“Não existem soluções de governabilidade à direita sem extrema-direita”

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Duarte Cordeiro reforça a ideia de que o Governo está disponível para governar em duodécimos e que se Marcelo Rebelo de Sousa convocar eleições antecipadas o PS vai incluir no seu programa eleitoral todas as medidas que apresentou no OE 2022 mais as medidas em que mostrou abertura em ir mais além.

Em entrevista ao Público, no dia em que o Orçamento do Estado para 2022 foi chumbado, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, fala da possibilidade de eleições antecipadas e dos possíveis resultados.

“Há duas grandes opções de governo que existem em Portugal: um governo de direita com as suas circunstâncias e a alternativa de governo que há de ser protagonizada pelo PS”, diz Duarte Cordeiro, referindo ainda não saber “quem são os protagonistas da direita”.

“Parece-nos já evidente que a direita vai ter de negociar ou lidar com a extrema-direita porque não existem soluções de governabilidade à direita sem extrema-direita”, referiu.

Duarte Cordeiro alerta, ainda, para as consequências da abstenção nas possíveis eleições antecipadas. “Primeiro, se realmente está preocupado em ter um governo de esquerda, vote! Segundo lugar, se quer mesmo uma garantia de que temos uma solução de governo à esquerda, vote no PS”, apela.

“Um dos ensinamentos que devemos tirar das eleições autárquicas, em particular de Lisboa: se a esquerda não for votar, a direita vai votar e ganha. Se as pessoas querem governabilidade devem dar um voto reforçado no PS”, destaca.

Relativamente às marcas na relação com o PCP e BE, o governante refere que estas serão visíveis. “Nós estamos de consciência tranquila sobre aquilo que procuramos fazer. Procurámos ir bastante longe, temos a frustração de não conseguir avançar num conjunto de matérias muito importantes no que diz respeito aos apoios sociais, aos salários, a avanços na legislação laboral porque não foi possível um entendimento”, referiu.

Frisou ainda que os socialistas vão incluir no seu programa eleitoral, as mesmas medidas que apresentou no OE 2022. “O nosso programa eleitoral até já está formatado, entre aquilo que são as matérias que constavam deste OE, o Estatuto do SNS, na agenda do trabalho digno. A partir do momento em que avançamos com um conjunto de disponibilidades não faz sentido o PS recuar sobre aquilo que se dispôs a fazer”.

  ZAP //

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