Marcelo Rebelo de Sousa operado de urgência

José Sena Goulão / Lusa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi internado de urgência esta quinta-feira, para ser operado a uma hérnia umbilical.

O Presidente da República foi internado de urgência esta quinta-feira no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, para uma intervenção cirúrgica a uma hérnia umbilical. A Presidência da República lançou esta tarde uma nota no seu site, na qual explica a situação clínica de Marcelo Rebelo de Sousa:

O Presidente da República foi esta tarde internado no Hospital Curry Cabral para ser operado a uma hérnia umbilical.
Esta operação estava há muito prevista para o início de janeiro, mas os médicos assistentes decidiram antecipá-la, por ter encarcerado.
O Chefe do Estado cancelou, por isso, toda a agenda de hoje, bem como as dos próximos dias, incluindo as deslocações previstas para 31 de dezembro e 1 de janeiro, à área da tragédia de outubro.
Será ainda hoje emitido um boletim clínico.

Atualização (17:00):
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já foi operado. Numa conferência de imprensa aos jornalistas, o médico Eduardo Barroso afirmou que se tratou de uma “cirurgia simples” e que o Presidente da República se encontra “ótimo”.

ZAP //

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11 COMENTÁRIOS

      • Tem importância sim senhor. Como Chefe de Estado, dá deste modo o exemplo em termos de confiança nos serviços públicos. Parece que já estou a ouvir aqui o nosso amigo “jn”, no caso de Marcelo ter preferido o privado: “Defendes este Governo e este Estado mas quando te toca a ti, escolhes o serviço privado!..”.

        Mas como Marcelo foi coerente, aqui D’El Rei, que não tem importância nenhuma. Barda para o teu comentário.

        • Tem importância para si por algum motivo, o essencial é existir confiança em ambos os sistemas de saúde, até porque ambos têm o “alto patrocínio” do Estado, sobrevivem dos nossos impostos através dos protocolos com o MS (aliás nenhum FP com ADSE vai para hospital publico). Essa distinção é só para alguém mal intencionado que não o “seu amigo Jn”. Fosse para o privado ou público é indiferente desde que em qualquer um deles seja tratado de acordo com ética, qualidade de atendimento e profissionalismo. Só alguém com ideias “enviesadas” pode dizer que a escolha faz do nosso presidente uma pessoa coerente. Barda… ene + 1 vezes para essas ideias retorcidas e arcaicas com laivos de extremismos agudos! E por aqui me fico que tenho mais que fazer, discorra à vontade…

          • O “amigo JN” disse : […] aliás nenhum FP com ADSE vai para hospital publico[…]

            Ora nem é preciso dizer mais nada! Exactamente como eu adivinhei no meu comentário-resposta, esta era a ideia que o JN gostaria de fazer valer, mas que a escolha de Marcelo deitou por terra. Por não fazer valer essa sua ideia falaciosa de que os FP vão todos para o privado, o “JN” ficou todo enxofrado.

            O “JN” muito provavelmente não gosta do Estado. É dos tais que acha que quanto menos estado, melhor. Privados é que é!.. E depois os outros é que têm ideias inviesadas. Pois deixe-me que lhe diga, eu que até nem tenho nada contra o princípio dos serviços públicos, entendo que a nível da saúde, o serviço é muito melhor no privado. No entanto, há que acreditar no princípio dos serviços públicos e fazer com que possam ser tão bons como os privados a nível da saúde. A meu ver já são melhores a nível das universidades por exemplo, mas não da saúde.

