Médicos e enfermeiros não recebem já aumento da função pública (por causa de um erro informático)

NIHR Oxford BRC / Twitter

Os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros, não vão receber já o aumento de 0,3% que vai ser pago a todos os funcionários públicos este mês. A culpa é e um erro informático.

A notícia é avançada pelo jornal Público esta terça-feira, que vai mais longe, dizendo mesmo que os pagamentos aos profissionais de saúde chegarão apenas no mês de maio.

“O pagamento em abril depende das circunstâncias concretas de cada área. No Ministério da Saúde, não foi possível efetuar a parametrização dos sistemas informáticos no corrente mês. O processamento ocorrerá no próximo mês, com efeitos a janeiro”, disse fonte oficial do Ministério da Saúde, em declarações ao mesmo jornal.

Assim, nos acertos feitos esta semana aos funcionários públicos, os profissionais de saúde ficaram, para já,de fora, devido a uma dificuldade em “parametrizar” os novos valores.

O sistema informático que processa os pagamentos dos profissionais de saúde é gerido pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. A entidade disse que está a avaliar a situação.

O Ministério da Modernização e da Administração Pública frisou que o problema não residia na falta de verbas, mas com dificuldades técnicas com que os serviços se têm defrontado.

Para Emanuel Boeiro, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros, a situação é inaceitável. “É inadmissível que quem está na linha da frente do combate à pandemia seja prejudicado”, disse. “Já não basta que o aumento seja miserável, ainda têm que esperar pelos 0,3% no próximo mês”.

Também Gadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, se mostrou indignada. “Batem-nos palmas e dizem-nos que somos importantes, mas não nos vão pagar a tempo a miséria de um aumento salarial de dois euros mensais”, disse.

Em declarações à TSF, Roque da Cunha, dirigente do Sindicato Independente dos Médicos, reagiu sem surpresa. “A única coisa que me apetece comentar é este desleixo. Esta falta de cuidado não nos incentiva, mas também não nos surpreende.”

Noel Carrilho, dirigente do Sindicato dos Médicos do Norte (Fnam), disse que a incompetência indignou a classe. “A incompetência de, a esta altura, não ter sido possível realizar esse procedimento, que é um procedimento informático de atualização”. Carrilho disse ainda que, “quando chegar esse aumento, pouco se notará, porque estamos a falar de 0,3%, e não há muito por que ansiar”.

A portaria que define o aumento geral de 0,3% de aumentos para a função pública e de dez euros para os salários até 700 euros foi publicada a 20 de março em Diário da República.

De acordo com o Observador, esta é a primeira vez desde 2009 que há aumentos generalizados para toda a função pública, sendo que, no ano passado, assistiu-se a uma atualização na remuneração de base para os 635 euros.

ZAP //

 

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19 COMENTÁRIOS

  1. Uiii… do que vocês foram falar: Aumentos???? Para funcionários do estado???? LOL….

    Pergunto-me ondem andam os habituais? Os que destilam fel pela função pública a cada oportunidade?
    Será má altura para aparecerem? Politicamente incorreto?

    Será que alguns deles têm NESTE preciso momento, familiares próximos ou conhecidos a serem tratados por essa (nas palavras deles) ‘corja’ cheia de vícios e privilégios que ganha muito mais do que merece??

    Onde andam os que dizem: «Ah e tal…. venham trabalhar para o privado para verem o que é trabalhar.»

    Agora, EU digo: Venham lá daí trabalhar num hospital. Venham lá daí arriscar a vida e a dos vossos cônjuges, filhos, pais, irmãos, etc…. Força. Isto de trabalhar no estado é uma mama!!

    Enoja-me!! ver agora as manifestações de apoio aos profissionais de saúde quando há pouco mais de 2 meses, os mesmos que batem agora palminhas para a TV, os enxovalharam em tudo o que era noticia. Basta pesquisar por aqui para ver o que foi.

    • Olhe que essa… É preciso ter alguma lata…
      Onde é que anda o amigo quando nos empoleiramos a 100 metros do chão, ou conduzimos veículos pesados por milhares de kms, ou nos penduramos no 10º andar para montar um ar condicionado, ou soldamos em embarcações, ou quando diariamente transportamos sacos de cimento às costas, ou ainda quando limpamos os holofotes de um estádio, ou quando montamos uma estrutura metálica de toneladas a kms do chão, ou ainda quando nos enfiamos em minas, ou quando nos sujeitamos ao trabalho nas pedreiras, ou quando realizamos limpezas em ambiente contaminados, ou quando nos sujeitamos a uma linha de serração de madeira com o ruído e a possibilidade de ferimentos graves, ou quando pilotamos um avião que pode cair, ou quando trabalhamos com aço e ferro e equipamentos perigosos todos os dias da nossa vida…?
      É preciso ter algum descaramento e pensar-se que se é o centro do mundo. Cada um tem o seu trabalho e se o seu é agora perigoso há muitos outros que o são diariamente ao longo de toda uma vida. Tenha mais respeito pelos outros!

      • Tenho respeito para dar e vender caríssimo.

