentar), desde 2011/2012 a dívida pública aumentou, é verdade, mas não acuse as privatizações disso. Pessoalmente nem quero imaginar o quanto teriam aumentado mais se as privatizações não tivessem sido feitas.

          • Bem… se nem sequer sabe a diferença entre lucro e dívida, não vale a pena perder muito tempo…
            A verdade é que todas essas empresas davam (e dão!) lucro (e bastante)!!
            Basta pensar que se assim não fosse, os chineses certamente que não dariam 2,7 mil milhões de euros por 21% da EDP!
            Não é?!
            Pois….
            Dívidas que não consegue pagar?!
            Quem?
            Não percebe mesmo nada do assunto, pois não?!
            A dívida da EDP é perfeitamente aceitável (e pagável!) e deve-se a investimentos (e é absolutamente normal)!
            .
            A administração da ANA “a isso foi obrigada”?!
            Hahahaha!…
            .
            Quem é que acusou as privatizações do aumento da dívida?
            O que eu constatei é que as privatização não serviram para nada; pelo menos, para o país e para os portugueses em geral – já para parasitas como o Catroga e companhia, foram um “Euromilhoes”!!…
            .
            Portanto, para a próxima, pense antes de escrever barbaridades sem qualquer lógica ou sentido!!

      • Caro Simplório, começando pelos seus dois primeiros parágrafos, registo o facto do meu amigo, não apenas pelo trecho que retirou do meu texto inicial, mas também pela alusão que faz a uma hipotética simpatia politica da minha parte, ao comunismo ou a algo parecido, fez então uma interpretação errada do que escrevi ou, pelo menos, situou-me mal. Para lhe ser completamente franco, sou um homem de mente aberta e não tenho qualquer problema em assumir posições de concordância ou discordância com as diversas ideologias politicas, sejam elas de esquerda, centro ou direita, sempre que as mesmas se enquadrem no perfil que me parece mais correcto, á luz daquilo que entendo ser uma sociedade desenvolvida. Uma economia de mercado, de concorrência aberta, dinâmica, que produza, que permita gerar riqueza, postos de trabalho, etc, conjugada com uma vertente social, que permita as pessoas viverem com dignidade e que assegure justiça social, promova oportunidades e cuidados básicos para todos, constituem o que me parece ser uma sociedade ideal. É aqui que entra o Estado.

        Como certamente o “Simplório” observou, reportei-me a tecer um comentário focalizado no objecto de análise, em concreto a EDP.
        Mantenho exatamente a pergunta que coloquei: O “Simplório”, eu e os restantes milhões de portugueses, ganhámos alguma coisa com a privatização da EDP (melhoria de preços ou de serviços) ?

        Pelo que lhe disse inicialmente, penso que já percebeu que estou muito longe de me identificar como um defensor de que “tudo deve ser Estado”, porém, concordo com a preservação de certas empresas estratégicas nas mãos do Estado, pois é dessa forma que se assegura a tal “justiça e equidade social” que preserva a dignidade humana, valor que para mim é, e tem de ser, absolutamente central (até porque, por si só é factor gerador de competitividade, desenvolvimento humano e económico). A título de comparação, os EUA são a maior economia do mundo, contudo, estão longe ter um modelo social exemplar. Já a boa parte dos países nórdicos, além do modelo de bem estar social exemplar, têm economias assentes em modelos desenvolvidos, de mercado e livre concorrência mas, curiosamente, não abdicam de ter um sector empresarial do Estado, designadamente, a posse e tutela, de empresas estratégicas.

