Parlamento espanhol chumba investidura de Pedro Sánchez como primeiro-ministro

Mariscal / EPA

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol

Pedro Sánchez precisava do voto de 176 dos 350 deputados, mas só teve o sim da própria bancada parlamentar. Agora tem até quinta-feira para fechar um acordo com o Podemos.

O Congresso dos Deputados espanhol (parlamento) chumbou esta terça-feira em Madrid, numa primeira votação, a investidura do socialista Pedro Sánchez como primeiro-ministro por 170 votos contra, 124 a favor e 52 abstenções.

O candidato do PSOE (Partido Socialista Espanhol) precisava de ter obtido o apoio da metade mais um, 176 votos, da totalidade dos 350 deputados espanhóis para ser reconduzido no lugar que ocupa desde junho de 2018.

Este resultado não surpreende, depois de dois dias de debates intensos, no Congresso dos Deputados, e de negociações de bastidores que não asseguram um acordo entre o PSOE e o Unidas Podemos. Esta e a hipótese apontada como a única possível para formar Governo.

Na segunda-feira, Pablo Iglesias e Pedro Sánchez trocaram duras palavras. O líder do Podemos garantiu que o partido não se deixa pisar e que não aceitará ser apenas um elemento decorativo no executivo, criticando o líder do PSOE por se comportar como se tivesse a maioria que não tem.

Como resultado, a distância entre ambos aumentou, depois de Sánchez ter apelado à abstenção do PP e do Ciudadanos, que foi mal visto por Iglesias.

No entanto, o presidente do Governo dificilmente conseguirá grande apoio à direita. Pablo Casado e Albert Rivera prometeram votar contra a investidura, dizendo que o PSOE abandonou o centro político e está colado à esquerda radical.

Pedro Sánchez vai ter uma segunda oportunidade para ser investido daqui a dois dias, quinta-feira, à mesma hora, numa segunda votação em que apenas vai precisar de ter mais votos a favor do que contra, tendo até esse momento para negociar eventuais apoios com outros partidos.

ZAP // Lusa