Marcelo assinala dois anos de mandato como o Presidente mais popular de sempre

Marcelo Rebelo de Sousa cumpre, nesta sexta-feira, dois anos de mandato como Presidente da República, com a popularidade em alta. O professor consegue uma nota global de 18.5, numa escala de 0 a 20, conquistando sobretudo as mulheres que consideram que o seu desempenho merece um 19.

Desde a tomada de posse como Presidente da República, a 9 de Março de 2016, depois de ter sido eleito com 52% dos votos, Marcelo Rebelo de Sousa conquistou definitivamente os portugueses, mantendo níveis de avaliação que o transformam no Presidente mais popular de sempre.

Na mais recente sondagem sobre o seu desempenho como Chefe da Nação, realizada pela Aximage para o Jornal de Negócios e para o Correio da Manhã, Marcelo passa com distinção, com uma nota global de 18.5, numa escala de 0 a 20, e conseguindo índices de popularidade transversais a partidos, idades, sexos ou regiões.

“Marcelo é apreciado por todos os partidos, em todas as regiões do País e por pessoas de todas as idades”, constata o CM, notando que 88,2% dos inquiridos fazem uma avaliação “boa” do seu desempenho. Para 5,7% é “assim-assim”, e para 4,4% é “má”.

Em termos de partidos, 92,1% inquiridos do PSD e 87,8% do PS estão satisfeitos com Marcelo. Também os simpatizantes do CDS (85,3%) e do Bloco de Esquerda (84,5%) fazem uma boa avaliação do Presidente. O eleitorado da CDU (que inclui o PCP e Os Verdes) é o que menos aprecia o estilo de Marcelo, mas ainda assim, com uma popularidade de 75,2%.

Dividindo a amostra por sexos, 92,6% das mulheres aprova o Presidente, atribuindo-lhe 19 valores. Já a percentagem dos homens que o avalia positivamente é de 83%, e a nota que lhe atribuem é de 17.9 valores.

Em termos de idades, Marcelo conquista sobretudo as pessoas com idades entre os 35 e os 64 anos.

Por regiões, o Presidente obtém a nota melhor no Litoral norte, com 19.5 valores, enquanto em Lisboa recebe 18.1 valores.

Apelo a consensos partidários

Para assinalar os dois anos de mandato, Marcelo Rebelo de Sousa voltar a dar uma aula/debate para alunos do Ensino Secundário de uma Escola do Laranjeiro, em Almada.

Há precisamente um ano, Marcelo celebrou o primeiro ano de mandato com uma aula no liceu da sua juventude, o Pedro Nunes, além de um passeio nas ruas e esplanadas de Belém, durante o qual ajudou a vender a revista Cais.

O momento que assinala os dois anos de mandato coincide com um tempo em que Marcelo tem acentuado a urgência de acordos de regime alargados até às eleições do próximo ano.

“É agora que temos de pensar, de falar, de juntar esforços, de promover convergências, de definir e tentar fazer vingar objectivos. Não é daqui a meses, em pleno ano eleitoral de 2019, quando já for tarde”, defendeu o Presidente, na semana passada, perante o novo presidente do PSD, Rui Rio.

Marcelo apela, especialmente, a convergências nos campos da organização do poder público, da saúde e da justiça.

Obrigado a “exercer a autoridade” em três ocasiões

Desde que iniciou funções, Marcelo afirmou-se como um Presidente da República popular e interventivo, no centro da vida política, com presença mediática e uso constante da palavra, analisando e deixando recomendações sobre os temas da actualidade.

Ao completar dois anos da sua eleição, o próprio chefe de Estado destacou três circunstâncias em que, disse, teve de “exercer a autoridade” para evitar incompreensão social face ao poder: a polémica sobre as declarações de rendimentos da anterior administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), os incêndios de 2017 e o recente veto às alterações à lei do financiamento dos partidos.

Marcelo classificou os fogos de Junho e de Outubro do ano passado, que no seu conjunto mataram mais de cem pessoas, como “o ponto mais doloroso” da sua presidência e prometeu nunca mais largar o assunto.

Descrevendo-se como um Presidente da República extrovertido e afectivo, com presença constante junto dos cidadãos, Marcelo tem exercido um acompanhamento permanente e activo da governação e da actividade parlamentar.

convocou oito vezes o Conselho de Estado – em contraste, nos dez anos de mandato do seu antecessor, Cavaco Silva, este órgão de consulta presidencial reuniu-se, no total, 12 vezes.

Ainda não recorreu ao Tribunal Constitucional, mas utilizou seis vezes o poder de veto político, em relação a dois decretos do Governo, sobre acesso a informação bancária e o estatuto da GNR, e a quatro diplomas do parlamento, sobre gestação de substituição, os transportes do Porto e de Lisboa e alterações ao financiamento dos partidos.

No plano da política externa, já fez mais de 30 deslocações ao estrangeiro, a maior parte a países da Europa. Realizou, até agora, nove visitas de Estado, a Moçambique, Suíça e Cuba, em 2016, Cabo Verde, Senegal, Croácia e Luxemburgo e México, em 2017, e São Tomé e Príncipe, em Fevereiro deste ano.

ZAP // Lusa

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5 COMENTÁRIOS

  1. Desde que se candidatou, tive uma posição relativamente ao Presidente da Republica. Depois do primeiro mês de consulado, modifiquei a minha opinião. Ora, não há duas sem três. Aqui estou eu a dar a cara pela terceira parte da minha opinião. O atual PR mantém a sua posição junto do eleitorado, o que será sempre de considerar positivo. As suas posições relativamente ao Parlamento até que têm sido razoáveis. Mas já não posso estar de acordo com a sua postura pública. Penso que a figura do presidente deveria ser mais pragmática, menos exposta, Trata-se de um lugar no topo da hierarquia politica nacional de qualquer país. Não deve, embora possa, estar em tudo e a todo o momento. Comentar tudo e a todo o momento. Estar com todos e em qualquer ocasião. A figura de qualquer presidente não se deve vulgarizar. É o chefe supremo das Forças Armadas; é a 1ª. figura politica de um Estado. Já se
    sabe que tem imensas desculpas para justificar tudo isto. Já se sabe que dorme pouco, que gosta de estar em todo o lado e se possivel ao mesmo tempo. Mas será isto populismo? Será isto vaidade pessoal? Ou é isto que deve fazer ou ser um presidente de um Estado? E volto ao principio. Se no momento da sua candidatura fui cético, não acreditava no candidato, passado um mês da tomada de posse, considerei precipitada a minha opinião inicial tecendo rasgados elogios à sua postura. Hoje, passado este tempo de exercício, não estando contra, náo posso deixar de estar cético em relação ao seu protagonismo que acho exagerado. Na minha opinião deveria ser um pouco mais reservado, menos visivel, menos protagonista. É uma opinião, não mais do que isso.

    • Sim. É por esse motivo que o senhor nunca chegará a presidente da república… nem a presidente de junta. Vai ser sempre um zé ninguém. Seu tacanhão

      • Oh seu tacanhão, já se viu ao espelho? Só lhe faltam as orelhas. Leia os comentários ao meu comentário e verá que você não passa de um burro inveterado.

        • Ó Cabinda… vá brincar com a pilinha!
          Só tem um comentário para além do meu.
          E o seu comentário é totalmente patético. És um Zé Broas.

  2. Caro Cabinda64, completamente de acordo com a sua apreciação. Muito bem fundamentada e penetrante na visualização da conduta do presidente. Excelente!!!

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