        Porque “a prosa” já vai longa, falemos um pouco das empresas publicas, usando os exemplos que deu. Há setores onde, muito dificilmente se podem obter lucros, caso dos transportes colectivos terrestres. Mesmo as empresas privadas desse setor, apenas os conseguem por via da “subsidiação estatal” pois caso esta não existisse, os preços dos bilhetes ou dos passes sociais seriam absolutamente incomportáveis para os utilizadores. O mesmo se passa nos sector da saúde, em concreto, os Hospitais e aqui, caro “Simplório” tinhamos conversa para horas, pois conheço aprofundadamente o sector, dado trabalhar nele há décadas. Também neste caso lhe posso dizer que há autênticos embustes e mitos sobre a eficácia da gestão privada. Já no dominio da energia, da água e das telecomunicações, são exemplos claros que a gestão estatal não era má, percebendo o que se seguiu. A EDP em nada melhorou com a privatização, pelo contrário, o país ficou sem as receitas provenientes dos gigantescos lucros que obtinha e que agora vão direitinhos para a China e, nas telecomunicações a pujante PT, considerada no estrangeiro, como uma referência em inovação, ruiu como um castelo de cartas. Perdeu-se assim valor, imagem e riqueza que gerava por via das exportações tecnológicas que fazia. Depois, temos outras empresas participadas do Estado, que com privatização foram fragmentadas, algumas com posições interessantes no mercado global, mas que hoje são meramente residuais. Foi o caso da Cimpor vendida aos brasileiros da Camargo Correia. Um desastre.

        Quanto aos prejuízos nas empresas publicas e privadas bem, meu caro, podemos tomar como exemplo, que contrapõe o que referiu, o caso da Banca. Foram milhares de milhões os prejuízos da Banca privada para os quais o Estado foi chamado a meter dinheiro (que andamos todos a pagar). Por outro lado, estará o meu amigo convencido que os grandes grupos económicos privados portugueses, como Sonae, Jerónimo Martins, Amorim, etc, não são também alvo de enormes ajudas estatais, por via de subsidios varios e isenções fiscais? E a moeda de troca, muitas vezes é a chantagem de quem emprega milhares de pessoas.

        Partilho, no entanto, do seu ponto de vista, que premiar gestores incompetentes é algo só compreensível numa lógica partidária (que obviamente está mal e é absolutamente contra-natura) mas, também aqui, esta prática não é exclusiva do Estado. Estou a recordar-me da indemnização e gigantesco prémio pago pela Volkswagen ao seu presidente, na ocasião do escandalo da falsificação das emissões poluentes.

        Em suma, acredito que o problema é mais politico que outra coisa. Esta lógica dos “jobs for the boys” é que minam (legitimamente aliás) a confiança das pessoas e determinam a imagem que temos ( por vezes injusta, como os exemplos que referi confirmam) duma gestão publica menos eficaz do que a privada.

        • Caro Bastão concordo em 100% consigo, e ainda reforço em relação ao comentario do Simplorio, que a demagogia de que vem fazer comentarios relativos a ideias pré-consebidas que o privado é melhor que o público, basta ver os resultados para os cidadãos, e se até agora nenhuma das privatizações foram benéficas para nós, então é essa a conclusão a tirar. Por outro lado, se temos premiado empresas e gestores que desenvolvem um trabalho ruinoso então é aí que devem ser feitas mudanças, e no limite punir os culpados, resumidamente fazer a justiça funcionar.
          Se os nossos governantes foram deixando o nosso património empresarial escapar por ser tão toxico, (não compreendo porque razão os privados estavam tão desejosos de lhe deitar o dente), pelo menos criem leis que parameterizem a sua actividade em proteção dos interesses dos cidadãos consumidores.

          • Ferval:
            E a demagogia de quem vem fazer comentários relativos a ideias pré-concebidas de que o público é melhor que o privado, não conta?

        • Bastão:
          O tema do seu comentário realmente era a EDP (impossível, claro, não reparar) mas, dado o tom geral das suas palavras em tão breve comentário… quando escreveu aquele pequeno trecho que depois eu copiei e colei no meu comentário, pareceu-me o Bastão ter começado a generalizar e a ter uma atitude mais condizente com uma certa e determinada ideologia (como já vi algures por aqui em outros comentários de outras pessoas).
          Parece-me que o Bastão compreendeu isso perfeitamente pelo que aqui o Simplório só tem a agradecer este seu mais recente comentário. De facto, o Bastão tem razão, precipitei-me na minha avaliação e não percebi a sua real intenção.

