“O caminho não pode levar novamente ao confronto.” Felipe VI pede Catalunha mais calma

Henri Garat et JB Gurliat / Mairie de Paris

Felipe VI, rei de Espanha

O rei de Espanha, Felipe VI, advertiu este domingo que a Catalunha não pode retomar o caminho do confronto e da exclusão após as eleições da passada quinta-feira, pedindo a recuperação da serenidade e do respeito mútuo.

Na sua mensagem de Natal, transmitida a partir do Palácio da Zarzuela, o monarca espanhol pediu aos representantes eleitos nas eleições da Catalunha que enfrentem os problemas de todos os catalães e que respeitem a sua pluralidade, sem “impor as próprias ideias contra os direitos dos outros“.

“O caminho não pode levar novamente ao confronto ou à exclusão, que – como já sabemos – só gera discórdia, incerteza, desânimo e empobrecimento moral, cívico e, naturalmente, económico de toda uma sociedade”, referiu Felipe VI, no seu quarto discurso de Natal desde que foi proclamado rei de Espanha.

“Em vez disso, o caminho deve levar à coexistência no seio da sociedade catalã – tão diversa e plural como ela é – e recuperar a serenidade, a estabilidade e o respeito mútuo, de modo a que as ideias não distanciem ou separem famílias ou amigos”, acrescentou.

O monarca reforçou que o caminho a seguir “também deve conduzir à renovação da confiança, do prestígio e a uma melhor imagem da Catalunha“.

Dias depois do referendo de autodeterminação da região catalã, realizado a 1 de outubro, o rei de Espanha acusou “determinadas autoridades da Catalunha de deslealdade” institucional e de terem uma “conduta irresponsável“, totalmente à margem do direito e da democracia.

“Com a sua conduta irresponsável, as autoridades catalãs podem mesmo colocar em perigo a estabilidade da Catalunha e de toda a Espanha”, sublinhou Felipe VI numa mensagem  transmitida pela televisão no dia 3 de outubro, dirigindo-se “diretamente aos espanhóis”, porque se estavam a “viver momentos muito graves para a vida democrática” do país.

O partido constitucionalista Ciudadanos ficou à frente nas eleições da Catalunha, mas os independentistas mantiveram a maioria absoluta, com a formação liderada pelo ex-presidente catalão, Carles Puigdemont, em segundo lugar.

O escrutínio realizado nesta região autónoma de Espanha registou uma participação histórica, com mais de 81% dos cidadãos catalães a ir às urnas.

ZAP // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Para os ditadores de Madrid os catalães não podem ter uma forma de pensar ou actuar contra os ocupantes, há apenas que comer e calar e assim segundo os mesmos serão amigos e bem aceites doutra forma não haverá diálogo nem possibilidade de paz, nada de novo e tudo como antes, velha tradição castelhana!.

  2. Ditadores? Se os lideres da região Catalã tivessem respeitado a lei espanhola não haveria problema algum. Neste momento perde toda a Catalunha com esta disputa parva. Porque 70% das grnades empresas que estão na Catalunha e lá pagam os seus impostos só o estão porque esta é Espanha. Se assim não fosse mudariam para outra área de Espanha… ou acha mesmo que empresas como a Nestlé Espanha, a Danone Espanha ou a Disney Espanha mantêm a sede Ibérica na Catalunha se esta deixar de ser Espanha?

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