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Pico da quarta vaga pode chegar dentro de um mês com 2.000 casos

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Patricia De Melo Moreira / EPA

O pico da quarta vaga pode chegar já dentro de um mês, prevendo-se cerca de 2 mil casos por dia. O número de internados pode chegar aos 500 em enfermaria e 150 em UCI.

Segundo cálculos feitos por Óscar Gaspar, da Faculdade de Ciências do Porto, para o JN, a quarta vaga de covid-19 atingirá o pico dentro de um mês, com dois mil casos diários.

Se tudo continuar assim, haverá ainda 500 internados em enfermaria e até 150 em cuidados intensivos, estima a plataforma Covid-19 Insights, da Nova de Lisboa.

Algarve e Lisboa e Vale do Tejo são as principais responsáveis por este agravamento da situação epidemiológica. A taxa de incidência no Algarve é de 160 casos por cem mil habitantes, enquanto em Lisboa e Vale do Tejo é 223 casos por cem mil habitantes. Este indicador agravou-se significativamente nestas regiões na última semana.

Por sua vez, a taxa de incidência no Norte fica-se pelos 61 casos por cem mil habitantes e no Centro 52 casos por cem mil habitantes.

“No pico desta vaga, não estará em causa a oferta assistencial do serviço de saúde, mas devemos tomar medidas para o antecipar”, diz Pedro Simões Coelho, coordenador da plataforma Covid-19 Insights.

Como tal, é essencial acelerar a campanha de imunização, dando, pelo menos, a primeira dose a 90% da população. Adicionalmente, é vital garantir que os inquéritos epidemiológicos são feitos em tempo útil, para travar cadeias de transmissão. Por fim, é preciso discriminar positivamente as pessoas com passaporte covid.

Entre as pessoas com duas doses da vacina e as que já foram infetadas, há 3,5 milhões “que podem fazer vida normal”, salienta Pedro Simões Coelho.

Bernardo Gomes, do Instituto de Saúde Pública do Porto, defende que a última fase de desconfinamento, a 28 de junho, seja adiada quatro semanas. Já a ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu que “medidas não farmacológicas podem ainda ser necessárias”.

  ZAP //

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