          A sua posição ficou agora bem clarificada e devo dizer que não tenho o mínimo problema com o tipo de postura que diz ter, parece-me bem.
          Tenhamos preferência por um ou por outro lado tanto o Socialismo como a Social Democracia, tal como são normalmente entendidos em Portugal, são apenas dois modos não muito diferentes de atingir o mesmo objectivo. O problema maior, concordamos, está mesmo nas pessoas, nas que chegam aos cargos de poder.

          Claro que até a extrema esquerda uma vez por acaso tem uma ideia luminosa com a qual será díficil não concordar mas aqui, por mais que tentem disfarçar as suas intenções ideológicas severamente enraizadas nas suas mentes… de vez em quando, mostram bem àquilo que vêm. Na minha opinião, o comunismo, em todas as suas vertentes, é uma ideologia, no mínimo, anacrónica e deveria de uma vez por todas ficar relegada para a história.

          Partido Socialista… claro, porque não! Com a pessoa certa a comandá-lo e que demonstrasse ser melhor que qualquer outro candidato. Mas o PS actual, o PS de Sócrates e agora de António Costa? Nem pensar, de maneira nenhuma e em caso algum! Jamais!
          Se já não confiava em Sócrates ainda menos confio em António Costa que, acredito convictamente, não tarda muito irá voltar a colocar Portugal em maus lençóis!


          Se “ganhámos alguma coisa com a privatização da EDP (melhoria de preços ou de serviços) ?”, pergunta.
          Se, num instante, vir a minha resposta ao “Eu!” compreenderá a razão de eu dizer que a bom tempo nos livrámos de uma empresa que estava numa espiral de aumento de dívida.

          Gigantescos lucros que a EDP tinha?! Poder-se-á considerar os tais resultados líquidos como lucros quando acumulava dívida daquela maneira? Dívida que mais tarde ou mais cedo teria de ser paga, ou no mínimo, amortizada por todos nós através dos nossos impostos! Só mesmo numa livre interpretação da palavra “lucro”, no meu entender.

          E, também no meu entender, é possível assegurar a “tal “justiça e equidade social”” que, como diz, “preserva a dignidade humana” sem que as chamadas empresas estratégicas estejam nas mãos do Estado (subentendendo-se que, suponho que seja isto o que pretende dizer: nas ‘mãos do estado’ signifique sob gestão directa do estado) cuja tendência é a ineficiência e mesmo o repúdio por reformas que diminuam os custos e melhorem a qualidade dos serviços, sobretudo quando essa gestão pública, além dos interesses políticos e ideológicos, fica ainda refém de sindicatos que pensam mais na sua própria sobrevivência do que nos trabalhadores que dizem representar… pelo que não vejo como tão gravosas condicionantes sejam alguma vez “factor gerador de competitividade, desenvolvimento humano e económico”, algo que o Bastão parece atribuir à gestão pelo Estado.


          O caso da Banca… parece-me que há que separar as coisas. Há que separar a gestão desses banqueiros cujas decisões arruinaram os respectivos bancos das decisões dos políticos já que foram estes últimos a passar o prejuízo para os contribuintes.
          É como diz, foram milhares de milhões de prejuízo para os quais o estado foi chamado a meter dinheiro mas isso foi uma decisão política. Claro que os banqueiros fizeram pressão para que assim fossse mas foi uma decisão política da responsabilidade de quem na altura tinha poder de decisão.