          • Não diga disparates.
            Tenho um subsistema de saúde que se rege por normas tão ou mais vantajosas que a ADSE e também frequento os Centros de Saúde e Hospitais Públicos, quando calha, e olhe que até pago mais do que se for ao privado.
            Repare só no seguinte: para uma consulta no médico de família -clínica geral- pago uma taxa moderadora de 4,5 euros e a curiosidade reside no facto de, se eu for a um oftalmologista no privado -especialidade- através do meu sub sistema de saúde, pago menos que o valor da taxa moderadora.
            Vantagens em ir ao público?
            Sim, existem e digo-lhe já que se não for ao seu médico de familia e que lá tenha todo o historial de saúde e de eventuais problemas que o aflijam, poderá ter enormes dificuldades em conseguir uma reforma antecipada por doença profisional ou associada a um qualquer outro problema, porque no privado ninguém guarda o seu historial e mesmo que o guardem não tem validade para as juntas médicas.
            Privado sim, para coisas muito urgentes e de pouca importância em termos de historial clínico
            Não leve a mal este esclarecimento.

        • Certo! A indignação de Jn é extemporânea e deslocada. Se o Presidente da República fosse para o privado isso significava que não confiava no Serviço Nacional de Saúde, nos serviços públicos do Estado que representa. Marcelo é um presidente popular próximo dos mais pobres e desfavorecidos, se fosse para um Hospital privado que mensagem estava a passar a estas pessoas? Que, como presidente, tinha direito a um tratamento diferenciado e não igual para toda a gente.

  1. Sr. Presidente , gostei da sua atitude ir para Hospital publico. Espero que sirva para ver que nossos hospitais estão precisar de serem feitos melhoramentos. Deixo-lhe um pedido transmita a quem de direito.
    Temos exelentes médicos, enfermeiros e todo pessoal auxiliar.
    Estimo que sua recuperação seja breve.
    Aproveito para lhe Desejar Um Bom Ano Novo.

  2. Senhores comentadores
    Uma vez mais a questão da assistência na doença nos serviços do Estado e nos serviços privados. É sabido que, por falta de conhecimento sobre os acessos a cada um dos sectores, por vezes se esgrimem argumentos falhos de justificação.
    Os sistemas público e privado de saúde são complementares e não opositores entre si, como por vezes se pensa quando os vemos como meros concorrentes. E situações há em que faz todo o sentido optar por um ou por outro.
    Marcelo Rebelo de Sousa, que podia optar por um hospital privado, sem ter de beneficiar de cobertura financeira do Estado, por ser, como professor, beneficiário da ADSE, entendeu não o dever fazer. Mas só ele sabe por que razão. Credibilizar os hospitais públicos? Não era necessário. O País sabe que pode contar com eles. Porque a urgência da situação assim aconselhou? Pelas notícias que acabei de ouvir na TV, parece que sim. Não faz sentido é especular sobre o caso.
    Eu próprio, que sou beneficiário da ADSE, já fui intervencionado num hospital público (cirurgia ortopédica)
    e em oftalmologia (retina) no privado.
    Outra questão é a dos custos em cada sector. Também neste caso há opiniões que não se justificam, muitas delas relacionadas com o valor das taxas moderadoras. Dizer-se que no privado essas taxas são inferiores às aplicadas no público não faz sentido, pois não têm que ver com o custo dos serviços prestados. De resto, há situações, sobretudo do âmbito cirúrgico, que no privado ficam por centenas ou mesmo milhares de euros e no público são gratuitas.
    Termino, com uma observação relativamente ao que JN afirma: (nenhum FP com a ADSE vai para hospital público). Não é verdade o que diz, longe disso! Tudo depende do momento, da oportunidade, do julgamento que se faz, da complexidade da situação.
    Mas também é verdade que se os FP optarem pelos serviços privados, o Estado e neste caso os restantes contribuintes poupam dinheiro, uma vez que a ADSE é financiada pelos seus beneficiários.
    Quanto à situação do Presidente da República, que tudo corra bem.

  3. Interessante o Presidente da Republica ser hospitalizado exactamente quando a lei de financiamento dos partidos é aprovada sem o seu veto.. e tendo em conta que o prazo para fazer algo acaba em poucos dias..
    Coincidência necessária?

    Espero que tenha melhoras rápidas e sem complicações e que analise com coragem o que se passou entretanto

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