Pandora Papers são “embaraço também para Portugal”. Caso vai ser analisado pelo Fisco

Miguel A. Lopes / Lusa

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais garantiu que, tal como já aconteceu noutros casos deste género, os Pandora Papers vão ser analisados pela Autoridade Tributária.

No início de outubro, uma nova investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas sobre paraísos fiscais, agora chamada Pandora Papers, expôs novamente um esquema de ocultação de dinheiro e património que envolve algumas das pessoas mais poderosas, influentes e ricas do mundo.

Em Portugal, há três pessoas nesta lista: o vice-presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento (que entretanto corrigiu a sua declaração de rendimentos e património), o ex-ministro da Economia Manuel Pinho e o ex-deputado socialista Vitalino Canas.

Segundo o semanário Expresso, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, já garantiu que o caso vai ser analisado pelo Fisco, tal como aconteceu com os Malta Files, Swissleaks ou os Panama Papers.

Em declarações ao jornal, o governante não quis comentar o facto de aparecer um socialista na lista, até porque é preciso “olhar para estas realidades de forma descomplexada, e não tratá-las porque embaraçam A, B ou C.

Certo é que na perspetiva do Governo, e nas palavras do secretário de Estado, “os Pandora Papers embaraçam todos os países, incluindo Portugal”, e representam mais “uma ameaça aos pilares da nossa democracia”.

A nível mundial, os Pandora Papers revelaram os negócios secretos de 35 atuais ou antigos primeiros-ministros ou chefes de Estado, entre os quais Andrej Babis, primeiro-ministro da República Checa, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair e o rei da Jordânia, Abdullah II.

  ZAP //

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