Países Baixos, Áustria, Suécia e Dinamarca rejeitam plano de Merkel e Macron (e lançam nova proposta)

Olivier Hoslet / EPA

Os Países Baixos, Áustria, Suécia e Dinamarca reiteraram este sábado a sua oposição ao plano de Angela Merkel e Emmanuel Macron para responder à crise da covid-19: um fundo de recuperação de 500 mil milhões a entregue a fundo perdido às economias mais afetadas.

De acordo com o Politico, Países Baixos, Áustria, Suécia e Dinamarca reiteraram a sua oposição a planos que impliquem uma partilha direta de responsabilidades com dívida de outros países, admitindo que se promova a criação de um “orçamento comunitário modernizado”, mas algo que não deixe de incluir “incentivos saudáveis” para que os governos mantenham o rigor das contas públicas.

Em alternativa, os países propõem um veículo de empréstimos “temporários”, em “condições favoráveis”, concedidos tendo como contrapartida que os países beneficiários promovam reformas estruturais nas suas economias para assegurar que estarão “mais bem preparados para a próxima crise“.

O plano dos quatro países permitiria “limitar o risco para os Estados-membros, de um modo geral”. Os quatro papíses preferem uma revisão do orçamento comunitário, com “novas prioridades” mas sem um aumento substancial dos capitais disponíveis. Além disso, poderia haver empréstimos a troco de um “forte compromisso com reformas e com as regras orçamentais”, além da apresentação de medidas ambiciosas para prevenir fraudes com estes financiamentos.

Países Baixos, Suécia, Dinamarca e Áustria não querem ir além de um veículo de empréstimos com uma duração de dois anos. Vários países, como Itália, rejeitam essa proposta porque agravaria o endividamento.

De acordo com o Observador, a troca de propostas surge antes da proposta que a Comissão Europeia irá apresentar na quarta-feira e que será alvo de discussão entre os países do Conselho Europeu. Para que uma proposta possa avançar, é necessário haver unanimidade entre os vários países.

O primeiro-ministro, António Costa, elogiou o franco-alemão para a criação de um fundo de recuperação europeu de 500 mil milhões de euros baseado em subvenções mas deixou um alerta: há ainda muitos “ses”, isto é, “importantes” aspetos em aberto.

ZAP //

 

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7 COMENTÁRIOS

  1. É para isto que serve e querem a “união” europeia??? Onde para a solidariedade com os países mais pobres? Onde para o humanismo com os que já morreram, os que estão infectados e os que ainda estão em perigo de vida? Não existe porra de “união” nenhuma…

    • Se o dinheiro não vem, como é que os políticos e a administração vão meter dinheiro ao bolso?

      Acho muito bem!
      O dinheiro a vir para Portugal seria muito mal distribuído, acabaria nos bolsos dos do costume e serviria para muito pouco.
      Há décadas que estamos presos na mama de países mais sérios e competentes do que nós. De países que são empreendedores, que valorizam e apoiam o empreendedorismo. Chega de viver à custa do dinheiro de quem trabalha.
      Até porque por cá o exemplo é péssimo.
      O Costa decidiu pagar férias a 100% a grande parte da função pública e não apoiar nada aos gerentes da esmagadora maioria das empresas (pior, decidiu fingir que fazia alguma coisa, criando uma lei de fazer corar o maior charlatão) . Os apoios aos trabalhadores independentes também é uma anedota. Onde está a solidariedade? Onde está a justiça? Onde está o humanismo?
      Os casos de adjudicação directa, de negócios ruinosos da administração, também se sucedem a um ritmo alucinante. Basta ver o exemplo das máscaras compradas pelo comunista Bernardino Soares. Estamos perante a reedição do caso das golas anti-fumo, mas multiplicado por muito.
      Se o dinheiro que viria da União Europeia serve para isto, bem pode ficar onde está!

