OMS diz que pandemia “está a crescer a um ritmo alarmante”

Jean-Christophe Bott / EPA

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus

“O mundo precisa de uma colaboração global sem precedentes”, defendeu o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando que das 220 vacinas em desenvolvimento, “é certo que a maioria vai falhar”.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse esta quarta-feira que a pandemia da covid-19 “está a crescer a um ritmo alarmante” e defendeu a necessidade de apostar nas infraestruturas necessárias à produção e distribuição de uma vacina.

“Demorou três semanas, no princípio da pandemia, a atingir o primeiro milhão de infetados, mas agora houve mais um milhão de infetados em apenas uma semana”, justificou.

Falando num seminário organizado pela União Africana e pela OMS sobre a importância de uma vacina em África, Tedros Ghebreyesus salientou a necessidade de continuarem a ser cumpridas as regras de contenção da pandemia e salientou que, neste continente, já foram entregues 22 milhões de itens de uso pessoal e de proteção.

“Amanhã [quinta-feira] o Governo da República Democrática do Congo vai anunciar o fim da epidemia de Ébola no leste do país, depois de dois anos de luta que resultaram em quase 3.500 casos, 2.300 mortos e mil sobreviventes”, disse, apontando que as lições têm de ser aprendidas.

Muitas das medidas contra o Ébola são essenciais para combater a covid-19″, apontou, elencando a despistagem de casos, o isolamento, os testes e o mapeamento dos contactos. “No entanto, não temos ainda uma vacina, e isto faz toda a diferença”, lamentou o responsável, salientando a importância de os países do continente africano se prepararem para o momento em que uma vacina for descoberta.

Ghebreyesus defendeu que “o mundo precisa de uma colaboração global sem precedentes, uma ação hoje quer dizer mais vidas salvas e a economia a recuperar mais rapidamente”, acrescentando que das 220 vacinas em desenvolvimento, “é certo que a maioria vai falhar“.

As mais promissoras, prometeu, vão receber o financiamento necessário, mas o principal desafio é garantir que haja poucos atrasos entre a produção e a distribuição. “Quando a vacina ficar disponível, o critério tem de ser quem mais precisa e os profissionais de saúde, estas são duas das mais altas prioridades”, argumentou o diretor-geral da OMS.

“A necessidade vai suplantar a capacidade de produção e tem de estar acima da capacidade de pagar; tem de haver princípios de alocação justos, com solidariedade global, empenho e participação de todos os países, numa altura em que os interesses nacionais vão ter de se curvar perante a necessidade global”, concluiu.

// Lusa

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