Portugal continua no caixote do lixo da Moody’s

O.I.N. / Wikimedia

A Moody’s não se pronunciou sobre a notação de crédito de Portugal. Nos próximos seis meses, continuará a ser a única agência a manter o país abaixo do “grau de investimento”.

A agência de notação financeira Moody’s, uma das três maiores agências internacionais, optou por ser prudente e não se pronunciou sobre o rating atribuído a Portugal, mantendo a dívida pública portuguesa numa notação de ‘lixo’ (‘Ba1’).

Depois de, em outubro, ter anunciado que a tendência de rating português passava a ser positiva, a Moody’s tinha esta sexta-feira a primeira oportunidade de subir a classificação atribuída ao país. No entanto, segundo o Público, optou por não o fazer.

Havia a expectativa de que a Moody’s retiraria Portugal do ‘lixo’, depois de um vice-presidente da agência ter dito que a dívida pública portuguesa estaria prestes a regressar à nota de investimento. Mas a Moody’s optou por não rever o rating atribuído a Portugal, mantendo a notação ‘Ba1’, atribuída ao país desde julho de 2014.

Assim, a agência norte-americana continua a ser a única entre as quatro maiores a atribuir à dívida pública portuguesa uma nota de especulação, que significa um aviso de existência de um risco elevado a quem pense em comprar dívida do país.

Isto significa que o mais provável é que uma decisão de subida ocorra no dia 12 de outubro, a próxima data em que a agência se pode pronunciar sobre Portugal.

DBRS sobe rating

A canadiana DBRS, a única entre as usadas pelo Banco Central Europeu, voltou a dar uma prova de confiança a Portugal e decidiu subir o rating de BBB- para BBB, dois níveis acima do nível “lixo”.

Numa nota, a DRBS deu como principal justificação “a melhoria do cenário para a sustentabilidade da dívida pública”.

“A melhoria nas finanças públicas portuguesas tornou-se mais duradoura, o que está a apoiar a trajetória descendente emergente no rácio de dívida pública”, diz a DBRS, assinalando ainda o ritmo de crescimento registado na economia e a diminuição do crédito mal parado como factores favoráveis para a análise.

A dívida pública em 2017 atingiu uma descida para 125,7% do PIB e o Governo está a assumir para 2018 uma descida para 122,2%, num cenário em que a economia cresce acima dos 2% e o saldo orçamental anual se aproxima do equilíbrio, explica o jornal.

Em Setembro, a Standard & Poor’s subiu o rating português de BB+ para BBB-, o primeiro nível situado em “grau de investimento”. Em Dezembro, foi a vez da Fitch passar de BB+ para BBB, dois níveis acima de “lixo”.

Para Portugal, ter as três principais agências (Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch), mais a DBRS, a atribuírem um “grau de investimento” permitiria alargar ainda mais a base de investidores que podem adquirir dívida do país, acentuando a conjuntura de taxas de juro mais baixas.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Esta mafia de empresas que nada produzem e jogam com as vidas de milhões de pessoas. Deviam de indeminizar todos nós por o que nos andaram a fazer.
    A resposta à mafia será concerteza a criação de uma agencia de rating europeia, ou seja, combater uma mafia com outra mafia…

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