“Ponto crítico” no Reino Unido. Especialistas vão fazer apelo público em direto na TV

Esta segunda-feira, dois dos mais graduados conselheiros científicos do Governo britânico vão fazer um apelo aos britânicos, em direto na televisão, a alertar que o Reino Unido atingiu um “ponto crítico”.

Dois conselheiros científicos do Governo britânico, Chris Whitty e Patrick Vallance, vão fazer um apelo público esta segunda-feira, em direto na televisão. O objetivo é alertar os cidadãos para o “ponto crítico” em que o país se encontra, avança o The Guardian.

O número de novos casos de covid-19 tem aumentado exponencialmente nos últimos dias, tendo atingido valores recorde. O número de mortes provocadas pelo novo coronavírus também verifica uma tendência ascendente.

Na aparição pública, que não vai contar com a presença do primeiro-ministro Boris Johnson, os peritos da área da epidemiologia deverão dar conta dos dados mais recentes de propagação da pandemia no Reino Unido e fazer um apelo à prevenção, com especial enforque ao período de inverno que se avizinha.

Os especialistas defendem que está em causa o facto de o Reino Unido estar a ir “na direção errada” e estar a chegar a um “ponto crítico” da pandemia de covid-19.

“Estamos a olhar para os dados de forma a encontrarmos uma forma de travar a propagação do vírus numa altura em que o período difícil do inverno se aproxima“, deverá avisar Chris Whitty, diretor geral de Saúde de Inglaterra, segundo o diário britânico.

A intervenção dos especialistas surge depois de vários ministros do Governo de Boris Johnson terem sido acusados de quebrar a confiança dos cidadãos britânicos, de falhar promessas no que diz respeito a testes e rastreamento do vírus.

A covid-19 tem ganhado terreno no Reino Unido e em todas as faixas etárias, com os novos casos a duplicar a cada semana. Os ministros britânicos esperam que esta rara intervenção pública ajude a transmitir a mensagem de que novas restrições severas serão inevitáveis ​​se a situação não melhorar.

Este domingo, o Reino Unido registou mais 3.899 casos confirmados (+0,99%) e 18 mortes (uma variação de 0,04), segundo dados revelados pelas autoridades de saúde. No total, desde o início da pandemia, já foram contabilizados no país um total de 394.257 infeções e 41.777 óbitos.

O Governo britânico proibiu ajuntamentos de mais de seis pessoas, impôs restrições adicionais em regiões do norte e centro de Inglaterra devido a surtos localizados e anunciou, este domingo, novas sanções para quem não respeitar as regras.

Quem testar positivo ou apresentar sintomas deve auto-isolar-se durante 14 dias. Os cidadãos que não cumprirem, podem ser penalizados com multas de entre mil libras (1.090 euros) e dez mil libras (11 mil euros).

Como incentivo ao cumprimento das regras, as pessoas com baixos rendimentos poderão receber uma ajuda de 500 libras (545 euros), caso não tenham a possibilidade de recorrerem ao teletrabalho no período de quarentena.

Liliana Malainho LM, ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Uma gripe com aspirações comerciais a pandemia.
    Mesmo com máscara as pessoas são contagiadas.
    Felizmente que a maioria das pessoas não foi infectada portanto não se pode propriamente chamar pandemia a não ser com objectivos comerciais.
    É apenas mais uma gripe. Uma gripe que já existe há muitos anos mas que agora quer concorrer com a gripe de inverno.

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