          Diz que os grandes grupos privados são “alvo de enormes ajudas estatais, por via de subsidios varios e isenções fiscais”. Ora, não é só em Portugal que isso acontece. Quanto à moeda de troca ser a “chantagem de quem emprega milhares de pessoas”, mais uma vez, também não é só em Portugal. Mas… e se o Estado português não lhes desse essas ajudas? Deve conseguir imaginar as conquequências…

          Este tipo de atitude, convenhamos, não é exclusiva desses grandes grupos privados pois tem uma certa correspondência no próprio Estado e na gestão que este faz que também não só se deixa facilmente chantagear pelos seus funcionários/sindicatos como ainda lhes oferece subornos, perdão, beneces e previlégios vários para que não deixem de votar neles.

          Pesando este tipo de atitude das grandes empresas contra a não tão diferente assim atitude do Estado… qual das atitudes será mais prejucicial para o país?


          O Bastão compara os EUA aos países nórdicos. Nos EUA o problema maior não é o sector privado mas sim a mentalidade que lá existe em relação a certos temas. Enquanto o sector empresarial se vai adaptando para sobreviver… lá a mentalidade vai ficando parada no tempo.


          O caso os transportes… tem razão, quando estão sob gestão de empresas privadas estas têm de ser subsidiadas mas além de um concurso há depois um limite contratual para esse subsídio pelo que ou estas empresas fazem uma boa gestão dos recursos ou então arcam com os prejuízos.
          Quando é o estado a nomear um seu gestor além das condicionantes políticas e ideológicas que esse gestor tem e que limitam, por vezes severamente, o seu trabalho… tem também a sempre presente rede de segurança do estado quando há prejuízo e é necessário pagar dívidas (talvez seja este o preço a pagar por todos nós por tais condicionantes políticas e ideológicas).

          Veja-se o caso da carris que pretendem que volte limpinha para as mãos da Câmara Municipal de Lisboa, isto é, sem qualquer dívida que, pelos vistos, já foi integralmente assumida pelo Estado.
          Fernando Medina até promete que a Carris não voltará a acumular dívida ao mesmo tempo que promete também uma Carris com mais autocarros, mais rotas, mais motoristas, passes com descontos para certos grupos da população ou mesmo gratuitos, tudo isto além da sempre necessária renovação da frota!

          Alguém acredita na promessa de Medina de boa gestão da Carris que não voltará a acumular dívida? Não aqui o Simplório que não é tolo a esse ponto. Será um novo esbanjar de dinheiro que nós contribuintes algures lá para o futuro teremos de voltar a pagar.


          Diz o Bastão conhecer aprofundadamente o sector da saúde… permita-me então que me aproveite um pouco dos seus conhecimentos para o questionar num ou noutro ponto.

          O que se passa nomeadamente com os hospitais públicos de Lisboa cujos tempos de espera tanto para consultas como para realização de exames têm aumentado significativamente para desespero de muitos dos seus utentes? E nem me refiro apenas às urgências mas também às consultas de especialidade e respectivos exames pedidos nestas consultas.

          São as queixas que eu oiço de amigos e familiares que dependem desses hospitais. Vão às urgências, mesmo a pedido do médico de família, e esperam horas e horas e horas para depois ainda terem de voltar no dia seguinte.
          Ou então, quando finalmente têm uma consulta da especialidade e o médico promete/prevê que os exames serão feitos no espaço de uns dois meses acabam na verdade por esperar meio ano ou mais por tais exames! Exames fundamentais para o respectivo diagnóstico.

          Ou o Hospital de Cascais. Depois de (eu) ter lido, do princípio ao fim, esta notícia:
          https://www.publico.pt/2017/02/05/sociedade/noticia/equipa-das-financas-diz-que-ppp-de-cascais-permitiu-poupar-8-milhoes-por-ano-1760627
          …qual é afinal a real razão de o governo querer acabar com a actual concessão do Hospital de Cascais se desde o início desta PPP a poupança até tem sido de 8 milhões de euros por ano? Vai agora em 40 milhões de euros!

