O maior furacão atlântico de que há memória chegou a Barbuda com ventos de 295 km/h

NOAA

O furacão Irma, que alcançou a categoria máxima na escala de cinco, atingiu a ilha de Barbuda com ventos de 295 km/h e deverá atingir o estado da Florida já este fim de semana, apesar de este já estar em alerta desde terça-feira, afirmou o diretor de Meteorologia do Centro de Furacões dos EUA (NHC).

Já considerado com o maior furacão atlântico de que há memória, o Irma, ameaça as Caraíbas. Segundo os meteorologistas tocou terra na ilha de Barbuda pela primeira vez desde que se formou no Atlântico, mas até ao momento não há registo de estragos.

O “olho” do ciclone passou sobre Barbuda pelas 2 horas (7 horas em Portugal continental), acompanhado por ventos que chegaram aos 295 quilómetros por hora, indicou o Centro de Furacões dos Estados Unidos (NHC, sigla em inglês).

O furacão encaminha-se agora na direção de Porto Rico, República Dominicana, Haiti e Cuba, sendo esperado na Florida no fim de semana. Segundo o meteorologista John Morales, o Irma é “um dos furacões mais intensos de toda a história”.

“A nossa preocupação máxima, a curto prazo, é que temos um furacão devastador com ventos de 295 quilómetros por hora e nas ilhas das Antilhas Menores, onde o impacto vai causar danos catastróficos”, afirmou Pablo Santos, diretor de Meteorologia do Centro de Furacões dos EUA, em declarações à Efe.

A projeção da trajetória do Irma, a cinco dias, indica que o olho deste furacão “extremamente perigoso” vai passar muito perto da costa norte de Porto Rico, seguindo depois para a ilha onde estão o Haiti e a República Dominicana e para Cuba, fustigando o Estreito da Florida durante o fim de semana, sendo ainda cedo para prever o seu impacto na península norte-americana, acrescentou Pablo Santos.

Neste momento, a prioridade para a população de Porto Rico e Antilhas Menores deve ser “completar com urgência todos os preparativos e toda a planificação”, perante o avanço deste furacão de categoria 5, que vai manter a intensidade nos próximos dias.

A Meteorologia do Centro de Furacões dos EUA assinalou no seu boletim, divulgado às 16 horas de Lisboa, que o Irma tornou a ganhar intensidade, com ventos de 285 quilómetros horários, à medida que se aproxima de Porto Rico. Irma é o quarto furacão da temporada de ciclones no Oceano Atlântico.

Durante a madrugada, Donald Trump declarou estado de emergência na Florida, em Porto Rico e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos. A declaração de estado de emergência autoriza o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Gestão de Emergências a coordenar os trabalhos de resposta a desastres nessas zonas.

O furacão de categoria 5 regista os ventos mais poderosos alguma vez registados numa tempestade no Oceano Atlântico. Residentes e visitantes da Florida preparam-se para abandonar as suas casas, em antecipação de ventos e cheias devastadoras.

O governador de Porto Rico também alertou que os efeitos do Irma podem ser catastróficos, considerando a tempestade mais perigosa que o furacão Harvey.

Durante quarta-feira, as ilhas do sul das Bahamas serão evacuadas. O primeiro-ministro, Hubert Minnis, ordenou a evacuação das ilhas devido à aproximação de furacão Irma. Segundo Minnis, a tempestade de categoria 5 representa uma ameaça para as ilhas de Mayaguana, Inagua, Crooked Island, Acklins, Long Cay e Ragged Island.

As pessoas que vivem nessas ilhas vão ser retiradas de avião na quarta-feira e deslocadas para Nassau, na ilha de New Providence. De acordo com o primeiro-ministro, esta será a maior evacuação por furacão na história das Bahamas.

As pessoas que decidirem ficar correrão “grande perigo” devido ao que apelidou de um furacão “monstruoso”. Minnis alertou que podem não estar disponíveis equipas de resgate para os salvar quando a tempestade atingir o seu pico, entre quinta-feira e sexta-feira.

ZAP // Lusa

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4 COMENTÁRIOS

    • O Trump?.. Só se os hoteis do gajo começassem a vir todos abaixo com os furacões e se o amarrassem a uma daquelas palmeiras em cuecas. E mesmo assim… Não sei se lhe caía a ficha.

  1. Furacões.
    Há muitos, muitos anos, talvez há décadas, sugeri uma experiência:
    Quando da formação de um furacão deveria um avião lançar uma bomba de Napalm no vórtice do furacão.
    Se possível, essa bomba deveria ser lançada com uma rotação inversa à do vórtice do furacão.
    Assim, provavelmente, o furacão abrandaria e talvez até pudesse ser reduzida a sua fúria.
    Num furacão originado no mar, se isto não fizesse bem, mal também não faria.
    Mas as minhas ideias nunca chegaram a ser utilizadas…
    Enfim! Talvez um dia se façam experiências úteis para a Humanidade.
    Até lá, vou tentando fazer com que seja ouvido.
    _____________________________________

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