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Há suspeitas de ligação da Máfia dos Comandos a elementos da cúpula do poder em Angola

Miguel A. Lopes / Lusa

O Ministério Público está a investigar eventuais ligações da “Máfia” dos Comandos portugueses colocados em missões da ONU em África, a figuras da cúpula do poder em Angola, suspeitando de um elemento que integra um órgão da Presidência de João Lourenço.

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Em causa estão as ligações de um dos principais suspeitos em torno da rede de tráfico de diamantes, ouro e droga, um advogado identificado como Artur A. que terá participado na lavagem de milhões de euros em operações financeiras efectuadas entre Lisboa e Luanda.

O MP acredita que este homem terá “conhecimentos privilegiados” em Angola, conforme destaca o Expresso, frisando que manteria “contactos frequentes com empresários de Angola” e seus familiares.

Uma das empresas angolanas que está a ser investigada pelo MP é a Sublimedestino, onde o advogado é sócio.

Também sócio desta empresa será um elemento do Conselho Económico e Social (CES), um órgão da Presidência de Angola.

O Presidente angolano criou o CES em 2020 como um conselho consultivo, composto por 45 especialistas, gestores e empresários, para apoiar as suas decisões no âmbito de medidas económicas e sociais.

O MP acredita que o líder da “Máfia” dos Comandos, o ex-militar Paulo Nazaré, teria “a cumplicidade de alguns oficiais do Exército e de ex-militares” portugueses, mas também de pessoas da República Centro-Africana (RCA), de Angola, Guiné-Bissau, Dubai, África do Sul, Brasil e Reino Unido, como refere o Expresso.

Mas “só o evoluir da investigação poderá densificar, ou não, os contornos integrais desta rede, a sua hierarquia e extensão, quer em Portugal, quer na RCA, quer em Angola, quer nos outros países onde os detidos mantinham contactos frequentes”, aponta o juiz de instrução Carlos Alexandre no processo.

  ZAP //

 

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