Portugal ultrapassa barreira dos 30 mil casos diários no último dia do ano

Miguel A. Lopes / Lusa

Pessoas à espera, numa fila, para fazer um teste de deteção à covid-19

Portugal regista, neste último dia do ano, mais de 30 mil novos casos de covid-19. É um novo recorde.

Portugal registou 30.829 casos positivos de covid-19 e 18 óbitos nas últimas 24 horas, indica o mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de infeções registadas esta sexta-feira representa um novo máximo atingido no país desde o início da pandemia. É o quarto dia consecutivo em que Portugal bate valores recordes.

Lisboa e Vale do Tejo é a região que regista mais infeções, com 14.903 casos confirmados, seguida pelo Norte, que regista mais 9.439 novas infeções.

Segue-se a zona Centro (3.340), o Algarve (974), a Madeira (914), o Alentejo (911) e os Açores (246).

Dos 18 óbitos, sete foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, três no Norte, três na região Centro, dois no Algarve, dois na Madeira e um no Alentejo.

Os internamentos registaram uma descida nas últimas 24 horas. Há agora 1.024 doentes internados no país, menos dez do que os registados no último boletim, e 145 pessoas em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), mais uma em relação a esta quinta-feira.

O boletim diário da DGS indica ainda que 10.523 pessoas recuperaram da doença, num total de 1.191.979 recuperados desde o início da pandemia. Portugal tem hoje 178.712 casos ativos, um aumento de 20.288 em relação ao dia anterior, e 159.965 contactos em vigilância.

A matriz de risco sofreu uma atualização esta sexta-feira.

A incidência do SARS-Cov-2 ao nível nacional disparou para os 1182,7 casos por 100.000 habitantes. Se se contar apenas com o Continente, a incidência é agora de 1188,4 casos/100.000 habitantes.

O índice de transmissão R(t) também volta a subir, desta vez para 1,35 a nível nacional e para 1,36 no continente.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) decidiu, esta quinta-feira, encurtar o período de isolamento de pessoas infetadas com covid-19 assintomáticas e dos contactos de risco.

Assim sendo, quem tem covid-19 sem qualquer sintoma ou teve um contacto de risco com o vírus vai ficar isolado durante sete dias, em vez dos dez em vigor.

“Esta decisão está alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada, face ao período de incubação da variante agora predominante, a Ómicron”, justificou o organismo de saúde pública.

A atualização das normas das autoridades de saúde e a adaptação dos sistemas de informação serão feitas o mais brevemente possível. A alteração do procedimento já foi comunicada ao Ministério da Saúde e deverá vigorar a partir da próxima semana.

  Liliana Malainho, ZAP //

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