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Líder de corrente conservadora no CDS deixa partido e adere ao Chega

Pedro Borges de Lemos / Facebook

Pedro Borges de Lemos, militante do CDS-PP que agora se desfilia do partido

O militante do CDS-PP, da corrente não formalizada “CDS XXI”, anunciou, esta sexta-feira, que se desfiliou do partido, com críticas à direção, e manifestou-se disponível para aderir ao Chega.

“Em virtude das declarações dadas pelo presidente do CDS-PP à revista Visão, em que afirmou que a minha presença na manifestação ‘Portugal não é racista’ ‘constituía uma infração passível de ser apreciada pelos órgãos de jurisdição do partido’, declaro que lhe enviei, hoje, a minha desfiliação do CDS-PP, onde era militante desde 2013”, revelou Pedro Borges de Lemos, num comunicado enviado à agência Lusa.

O advogado não integrava qualquer órgão dirigente, mas liderava, desde 2017, uma corrente interna designada “CDS XXI”, que defendia um “partido conservador e assumidamente de direita”.

Crítico do que classificou como “deriva liberal” das anteriores direções de Paulo Portas e de Assunção Cristas, Borges de Lemos apoiou Francisco Rodrigues dos Santos no congresso de janeiro para a liderança do CDS-PP, no qual apresentou uma moção.

Contudo, o centrista criticou no comunicado o percurso de Rodrigues dos Santos desde aí, considerando que “tem sido o percurso de alguém a quem falta a força, a coragem e a personalidade de um líder, com um discurso imberbe e refém de uma máquina partidária inane de ideias e de ações”.

Afirmando que já não se identifica com “este CDS”, Pedro Borges de Lemos elogiou a “recetividade e solidariedade do Chega e do seu líder”, André Ventura, declarando-se “aberto desde já a servir Portugal na única força política de direita que tem demonstrado a coragem de combater o sistema em todas as suas fraquezas”.

Entretanto, em declarações ao Diário de Notícias, o agora ex-militante afirmou também que “o CDS já não representa a direita e que é preciso um partido anti-sistema“.

O ex-centrista defende que, “neste momento, o partido já não está a representar o eleitorado clássico do CDS, que é assumidamente conservador e de direita, e enquanto isso não acontecer a opção é o Chega porque está a lutar contra o sistema”, sobretudo em temas como o combate à corrupção e imigração ilegal.

Sobre a sua participação na manifestação promovida pelo Chega, Borges de Lemos defende-se, dizendo que “era uma manifestação da direita, transversal e onde participaram muitos militantes do CDS“.

Em reação à sua saída do partido, a Secretaria-Geral do CDS-PP esclarece que “o ‘CDS XXI’, do qual o Sr. Lemos se dizia líder e do qual era o único membro que se conhecia, não está estatutariamente constituído como corrente de opinião, nem tão pouco como tendência interna do CDS-PP. Portanto, o Sr. Lemos não representava nada nem ninguém no CDS, para além da sua isolada militância”, cita o DN.

  ZAP // Lusa

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