          Ou lendo a seguinte, onde é dito, por exemplo, que as PPP na saúde oferecendo “cuidados semelhantes em qualidade às unidades geridas pelo Estado” ainda fizeram o Estado poupar 200 milhões de euros em quatro anos:
          http://www.dn.pt/portugal/interior/financas-propoem-novo-concurso–para-gestao-do-hospital-de-cascais-5550912.html
          …quais são afinal (resumidamente, não peço mais do que isso) os “autênticos embustes e mitos sobre a eficácia da gestão privada” que o Bastão diz existirem?


          Uma última nota: premiar gestores incompetentes é mau, obviamente concordamos, mas é bastante pior se forem gestores de bens públicos do que no caso dos privados ou, como refere, da Volkswagen… e aí, isso já é lá problema deles e dos respectivos accionistas se querem premiar o seu gestor incompetente.

      • Sr Simplorio, devo deduzir com o comentário que efectuou que o senhor está mais satisfeito com a gestão feita pelos novos donos da EDP do que com a dos anteriores, já agora permita-me perguntar se também está mais satisfeito com o que paga pelo serviço. Pois a minha opinião é que não estou nada satisfeito, pois se temos uma EDP muito mais rentável e bem gerida, na minha fatura não notei nada disso, da mesma maneira que não notei em nenhuma das outras facturas das empresas estratégicas que os nossos governantes “ofereceram” por isso mesmo a sua posição parece-me oca e demagógica.

        • (Aqui o Simplório até sente comichão só de ser tratado por senhor e, não, não é dos piolhos! Eh! Eh!)

          Ferval:
          Não, não deve deduzir tal satisfação e não, também não estou satisfeito com o que pago pelo serviço.

          Não sei se a EDP está ou não a ser “muito mais rentável e bem gerida”. Apenas constato que, pelo menos, a dívida da EDP deixou de aumentar como acontecia até ser completamente privatizada como pode ver no comentário que deixo ao “Eu!”

          E, ora, muito obrigado… a minha posição parece-lhe então demagógica?! Mas não a sua… presumo.
          Sabe por que razão paga aqueles valores que vêm na sua factura da electricidade?

          Custos de interesse económico geral (CIEG), sabe verdadeiramente o que são? Já deve ter visto uma parcela com estes custos na sua factura.

          Para ter uma melhor ideia pode consultar:
          http://www.pouparmelhor.com/teorias/sabe-o-que-sao-os-cieg/

          ou ainda
          http://www.pouparmelhor.com/teorias/decomposicao-preco-electricidade/
          http://www.pouparmelhor.com/praticas/parcelas-da-conta-da-electricidade/
          http://www.pouparmelhor.com/noticias/o-contributo-das-eolicas/

          Os CIEG além de terem incluídos os custos do tal “défice tarifário” e convergências, amortizações e tarifas várias ainda contêm os enormes subsídios dados à produção das “novas” energias renováveis como a eólica e fotovoltaica que nos têm impingido por serem boas para o ambiente e cuja exploração nunca seria rentável se não fosse altamente subsidiada.
          Mas há mais: não há instituição, instituto, autoridade ou entidade ou ainda autarquia que não queira meter a mão no bolo!

          Na minha factura, se o Simplório fez bem as contas, os CIEG correspondem a 38% do valor pago no último mês. E na sua?

          • Não fiz as contas da percentagem a que as mais variadas parcelas representam pois tenho de pagar a fatura na integra, e se são subsídios, arredondamentos, taxas, comissões, custos de produção ou custos com o pessoal, francamente mais uma vez relembro, sou obrigado a pagar o valor total da fatura, mas o que noto e a minha conclusão é a seguinte, antes da privatização pagava uma média de 330,00€ / mensais, agora pago em media 600,00€ / mensais, e após ter feito um upgrade e alterado a iluminação para LED e ter sido restituído de um estorno de aproximadamente 2500,00€ pela facto de ter um contador digital defeituoso que efetuava a contagem com um desfasamento horário.
            Ora assim explicado, e com valores concretos, e atestados por mim próprio, sei bem do que falo, a gestão seja ela pública e ineficiente ou privada e eficiente, na minha fatura resultou nisto.
            E de facto e apesar de ser empresário sou de acordo que nenhuma empresa de importância estratégica (como é o caso das energias ou águas) que não tenha concorrência de peso, não possa ser privatizada pois dessa forma não existe forma de manter uma estabilização dos preços praticados no mercado.
            Quanto a gestões danosas ou ruinosas, conforme já comentei anteriormente é fazer a justiça funcionar, sejam eles públicos ou privados, principalmente públicos.
            Já agora uma instituição que seria linda se fosse privatizada, pelo máximo de 40% seria a justiça. Aí sim apoiaria essa privatização, e gostaria de ver como julgariam os privados o público.

