Não há mortes por covid-19 em lares há duas semanas. Infeções com maior aumento entre os jovens

Sebastião Moreira / Lusa

Nas duas últimas semanas, não foram registados óbitos por covid-19 de utentes ou residentes de Estruturas Residenciais Para Idosos. Especialistas apontam a vacinação como o principal motivo para a diminuição dos óbitos.

No dia em que se registaram zero morte por covid-19, Filipe Fores, coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos para a Covid-19, sublinha que “o que estamos a ver é o efeito de uma cobertura vacinal muito elevada da população acima de 80 anos, onde se concentravam 95% dos óbitos devido à covid-19”.

Segundo números divulgados no início de Abril, 44% dos idosos acima de 80 anos já tinham recebido as duas doses da vacina contra a covid-19 e 85% tinham recebido pelo menos uma. O Público refere que falta vacinar com a primeira dose apenas 15% das pessoas com mais de 80 anos.

“Ainda há pouco tempo se verificava que os lares de idosos tinham um terço das mortes devido à covid-19. Como foram os utentes dos lares e os profissionais de saúde os primeiros a serem vacinados, verificou-se logo uma queda abrupta das mortes, deixamos de ter todas essas mortes nos lares”, explica o investigador do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina de Lisboa, Miguel Prudêncio.

O especialista frisa ainda que “não podemos esquecer-nos que temos ainda muita população vulnerável, acima dos 60 anos, com co-morbilidades, que tem de ser vacinada. Enquanto estas pessoas não estiverem protegidas não é hora de relaxar, devemos perceber que as vacinas são o caminho a seguir, e devemos estar disponíveis para as tomar quando for a nossa vez”.

Os vários investigadores salientam que as notícias são boas, mas ainda não é altura de baixar os braços, sobretudo porque apesar de os casos de infeção estarem a diminuir na população com mais de 70 anos, as infeções têm aumentado nas camadas mais jovens (0-9 anos e 10-19 anos) e na faixa etária dos 60 aos 69 anos.

De acordo com o jornal i, o maior aumento de infeções durante a semana de 19 a 25 de abril registou-se entre os 10 e 19 anos, com mais 59,8% de casos positivos, isto é, mais 585 casos.

Já o segundo maior aumento (18,1%) ocorreu nas idades dos 0-9 anos, com mais 260 casos. Na faixa etária dos 60-69 o aumento foi de 1,6%, isto é, mais 362 casos. As restantes idades verificaram uma diminuição no número de casos.

Manuel Carmo Gomes, epidemiologista e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), explica que este aumento ainda não reflete a abertura do Ensino Secundário – esse impacto só poderá ser avaliado de aqui a uma semana.

O mesmo jornal refere que na semana passada, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças lançou novas projeções sobre a evolução da epidemia nos diferentes países da UE, que sugere para Portugal uma estabilização da epidemia até meio de maio em torno dos 3500 caso semanais menos de 40 óbitos por semana.

No entanto, na última semana registaram-se menos mortes do que previam as projeções e nos últimos dois dias, pela primeira vez desde agosto, não foi declarado nenhum óbito associado à covid-19.

  ZAP //

 

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