PCP e Governo acordam 50% de progressões nas carreiras já em 2018

Tiago Petinga / Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa

O Governo chegou a acordo com o PCP para garantir que 50% das progressões nas carreiras dos funcionários públicos avançam já em 2018.

Ontem, a imprensa avançou que os funcionários públicos iam receber no próximo ano um terço do valor da progressão na carreira, sendo o restante acréscimo remuneratório pago em dois momentos em 2019.

Agora, segundo informações avançadas ao Expresso, o Governo chegou a acordo com o PCP e recuou assim na intenção de descongelar apenas 33% da verba em 2018 e os restantes 67% em 2019.

O calendário que ficou acordado prevê agora que 25% das atualizações ocorram logo em janeiro de 2018 e mais 25% em setembro.Os restantes 50% de atualizações ficam agendadas para 2019, ocorrendo 25% em maio e a restante parcela em dezembro.

De acordo com o Público, a data em que os funcionários públicos chegam ao pagamento total é igual à que o Governo propunha – 1 de dezembro de 2019 – porém, esta nova distribuição permite que tanto em setembro como em maio os trabalhadores já estejam a receber mais do que na proposta anterior.

A proposta do Orçamento do Estado 2018 foi aprovada por volta da meia-noite desta quinta-feira em Conselho de Ministros, depois de mais de 14 horas de reunião, no entanto, estes ajustes referentes às progressões nas carreiras foram acertados com os comunistas já durante a madrugada.

O jornal escreve que, tal como nos dois últimos orçamentos, é possível que haja acordos noutras matérias com os partidos de esquerda ainda durante esta sexta-feira, dia em que será entregue na Assembleia da República.

A votação final do global do OE2018 está prevista para 28 de novembro, um mês depois do debate na especialidade e da votação na generalidade, a 3 de novembro.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Durante estes últimos anos, em toda a administração publica houve milhares de contratações por via de serviços externos pagos a peso de ouro, milhares de aumentos de salários por promoções excecionais e de comissões de serviço e missão inventados, atribuição de complementos por funções, e principalmente dos quadros que já estavam bem posicionados nas hierarquias ou próximos do poder politico que assim continuaram a ver os seus vencimentos a engordar. Agora com o descongelamento de carreiras, esses mesmos voltam a ter mais aumentos e continuam a viver como lordes, com horários das 10h as 16h, sem pressão para vender ou prestar serviço com qualidade e sem responsabilidades. É um fartar vilanagem!!! Com as atuais taxas de abstenção, os votos do setor publico são suficientes para qualquer partido com uma geringonça se manter no poder muitos anos, até à bancarrota de novo, e que insistem em negar porque não ficaram sem trabalho e sem salário graças ao dinheiro comunitário e ao assalto do enorme aumento de impostos aos privados. Tenho dito.

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