    • Então o PPC que vendeu a EDP juntamente com o PP??!! Investigam porque os numeros dizem 80, porque só fosse o 8 nem sequer diziam nada! Depois queixam-se que “Trumps e outros como Le PEN” assustam e ganham eleições?! Pudera!!

  3. Infelizmente as coisas não são bem assim Simplório.
    Uma coisa é a história teoria, outra é o que de facto acontece.
    O Bes e o Banif eram empresas privadas tiveram má gestão (afinal não é só o Estado que é mau gestor) e quem suportou as perdas destes privados foi o Estado.
    Não são empresas quaisquer, como é sabido o bes teve um prejuízo tão grande que afectou o controle do défice.
    Aliás, a nacionalização das dívidas do sistema financeiro foi como todos sabemos uma fonte importantíssima na destabilização da Europa e, indo especulativamente mais longe, no aparecimento de movimentos populistas e de ruptura. Desde a extrema esquerda na Grécia à extrema direita em França.

  4. Estes ainda estão com dúvidas e ainda não se aperceberam que, os chineses que vieram para Portugal, a maior parte deles, fugiram da China, procurados por vigarices que lá cometeram. É que na China, a serem apanhados, pagavam com a morte ou prisão.
    Assim, vieram explorar os portugueses com a ajuda de governantes, também corruptos e com a ganância de arrecadarem dividendos com a venda de empresas para os privados. Nunca a EDP deveria ter sido dada de mão beijada a privados.
    É vergonhosa a forma como os portugueses estão a ser explorados por privados.

    • Fugiram da China?!
      Hahahaa…
      Não fazes mesmo a mínima ideia do que estás comentar (nem do que se passa), pois não?!…
      Então, fugiram da China, mas compram empresas um pouco por todo mundo com dinheiro do estado/governo chinês (que tem sempre uma percentagem nesta empresas)?!..
      Sendo que a maioria deles até são altos funcionários do governo chinês designados para ir pelo mundo fora à procura de “bons negócios” – como aconteceu ainda há uns tempos, quando uma dessas empresas chinesas comprou os direitos da Premier League (a liga inglesa de futebol que é mais valiosa do mundo)!!
      .
      De resto, nenhuma das empresa que o anterior governo privatizou deveria ter sido privatizada e os resultados estão à vista – aumento de preços e redução da qualidade dos serviços (basta olhar para o que se passa com os CTT)!!

    • Apoiado, ainda mais sendo a EDP a detentora do monopólio energético em Portugal, nunca devia ter sido privatizada, nunca sem haver concorrência. Mais uma facada nas costas do povo dada pelo Sr. Passos Coelho

  5. Esta cambada de seres de agora são mesmo a sério uns simplórios . se esta gente existisse em 1974 nem sequer se fazia o 25 de Abril são mesmo uns panhonhos. Aonde estão os portugueses de outrora?
    Venham esses porque estes só sabem fazer guerra nos campos de futebol

  6. A edp, que foi dada aos chineses, por o governo de Passos Coelho, está de vento em popa lucros fabulosos, que hoje, Passos que diz que não se amortiza a divida, esquecendo ele que andou a esbanjar as empresas que davam lucro no País ainda bem que já não governa…

  7. Esta notícia está muito mal contada, ainda por cima tendo como origem o Correio da Manhã.
    Os preços da eletricidade para o consumidor não mudam a cada factura, mesmo sendo no mercado livre. O que pode ter subido é o custo da energia para os comercializadores no mercado ibérico, mas num dado periodo de tempo, por exemplo, num periodo sem chuva, sem vento e pouco sol (inverno). Portanto isto não tem só a ver com a EDP, pois esta também importa electricidade.

