Banco Montepio tem o penhor das ações da Groundforce

Fernando Veludo / Lusa

O jornal Expresso avançou, esta terça-feira, que foi ao banco Montepio que o acionista maioritário da Groundforce deu como penhor a maior parte da ações da empresa de handling.

Segundo apurou o semanário Expresso, junto de várias fontes, uma grande parte das ações da Groundforce estão dadas como garantia ao banco Montepio, que foi o grande financiador desta compra quando o dono da Pasogal, Alfredo Casimiro, se tornou acionista maioritário da empresa (50,1% do capital).

Tal como já tinha avançado o Ministério das Infraestruturas, depois de mais de uma semana de negociações com Casimiro, para atingir um acordo para financiar a empresa de handling, é que o Estado e a TAP souberam que o empresário não podia entregar as ações como garantia para o empréstimo, uma vez que já se encontram penhoradas.

Em causa, recorde-se, estão as negociações para um adiantamento de 2,05 milhões de euros para pagamento de salários em atraso, relativos a fevereiro, que seria feito pela TAP à Groundforce, em que as ações da Pasogal seriam dadas como garantia.

De acordo com o jornal, o despacho da venda da Groundforce foi assinado, em 2012, por Maria Luís Albuquerque, então ministra das Finanças do Governo de Passos Coelho. Casimiro terá fechado o negócio por cerca de seis milhões de euros, mas só terá pago inicialmente metade. Foi o Montepio, na altura liderado por Tomás Correia, que financiou grande parte deste valor inicial.

Tal como já tinha avançado o jornal online ECO, o Governo continua a afastar o cenário de nacionalização, mas neste momento está tudo em aberto, inclusive a possibilidade de insolvência da empresa.

Segundo avança o mesmo jornal digital, esta quarta-feira, o empréstimo de 30 milhões de euros à Groundforce com garantia pública esteve sete meses à espera de avançar devido à falta de documentação.

Apesar de o pedido inicial ter sido feito em julho ao Governo, como disse o acionista privado, o ECO sabe que o processo só avançou em meados de fevereiro, ou seja, poucos dias antes de a empresa mostrar dificuldade no pagamento dos ordenados.

Neste momento, o certo é que cerca de 2400 trabalhadores da empresa ainda aguardam o pagamento dos salários de fevereiro e começam a recear a perda dos postos de trabalho.

“O nosso receio é, em vez de estarmos a lutar pelo salário, já estarmos a lutar pelo posto de trabalho”, afirmou João Alves, da Comissão de Trabalhadores, à agência Lusa, na segunda-feira.

Esta terça-feira, à chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto, o Presidente da República era esperado por muitos destes funcionários, que pediam soluções. Marcelo Rebelo de Sousa garantiu estar a acompanhar a sua difícil situação e ser testemunha de que o Executivo está a “fazer tudo o que pode”.

  ZAP //

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