        Ainda gostava de saber de onde sacou as situações que descreve. Pesquisou online? Pensou em condições de trabalho que imaginou serem difíceis e decidiu fazer uma espécie de copy/paste para parecer bem?

        Está sentadinho no sofá a falar (por exemplo) na linha de serração como se soubesse o que é. Já esteve em alguma? Já viu o que uma serra de fita que parte com a máquina a trabalhar, pode fazer a um homem? É que eu já! Sabe sequer o que é uma serra de fita…..? Tenho familiares e amigos em algumas dessas situações. Sei bem o que passam e quanto custa, quer em termos pessoais quer familiares. Parece-me um desrespeito incrível o bitaite online só porque sim. Fale do que sabe. Tenha o Sr. mais respeito pelos outros!!

        O comentário destina-se aos maldizentes crónicos. Aos que enxovalham os trabalhadores do estado em todas as oportunidades. Aos que ainda há dois meses fizerem precisamente isso porque se anunciou um ‘aumento’ de 0.3% (vamos passar a andar todos de Ferrari).

        O sr. pelos vistos acusou o toque. É um desses? Se for, tenho pena de si. Deve ser difícil.

        Não me apanha em noticias a desvalorizar trabalho ou mandar bitaites sobre o que, pessoas que não conheço a desempenhar funções que não sei, devem ou não devem ganhar.

        Não penso nem pretendo ser o centro do mundo. Eu e milhares de trabalhadores do estado trabalhamos todos os dias para manter o pais a funcionar. Exigimos RESPEITO todos os dias!! Não é palminhas quanto a TVI aparece.

        • Da forma como “pintou” o seu primeiro comentário parece que só os profissionais da saúde é que correm riscos. É bom ver que do seu primeiro comentário para este último conseguiu alargar um pouco mais o seu campo de visão.
          Quanto a serrações, serras de fita,… olhe…deixe-se de ser tonto até porque não faz ideia com quem é que está a falar. Conto-lhe toda a fileira da madeira se um dia tiver tempo. Desde a plantação, ao abate, corte, transformação, distribuição até chegar ao soalho, flutuante da sua casa ou aos móveis que utiliza.
          Conheço pessoalmente os principais empresários deste setor (de Santarém até Paredes). E até lhe digo quem são as associações empresariais do setor e os seus líderes. Dos últimos 30 anos conheço-os todos pessoalmente.
          Mas se for pela metalomecânica também estou à vontade. Na construção já conheci bem o setor há uns valentes anos atrás. Se for às pedreiras, conheço as maiores e sei bem os acidentes de trabalho que possuíam.
          Como referi antes, foi bom ver que alargou os seus horizontes após o meu comentário.

    • Parece-me que você está a aproveitar a oportunidade para misturar trigo com joio e se todos nós portugueses estamos neste momento gratos e sensibilizados com o esforço dos nossos profissionais de saúde, pergunto-lhe, o que lhes restaria fazer a eles depois de todos nós mortos inclusive os seus familiares, ficariam também eles cá para semente? Depois se esta é uma das profissões mais nobres a par da educação e segurança, porque razão os governantes ainda não perceberam isso mesmo? Talvez o voto daqueles atrás de secretárias seja mais seguro! Eu já cumpri o meu serviço militar em guerra e salário baixíssimo, ainda aqui estou e não ando a chorar o passado!.

    • Acho que esses continuam a dizer para irem trabalhar para o privado. Essencialmente por dois motivos. 1º porque há honrosas excepções mas também há muito FP que está a receber a 100% e está em casa a coçar fortemente a micose. 2º porque, vir trabalhar para o privado nesta altura é sinónimo de incerteza de continuar a ter emprego, quanto mais aumento.

      • Generalizações e excepções escolhidas a dedo para irem suportando opiniões…

        Quem aqui vai comentando não sabe, na esmagadora maioria dos casos, do que fala. Escreve o que acha ou o que ouviu ou até o que acha que ouviu mas nem sabe muito bem se ouviu mas que tivesse ouvido acharia muito bem que tivesse sido dito.

        Falando do que sei: Há MUITOS trabalhadores do estado, neste momento em tele-trabalho, que vão ajudando a manter (por exemplo) o SNS a funcionar. Saiba que sem esses, os tais que estão «em casa a coçar fortemente a micose» não seria possível manter os hospitais no nível de serviço que têm demonstrado. Muito problema tem sido tratado e resolvido já muito depois do horário normal de trabalho para cuidar da SUA saúde e da dos SEUS familiares.

        E quem não quiser trabalhar no privado, com toda a insegurança que existe (e existe alguma. É verdade.), pode sempre candidatar-se ao público… e levar para casa cerca de 600€ por mês! Não faltam oportunidades. Têm é que se habituar a duas coisas:
        1. Ficarem presos no mesmo patamar salarial, à espera dos ‘aumentos’ de 0.3% por muito que trabalhem ou competentes que sejam.
        2. Serem enxovalhados em todo o lado (tipo o que o Sr. fez no seu comentário sem saber do que está a falar).

        • Já devias saber como é a carneirada indignada de Facebook – um bando grunhos ignorantes que ataca tudo e todos sem a minima noção da realidade!