    As courgetes estão quase a 5 EUR no supermercado, porque há escassez. Será que alguem mandou investigar isto também?

  8. Investigação para quê? um aumento de 80 % em cerca de 1 mês parece razoável, um pouco acima da inflação. Que há para investigar? .. nada, tudo limpinho. O que haverá para investigar nesta “peça de teatro” é quem faz os papeis de “Carlos Santos Silva”, de “Sócrates” porque o papel de “Ricardo Salgado” já está entregue às companhias de electricidade.

  9. O meu salário aumentou! Eu não vi… Mas ouvi nas noticias.após ler alguns comentários fiquei com a ideia,a mesma que tinha antes é, que “que” se” se” houvesse menos tinta em Portugal “portugal” era ainda Lusitânia e, nesse tempo usavasse esculpir a pedra nem que fosse com o “bico” d uma espada e; s fosse do Viriato … Era genuína.

  10. Caro ZAP,
    gostaria de reportar uma pequena falha no sistema de comentários: ia agora responder ao comentário da “Ana GONÇALVES 8 Fevereiro, 2017 at 4:00” mas não tem lá a habitual palavra “Resposta” onde possa clicar.

    • Caro Simplório,
      O sistema de comentários do ZAP tem um limite de 3 níveis de “respostas a respostas” (sem o qual, a largura do texto em algumas “respostas a respostas a respostas” ficaria demasiado estreita.
      Sugiro que responda ao comentário da “Ana GONÇALVES 8 Fevereiro, 2017 at 4:00” no link “resposta” do comentário ao qual ela respondeu, e cite “Resposta a Ana GONÇALVES” no seu comentário”.
      Entretanto, iremos rever o máximo de níveis de respostas, e verificar se a largura de texto aguenta aumentar para 4.

  11. Respostas ao Ferval , Eu! e Ana GONÇALVES
    esperando que ainda estejam atentos a estes comentários
    – – – – – – – – – – – – – – – – –

    Resposta ao “Ferval 8 Fevereiro, 2017 at 19:10”

    Aparentemente o Ferval teima em culpar a privatização da EDP (caso tomado como exemplo nesta discussão) do cada vez mais elevado custo que tem com as suas facturas, aparentando ainda desconsiderar todas as parcelas e suas proveniências que afectam o valor total que é obrigado a pagar todos os meses.
    Em vez de culpar tão prontamente a privatização sugeria que analisasse mais atentamente e por si mesmo, na seguinte notícia ou em qualquer outra relacionada, por que razão é que o Ferval (e todos nós) é obrigado a pagar esses valores:
    https://www.publico.pt/2016/09/25/economia/noticia/uma-factura-onde-entra-muito-mais-do-que-a-luz-1745059

    E se deste impasse não sairmos talvez o melhor seja mesmo concordarmos em discordar.

    O Ferval não concorda com privatizações de empresas consideradas estratégicas mas adianta a ideia da privatização da Justiça… ora, desta é que aqui o Simplório não estava à espera!!!

    #~#~#~#~#~#~#~#~#

    Resposta ao “Eu! 8 Fevereiro, 2017 at 2:32”

    Nem sei então para que perdeu tempo em responder-me! Para mais uma vez mostrar a sua superioridade e rebaixar aqui o Simplório pela segunda vez consecutiva chamando-o de incoerente, ignorante, burro e até bárbaro? É algo que lhe dá gozo?

