“Há urgência em agir”. Após manifestação violenta, Macron acelera reforma da polícia em França

Stephane Mahe / EPA

O presidente francês, Emmanuel Macron

A nova lei de “segurança global”, que o Governo francês introduziu, está a causar grande discórdia em França. Ainda assim, o Executivo francês quer perpetuar mudanças o mais rápido possível. Ministro do Interior vai receber representantes da polícia no dia 18.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, garantiu que vai estar “pessoalmente” envolvido no processo de reforma da polícia, que terá início em Janeiro.

Em resposta ao sindicato da polícia Unité-SGP-FO, Macron afirmou, citado pela AFP, que vai participar no processo de discussão pública sobre a reforma, que também vai incluir temas como os recursos e a formação dos policias.

Numa carta enviada a Yves Lefebvre, antigo dirigente máximo do sindicato, principal organização socioprofissional do Ministério do Interior, o Presidente francês refere que “os acontecimentos recentes, a emoção que partilhou com os franceses, os alertas de diferentes organizações defensoras de direitos, tornaram essa mudança ainda mais necessária”, escreveu Macron.

“Há uma urgência de agir. Por um lado, para consolidar o vínculo de confiança entre os franceses e as forças da ordem”, acrescentou.

Daí que o Presidente da França tenha solicitado ao ministro do Interior, Gerald Darmanin, que receba os representantes da polícia e dos guardas, num encontro onde deverão ser apresentadas algumas propostas. Numa publicação no Twitter, Darmanin indicou que as reuniões bilaterais vão decorrer a 18 de Dezembro.

Em cima da mesa estarão temas como a formação profissional dos polícias, intervenções, controlo disciplinar, condições materiais, relação entre a polícia e os civis e número de efetivos.

Na sexta-feira, Macron já tinha prometido lutar contra a violência da polícia, um fenómeno que, no entanto, salientou tratar-se de casos isolados e não de um problema generalizado às forças policiais.

O Governo também vai abrir uma discussão pública sobre a reforma das forças de segurança em Janeiro, diz o Le Monde, um pouco à imagem da consulta de 2018 que permitiu chegar aos acordos de Grenelle entre o Governo e os sindicatos que permitiu pôr fim aos protestos dos coletes amarelos.

A manifestação realizada no sábado, em Paris, para protestar contra um projeto lei sobre “segurança global” avançado pelo Governo degenerou em vários incidentes violentos, existindo relatos de veículos incendiados, segundo avançou, na altura, a agência AFP.

Aprovado no passado dia 24 de Novembro pelos deputados da Assembleia Nacional, o projeto lei sobre “segurança global” visa expandir alguns poderes e fornecer uma maior proteção às forças de ordem pública, de acordo com o próprio texto.

No entanto, a parte da lei que prevê o controlo da gravação e da divulgação indevida (com possível punição) de imagens relacionadas com as forças de ordem pública, foi classificada como um ataque à liberdade de imprensa e de expressão.

A polémica em redor deste diploma surge num momento em que o país tem sido abalado por alguns casos de violência policial, como foi o caso da recente situação que envolveu um produtor de música negro espancado por polícias à entrada de um estúdio de música em Paris.

  ZAP // Lusa

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