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Afinal há mais 18 obras de arte do Estado que estão desaparecidas

Miguel A. Lopes / Lusa

A ministra da Cultura, Graça Fonseca

Novas informações dão conta que afinal há mais 18 obras de arte do Estado português que estão desaparecidas. Feitas as contas, são 112 peças cujo rasto é desconhecido.

A ministra da Cultura disse este domingo que vai remeter à Procuradoria-Geral da República o relatório da Direção-Geral do Património Cultura (DGPC), que conclui existirem 94 obras de arte do Estado português desaparecidas. No entanto, há mais 18 obras que estão desaparecidas e não foram incluídas nas contas da DGPC.

O notícia avançada esta sexta-feira pelo Público dá conta que afinal são 112 obras de arte que estão desaparecidas da coleção do Estado português. Em causa está o facto de não terem sido contabilizadas 18 fotografias cujo rasto também se perdeu.

As obras em questão deviam estar na possa do Centro Português de Fotografia, mas não foram incluídas por fazerem parte da Coleção Nacional de Fotografia e não da Coleção de Arte do Estado de 1997. A dúvida de incluir estas obras na lista do relatório parte do próprio Ministério da Cultura.

As fotografias terão sido adquiridas por Jorge Calado para a Coleção SEC, no final dos anos 80, mas o rasto delas acabou por se perder. No caso da fotografia “Migrant Mother”, de Dorothea Lange, por exemplo, sabe-se que foi “emprestada para uma exposição do Festival dos 100 Dias, em 1998”, mas a averiguação ao seu desaparecimento apenas começou dois anos depois.

Ainda segundo o Público, esta obra deverá estar entre as mais valiosas da lista cujo rasto é desconhecido, com o valor das impressões da época a atingirem os 337 mil dólares.

Esta quinta-feira soube-se ainda que maioria das obras de arte que estão desaparecidas são praticamente impossíveis de localizar devido à falta de registo fotográfico, imprecisões nas fichas de inventário, rubricas ilegíveis e ausência de autos de entrega.

Helena Almeida, Maria Helena Vieira da Silva, Graça Morais, António Dacosta, José de Guimarães, Cristina Iglésias, Rosa Ramalho e Abel Manta estão entre os autores cujas certas obras desapareceram. Há até um busto de António Oliveira Salazar, da autoria de Francisco Franco, que está desaparecido.

  ZAP //

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