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“Mais quatro anos”. Manifestação de apoio a Trump acaba em violência

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Milhares de apoiantes de Donald Trump manifestaram-se, este sábado, em Washington, para exigir “mais quatro anos” de mandato do Presidente cessante e denunciar um “roubo” eleitoral, apesar da ausência de qualquer prova de fraude.

Ao deixar a Casa Branca para ir jogar golfe no seu campo na Virgínia, Donald Trump, que ainda não admitiu a derrota, mas quase, uma semana depois do anúncio dos resultados eleitorais, pôde ver alguns dos apoiantes da sua limusine blindada.

O “comboio” presidencial passou pela Freedom Plaza, onde os manifestantes gritavam “Mais quatro anos! Mais quatro anos!” ou “EUA! EUA!”, sendo que muitos agitavam bandeiras a dizer “Trump 2020” e alguns mostravam cartazes que diziam “Melhor Presidente da História”.

Darion Schaublin, um jovem de 26 anos, conduziu mais de seis horas desde o Ohio para denunciar um “sistema completamente fraudulento” e a “manipulação dos media”. O rapaz contou à agência AFP que perdeu o emprego num restaurante por se ter recusado a usar máscara e disse duvidar da “legitimidade” do resultado eleitoral.

Margarita Urtubey, com 49 anos, uma criadora de cavalos da Florida, acompanhada por uma amiga de origem uruguaia, como ela, acredita que “Trump ganhou (…)” as eleições.

Segundo o jornal Público, o protesto decorreu de forma pacífica durante a tarde, até os Proud Boys entrarem em ação. À noite, quando parte da manifestação já estava a dispersar, membros desta organização de extrema-direita entraram em confronto com contra-manifestantes.

Cenas de pancadaria, objetos atirados pelo ar, fogueiras em vários locais e polícias e bombeiros feridos foram alguns dos cenários, sendo que 20 pessoas foram detidas e acusadas de posse ilegal de arma, agressão e distúrbios na via pública, acrescenta o jornal.

Os resultados de todos os estados já foram anunciados pelos principais canais de televisão norte-americanos, sendo que Joe Biden conquistou 306 eleitores, contra 232 para o Presidente cessante, um resultado inverso ao da vitória alcançada por Trump contra Hillary Clinton em 2016, sendo que na altura a classificou de “maremoto”.

A recontagem dos votos irá fazer-se na Geórgia, onde a diferença é muito pequena entre os dois candidatos, mas o resultado não mudará a situação, ou seja, aconteça o que acontecer neste estado, Biden tem os 270 eleitores necessários para chegar à Casa Branca.

As diversas agências federais têm mostrado que Trump não venceu as eleições, ao contrário do que o presidente cessante reclama, e alegam que as eleições de 3 de novembro foram “as mais seguras da História dos Estados Unidos”.

  ZAP // Lusa

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