Não aprovar Lei de Bases da Saúde “é erro indesculpável e injustificável”

António Cotrim / Lusa

O presidente do PS, Carlos César

As negociações sobre a Lei de Bases da Saúde estão num impasse. Para desatar este nó, Carlos César jogou com a pressão e acusou o PCP e o Bloco de Esquerda de cometerem um “erro indesculpável e injustificável”.

Carlos César foi ao programa da TSF Almoços Grátis admitir que há problemas com o PCP e com o Bloco de Esquerda no que diz respeito à aprovação da nova Lei de Bases da Saúde e que as conversas podem mesmo acabar por se estender a outros partidos.

“Ninguém está excluído da negociação, especificamente em relação a este caso da Lei de Bases da Saúde. Há efetivamente uma divergência entre o PS e os partidos à sua esquerda”, declarou esta quarta-feira, um dia depois de o PS ter apresentado uma proposta de alteração ao seu artigo sobre as parcerias público-privadas, adianta o Público.

O socialista admitiu ainda que este processo pode ter de ficar para depois das eleições e, em jeito de discurso de campanha, afirmou que só com um PS mais forte, estas leis poderiam ser aprovadas. “Sim, podemos não ter aprovação da Lei de Bases da Saúde. Nós voltaremos a insistir na próxima legislatura se esta lei não for aprovada e voltaremos a insistir depois de pedir aos portugueses mais força para o PS conseguir fazer aprovar leis que beneficiam e protegem os portugueses.”

O líder da bancada socialista pressionou os partidos à sua esquerda para que aprovem o diploma, lembrando que esta lei “é muito melhor do que a que está em vigor”. “Se partidos como o PCP, o Bloco e o PEV votarem contra esta lei inteira com a desculpa de que não estão de acordo com uma norma, entre 28 bases e 85 pontos, têm de reconhecer que cometem um erro indesculpável e injustificável“, referiu.

Catarina Martins diz-se perplexa

A coordenadora nacional do Bloco revelou “alguma perplexidade” sobre as declarações do líder parlamentar do PS, considerando que “é um erro” remeter a revisão da Lei de Bases da Saúde para a próxima legislatura.

Li com alguma perplexidade as afirmações de Carlos César, que prefere atirar para a próxima legislatura a Lei de Bases a fazer o que nós propomos, que é atirar para a próxima legislatura a decisão sobre as PPP, mas garantir já uma Lei de Bases da Saúde”, afirmou à Lusa e à RTP Catarina Martins.

“O Bloco de Esquerda fez uma proposta que resolve o impasse, não vai votar a favor de uma lei que prevê a privatização de um serviço público”, afirmou Catarina Martins, considerando “um erro” adiar a nova Lei de Bases da Saúde para a próxima legislatura.

“Sabemos que há muitos socialistas empenhados numa Lei de Bases que salve o Serviço Nacional de Saúde, há um país que precisa de um Serviço Nacional de Saúde mais forte e nós cá estamos até ao último dia para essa negociação”, sublinhou, assinalando que “seria incompreensível se o amor do PS às PPP impedisse uma Lei de Bases da Saúde”.

O BE “sempre se levantou contra as PPP, porque são uma forma de promiscuidade entre os setores privados e os setores públicos”, disse a líder bloquista.

ZAP // Lusa

PARTILHAR

RESPONDER

Nike deixa de vender produtos através da Amazon

A marca desportiva Nike vai deixar de vender as suas peças de roupa e calçado diretamente através da Amazon, acabando com um contrato firmado em 2017, no qual concordava em vender uma variedade limitada de produtos …

Marco António Costa apoia Pinto Luz. Cavaco também era “improvável e desconhecido”

O antigo vice-presidente do PSD declarou, esta segunda-feira, o seu apoio ao candidato Miguel Pinto Luz, afirmando que, em 1985, Cavaco Silva também foi um vencedor "improvável e desconhecido". "Em maio de 1985, o Governo de …

Veneza com "centenas de milhões" de euros de prejuízo por causa das cheias

A cidade de Veneza, com inundações nos últimos dias, voltou este domingo a registar uma maré alta, mas de menor magnitude, tendo as chuvas intensas que afetam Itália levado a alertas para as cidades de …

Vila Galé abandona projeto que ameaçava reserva indígena no Brasil

O Vila Galé anunciou que vai abandonar o projeto para a instalação de um resort na região da Bahia, que tem estado debaixo de críticas por estar previsto para um local de potencial reserva indígena. Em …

Depois de ter sido expulsa da Hungria, universidade criada por George Soros reabre na Áustria

A Universidade da Europa Central, criada pelo bilionário George Soros em Budapeste, na Hungria, em 1991, foi expulsa do país depois que o primeiro-ministro Viktor Orbán a acusou de promover valores liberais no país, incluindo …

Bloco defende fim de portagens nas ex-Scut do interior

A coordenadora do BE defendeu esta segunda-feira, no Porto, o fim das portagens nas ex-Scut do interior do país e a necessidade de "rever" as parcerias público-privadas rodoviárias por serem "absolutamente lesivas para os cofres …

Jovem muçulmana de Tavira já tem equipamento para jogar basquetebol

A jovem atleta do Clube de Basquetebol de Tavira, impedida de alinhar num jogo no passado domingo, já possui o equipamento que lhe permite jogar segundo as regras da modalidade e da religião muçulmana. Fátima Habib …

Presidente da Catalunha começa a ser julgado por desobediência

O presidente do Governo regional da Catalunha reconheceu, esta segunda-feira, que não cumpriu a ordem da comissão nacional de eleições espanhola de remover os símbolos separatistas alegando ser "ilegal" e de cumprimento "impossível". "Sim, eu desobedeci", …

Um restaurante acabou de abrir a um quarteirão da Casa Branca. Chama-se "Comida de Imigrante"

Um restaurante chamado "Immigrant Food" ("Comida de Imigrante") abriu a um quarteirão da Casa Branca. O local quer fazer com que ajudar imigrantes seja tão fácil como pedir comida de um menu. Assim, além de comida, …

Trump admite testemunhar no inquérito para a sua destituição

O Presidente dos EUA admitiu, esta segunda-feira, "considerar seriamente" a possibilidade de testemunhar por escrito no inquérito para a sua destituição, que decorre no Congresso. "Embora não tenha feito nada de errado e não goste de …