        • Ninguém sabe do que fala excepto os iluminados que o apoiam. É perfeitamente possível tomar o seu comentário e invertê-lo. Exemplos escolhidos a dedo e generalizações para levar a água ao seu moinho. Eu disse que há excepções, mas há muito preguiçoso na FP. Enquanto quem trabalha bem na FP não se descolar destes e não exigir uma verdadeira meritocracia, esse seu discurso será sempre vazio de conteúdo. Defender uma classe só por ser uma classe é ridículo, mais ainda quando se vê pelos óculos do socialismo, o mesmo que pretende acabar com as classes, primeiro no privado, seguidamente em todas as áreas. Ninguém enxovalhou quem trabalha bem e se dedica. Se se sentiu diminuído é porque talvez pertença ao dark side da equação, ou então porque é pago para defender um sistema corrupto.

          • António… acha mesmo o que escreve? Leu os seus comentários?

            Podia estar aqui a responder/rebater/comentar a sua resposta (e muito haveria para dizer) mas não o farei.

            Dir-lhe-ei apenas o seguinte porque, no fundo, foi isso que moveu o meu comentário inicial: Quando escreveu «há honrosas excepções mas também há muito FP que está a receber a 100% e está em casa a coçar fortemente a micose» criou dois grupos. De um lado a minoria, as «honrosas excepções» e do outro, todos os outros, os que estão em casa «a receber a 100% e está em casa a coçar fortemente a micose».

            Para o ajudar, numa análise que deveria ter feito antes de clicar em «Enviar Comentário», coloco abaixo o significado de excepção e deixo-lhe duas perguntas (fique com a resposta para si e pense):
            1. Quantos funcionários do estado o Sr. conhece e que estão neste momento em tele-trabalho?
            2. E, tendo em conta que classifica o dia-a-dia dessas pessoas como estando em casa «a receber a 100% e está em casa a coçar fortemente a micose», de quantos desses, conhece a rotina diária?

            Para ser sério e comentar de forma séria (e eu quero acreditar que o Sr. é sério), deve conhecer vários e conhecer bastante bem a sua rotina diária.

            Excepção – Algo ou alguém que se diferencia ou difere da norma; que se desvia do normal ou da regra.

            • Sim existem exceções. Sim a regra é o mau profissional. Não, não sou politicamente correto e tenho asco de quem se comporta para agradar opiniões. Não preciso de mais essa mordaça. Não, não estou a criar dois grupos. Eles já existem e existem há muito tempo. Infelizmente é um problema da FP e há uma grande assimetria entre este grupos pois, as pessoas que são a exceção são normalmente cilindradas e recondicionadas a um modo / atitude de FP. A maior parte dos FPs, se trabalhassem no privado, cercados de incertezas e a ter de produzir contra objetivos concretos entrava em depressão em menos de 1 mês. Infelizmente é assim. Eu e muitas outras pessoas já vimos isso acontecer. É uma treta vir falar da qualidade dos profissionais da função pública e uma forma de amordaçar as opiniões. Temos maus e péssimos funcionários, a começar pela porcaria de gestores que temos na assembleia. Não gosta? Ponha à beira do prato. Não queira restringir a minha liberdade de expressão sugerindo que os inteligentes são só os que pensam como você.

            • Quando percebi que o António tenha respondido pensei que seria algo diferente. Mas não.

              Não quer que lhe restringa a liberdade de expressão (longe de mim) mas é o seu pensamento que está restringido, refém de um azedume profundo contra os FP que roça o patológico.

              O António é livre de se sentir assim (claro!) mas, dado esse facto, a sua opinião nesta matéria, não vale grande coisa. É como água de um poço inquinado. Não beber…

              Bom fim de semana. Proteja-se e proteja os que lhe são próximos.

  2. Nada de novo… Os profissionais da saúde já se habituaram, quando é para cortar nos salários, perderem regalias ou serem enxovalhados são considerados funcionários públicos. Quando há aumentos, melhorias nas carreiras ou pequenas regalias já são carreiras especiais, funcionários do ministério da saúde, um mundo a parte… Ou seja há funcionários públicos de primeira e funcionários públicos de segunda, os da saúde são de segunda infelizmente, Os funcionários de primeira que estiveram em “tele-trabalho” a processar os vencimentos não tiveram tempo para resolver esse erro técnico. Neste país de brandos costumes é fácil governar.

  3. Porém Conseguiram arranjar 10 milhões para dar aos chineses, produtos que vamos precisar de muita sorte se algum dia o vamos receber, como já têm o nosso dinheiro, talvez quando outros países já não precisarem. Também notar que podiam em vez de dar este dinheiro aos Chineses que dessem às empresesas portuguesas que não só estão paradas, mas que faziam todo por uma fração do preço. Também não faz sentido, tarmos a dar dinheiro aos Chineses que nos infertarm. Mas por sua vez temos que trabalhar voluntariamente em todo que fazemos contra a Covid-19, pois cobrar dinheiro pelo nosso trabalho e crime, mas pagar 100 X mais por produto que vêm da china para combater covi-19 não é crime.

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