Sem famílias, mais mulheres e cinco novidades no maior Governo de sempre

Lusa

António Costa levou esta tarde os nomes do novo Governo que foram validados pelo Presidente da República. Costa quis deixar o assunto encerrado antes de partir para o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira. A tomada de posse será na próxima semana.

A paridade de género melhora significativamente com o XX Governo Constitucional, esta terça-feira apresentado pelo primeiro-ministro ao Presidente da República, de acordo com a lista publicada no site da Presidência. A presença de mulheres passa a ter um peso de 42,1% – contra 29,4% no Governo ainda em funções.

Há novas entradas no Governo. Ana Mendes Godinho, de 47 anos, salta do Turismo para Segurança Social e substitui Vieira da Silva, que se reformou. Maria do Céu Albuquerque, de 49 anos, entra para a Agricultura e substitui Capoulas dos Santos. Alexandra Leitão, de 46 anos, é promovida a ministra numa pasta nova: Modernização do Estado e da Administração Pública. Ana Abrunhosa, de 49 anos, é a nova ministra da Coesão Territorial e Ricardo Serrão Santos, de 65 anos, ministro do Mar.

No Governo vão manter-se 14 ministros: o ministro das Finanças, Mário Centeno, o ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, a ministra da Presidência Mariana Vieira da Silva, a ministro dos Negócios Estrangeiros mantém-se Augusto Santos Silva. João Gomes Cravinho fica novamente com a Defesa, Marta Temido na Saúde, Pedro Siza Vieira na Economia, Eduardo Cabrita na Administração Interna, Nelson de Souza no Planeamento, Graça Fonseca na Cultura, João Pedro Matos Fernandes no Ambiente e Pedro Nuno Santos nas Infraestruturas.

A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, ao contrário do que se falava, também se vão manter nos seus cargos.

Duarte Cordeiro será o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Tiago Antunes será o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro e André Moz Caldas será o Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Fonte governamental justifica, de acordo com o Diário de Notícias, a criação dos novos ministros de Estado pela necessidade de libertar o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros para a presidência da União Europeia (no 1.º semestre de 2021)

A tomada de posse será marcada para a semana, “em data a determinar depois da publicação do mapa oficial da eleição realizada em 6 de outubro e da primeira reunião da Assembleia da República”. Segundo a nota de Belém, “o Presidente da República deu o seu assentimento à proposta que será oportunamente complementada com os restantes Secretários de Estado”.

“Trata-se de um Governo coeso, de continuidade”

O primeiro-ministro indigitado, António Costa, considerou esta terça-feira que a equipa do XXII Governo Constitucional que propôs ao Presidente da República e que este aceitou constitui um executivo “de continuidade” e “reforçado politicamente”.

“Trata-se de um Governo coeso, de continuidade, naturalmente, relativamente ao Governo que ainda está em funções, e no qual procurámos reforçar o centro do Governo”, declarou António Costa aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, em Lisboa, logo após a divulgação do novo elenco governamental.

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro indigitado referiu que “esta legislatura terá um período muito exigente”, com a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Por outro lado, António Costa salientou “a criação de dois ministérios de natureza transversal: o Ministério do Planeamento e o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública” e “a autonomização também do Ministério da Coesão Territorial”.

“O atual Governo teve uma remodelação profunda há cerca de um ano e, naturalmente, este Governo apresenta-se como na continuidade daquilo que foi a governação anterior. Agora em melhores condições, mais reforçado politicamente, tendo em conta os resultados eleitorais, mas naturalmente numa lógica de continuidade”, reforçou.

ZAP ZAP // Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. Mais do mesmo. Pessoas do aparelho partidário que mudam de poleiro, orientados para o debate político e propaganda com pouca vontade e capacidade de mudar qualquer coisa. Interessa é manter o poder. Atitude conservadora que não aquece/arrefece e portanto agrada a quem acha porreiro uma “geringonça”. Se não for péssimo já é bom! Aguenta Portugal…

  2. Tudo a planear a próxima banca rota. Força PS Portugal precisa de ir ao fundo para que o povo deixe de votar em idiotas… pode ser que daqui a 4 anos quando estivermos todos endividados, pobres, e sem casas, se lembrem 45% do país não votou e dos que votaram 70% votou nos mesmos idiotas corruptos.

  3. Secretaria de estado para as migrações?!!! Triste País este. É ver o que estes funcionários públicos contribuíram para os votos dos portugueses pelo mundo. Tudo feito em cima do joelho. E ainda querem o digital até às pocilga.

  4. Belo governo. A juntar aos que lá estavam foram buscar outros de igual calibre. E que parece que também de dão bem com a justiça. Pelo menos, condenados nunca são, muito embora o evidente seja demasiado evidente para os nossos estimados juízes. O país está bem entregue.

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