    O “Eu!” ao conseguir ver bastante lucro mesmo quando a dívida subia daquela maneira, ao dar-se ao luxo de rebaixar assim quem de si discorda e ao permitir-se o uso de palavras como “escumalha”, “mafia” e “parasitas” é certamente muitíssimo mais inteligente do que aqui o Simplório e está ainda moralmente num escalão que o Simplório jamais será capaz de atingir!

    Tenho apenas de me curvar perante tão inteligente e distinta pessoa como o “Eu!” e seu superior estatuto moral!

    #~#~#~#~#~#~#~#~#

    Resposta à Ana GONÇALVES 8 Fevereiro, 2017 at 4:00

    Pelo preço certo o que não falta é quem queira comprar essas empresas… sim, mesmo as que dêem prejuízo ou cujas dívidas estejam em crescimento acelerado como era o caso da EDP nos anos anteriores à sua total privatização. O que mais por aí há é gente à procura de pechinchas!

    #~#~#~#~#~#~#~#~#

    Resposta a todos os que só vêem lucro nomeadamente nos resultados líquidos obtidos nos anos anteriores à total privatização

    O que aqui o Simplório sabe é que, uma dívida como aquela, mais tarde ou mais cedo e de uma maneira ou de outra, directa ou indirectamente, acaba por ser paga pelos contribuintes… portanto continuem lá a olhar para esses resultados e a considerá-los lucro se isso vos satisfaz! Aqui ao Simplório não satisfaz.

  12. Pois, pois… sendo assim, já estou a ficar preocupadíssimo com os chineses que pagaram 2,7 mil milhões de euros por 21% da EDP que, segundo Simplório, não dava lucro e tinha uma divida “impagável”!!!
    Enfim…

    • Enfim… caro Eu!, depois do aumento significativo que a dívida teve nos anos anteriores à sua total privatização em 2011/2012 tudo o que os chineses conseguiram foi pouco mais que estabilizá-la. Pagá-la?! Nem por isso. Claro que o Eu! poderá arranjar desculpas para também os chineses não a conseguirem pagar mas o facto é que está lá e num valor não muito diferente do de há 5 anos

      2,7 mil milhões por 21%, diz o Eu!. Hmmm… como já anteriormente fez questão de insinuar que percebe muito mais de finanças que aqui o Simplório talvez possa responder a esta questão: qual teria sido o valor de venda desses 21% se em 2011 a EDP não tivesse dívidas? Ou se essa dívida fosse significativamente inferior à que realmente tinha?

      • Oh Simplório, começo a ficar preocupado…
        Se não sabe (ou não quer saber!) porque continua a “bater no ceguinho”?!
        Já lhe disse que a dívida era/é perfeitamente normal tendo em conta os avultados investimentos (renováveis, EUA, etc) que a EDP fez. Pois, tal como 99,99% das empresas multinacionais, quando fazem grandes investimentos, recorre-se a empréstimos.
        Claro que a dívida está “estabilizada”, porque os chineses não fizerem NADA – limitaram-se a levar os lucros (e não foram poucos)!!
        Respondendo à ultima questão: parece-me lógico que, sem essa dívida, não teriam sido feitos o tais investimentos importantes e a EDP valeria, naturalmente, menos!!
        .
        Como já todos perceberam, a privatização da EDP não trouxe nada de positivo para Portugal nem para os portugueses!!
        Naturalmente, os chineses e parasitas como o Catroga ficaram radiantes…

        • “Oh Simplório, começo a ficar preocupado…
          Se não sabe (ou não quer saber!) porque continua a “bater no ceguinho”?!”

          Depois das palavras pouco amigáveis que me dirigiu anteriormente o Eu! em vez de aproveitar esta nova oportunidade de discutir o assunto como um igual prefere antes insistir na sua superioridade. Pois então fique com ela!

          • Ok, assim seja!!
            Também já não há muito mais a acrescentar sobre este tema!
            Além disso, pelo seu discurso, já se percebeu que gosta mais de espalhar “propaganda” do que realmente discutir os assuntos…

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