    • Mas já agora também seria interessante que uns e outros fossem alternando de lugar, não acha?
      Em Portugal são sempre os mesmos a ajudar e sempre os mesmos a ser ajudados.
      Este governo apregoa lá fora solidariedade, mas cá dentro comporta-se como um miserável, não apoiando o que é devido e, quando apoia, fá-lo com grandes assimetrias.
      Por exemplo, o “pseudo-apoio” aos gerentes é um atentado à inteligência. Não há qualquer sustentação racional e lógica para limitar esse apoio a um valor máximo de facturação. Parecem contas de taberneiro charlatão feitas à pressa e em cima do joelho para sacar uns trocos ao ceguinho. E isto num cenário em que muitíssimos funcionários públicos foram (e alguns ainda continuam…) para casa gozar umas autenticas férias pagas a 100% por todos nós.
      Quem se comporta assim, não tem dignidade de pedir dinheiro aos outros. Até porque o dinheiro, a chegar a Portugal, seria muito mal utilizado.
      Mais vale o dinheiro ficar nos bolsos de quem o ganhou e de quem sabe utilizá-lo. Nós por cá teremos de aprender mais alguma coisa antes de querer gerir o dinheiro que outros ganharam!

  2. Países empreendedores? Países oportunistas que querem estar numa união apenas para garantirem os seus interesses e para subjugarem e destruirem as economias dos mais pobres! A Alemanha ajudada a levantar-se, após a guerra, pela Europa e pelos EU, na crise de 2009, resolveu o problema dos seus bancos à custa da desgraça dos outros. Ainda hoje estamos a sentir os efeitos devastadores dessa crise sistémica! A Holanda e outros paraísos fiscais europeus enchem os seus cofres à custa dos impostos das grandes empresas ali sediadas, incluindo as nossas (Sonae, Jerónimo Martins, Grupo Amorim…) Estas empresas deveriam receber o layoff e outros privilégios a partir dos cofres do estado holandês que nem sequer estão dispostos a dispensar umas migalhas aos países mais castigados com a pandemia! È gente calculista!

    • Países empreendedores, sim, ao contrário de nós!
      Portugal é dos países que conheço que menos gosta do empreendedorismo e da iniciativa privada. Em Portugal, se alguém acha que tem uma nova ideia e quer implementá-la, se quer batalhar, se cria uma empresa e pretende ter sucesso… é logo apelidado de malandro.
      Se é um empresário que vive na miséria, muitos dizem que gostam dele. Se é um empresário que tem sucesso, já é um malandro. Eu quando gosto realmente de alguém, quero que esse alguém tenha sucesso, não quero que tenha uma vida infeliz para eu poder apregoar que tenho pena dele.
      O sistema fiscal castiga tremendamente os empresários, empresas e trabalhadores liberais. Veja-se o apoio (ou falta dele…) que gerentes e trabalhadores liberais estão a ter neste contexto da Covid19. Muitos funcionários públicos tiveram férias pagas a 100% logo ao primeiro alarme, enquanto trabalhadores independentes e gerentes ainda hoje estão sem qualquer apoio, apesar de também pagarem segurança social como qualquer outro trabalhador.
      Ainda está agarrada à segunda guerra mundial?! Onde isso já vai… A Alemanha já provou muitas vezes que tem uma cultura empreendedora e profícua em iniciativa privada, com elevados níveis de desempenho e eficiência, ao contrário do que se passa por cá.
      Se outros países têm impostos baixos e captam empresas, Portugal que faça o mesmo. Afinal, as empresas não servem só para sacar uns trocos para depois poder gastá-los na função pública e nos boys que a dominam!
      Calculista é o Costa, que começou a dizer que não apoiava gerentes, depois apoiava desde que tivessem facturação até 60.000€ e agora facturação até 80.000€. Limite de facturação, mas que raio de critério é este!!! Quando muito podia usar como critério o resultado líquido! Para fazer que fez, mais valia estar quieto e não insultar os portugueses.
      O dinheiro que fique onde está. Fique nas mãos de quem sabe ganhá-lo e sabe gastá-lo. Se vier para cá servirá fundamentalmente para ser mal gerido e para encher os bolsos de mais dúzia de corruptos e privilegiados por um sistema que exclui o grosso da população.

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