No restaurante Pizza Pacaya, o forno é um vulcão ativo

Johan Ordonez / AFP

David García usa o maior forno da natureza para cozinhar: um vulcão. Em Pacaya, na Guatemala, a sua pizza tornou-se uma atração turística.

Na noite de 27 de maio de 2010, o vulcão Pacaya, na Guatemala, entrou em erupção e, ao contrário do instinto de muitas pessoas, o cozinheiro David García teve uma ideia – pegou no seu Volkswagen Beetle de 72 e conduziu em direção ao vulcão com um grupo de amigos.

Foi neste momento, conta o próprio ao Atlas Obscura, que decidiu que nunca mais queria sair da pequena vila de San Vicente Pacaya.

Dez anos depois, lá continua. García é contabilista de profissão, mas é na culinária que mais se destaca. O guatemalteco de 34 anos tornou-se o primeiro a cozinhar pizzas na lava fumegante de Pacaya.

O vulcão Pacaya está ativo desde 1961 e é potencialmente perigoso, apesar da maioria das suas erupções terem um ritmo lento. Todos os dias, o vulcão recebe cerca de 300 turistas.

Aproveitando o interesse de viajantes e locais, García começou a servir todos os dias pizza, cozinhada na rocha vulcânica fumegante do vulcão.

“Muitas pessoas vêm aqui para desfrutar da experiência de comer pizza feita no calor vulcânico”, contou à agência AFP.

Equipado com roupas de proteção, o cozinheiro espalha a massa numa travessa de metal que resiste à temperatura infernal de mais de 1.000 graus Celsius, espalha a polpa de tomate e acrescenta uma dose generosa de queijo e carne. Dez minutos no “forno” e voilà: Pizza Pacaya.

A primeira vez que experimentou cozinhar pizza no Pacaya não poderia ter corrido pior. Saiu totalmente preta. Poucos dias depois, voltou ao vulcão e fez três pizzas. Após dez minutos, uma saiu completamente queimada, mas as outras duas ficaram perfeitas.

Só em 2019 é que García começou a vender comercialmente a sua pizza única. O sucesso foi praticamente imediato, obrigando os clientes a fazerem reservas para poder comer o pitéu.

Quando a lava começou a fluir de uma fissura recém-formada no final de abril, García começou a cozinhar diretamente sobre as rochas ainda derretidas. “Quando faço assim, quando volto para casa no final do dia, tenho que colocar os pés em água com sal”, conta. Nem as botas militares o salvam.

García não é o primeiro a usar lava para cozinhar. Muitos vulcanólogos fazem-no quase como praxe ou um ritual, estrelando ovos e fazendo café. No entanto, o guatemalteco é o primeiro a transformar esta ideia bizarra num negócio rentável.

Daniel Costa, ZAP //

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