Luz Saúde segue CUF e rompe acordo com a ADSE

(cv) beautycamoes / Youtube

Isabel Vaz, presidente da Luz Saúde

Depois do grupo José de Mello Saúde, proprietário dos hospitais CUF, o Luz Saúde, liderado por Isabel Vaz, rasgou o acordo com a ADSE.

“Apesar de todos os nossos esforços no sentido de o evitar, informamos que os Hospitais e Clínicas da Rede Hospital da Luz se veem obrigados, a partir de 15 de abril, a deixar de prestar os serviços ao abrigo das convenções celebradas com a ADSE”, informou a comissão executiva liderada por Isabel Vaz, em carta dirigida aos colaboradores do grupo, a que o Dinheiro Vivo teve acesso.

Recordando que as tabelas de preços da ADSE não são atualizadas há mais de 20 anos e na lógica de proteção da “melhor defesa dos interesses dos beneficiários”, os responsáveis do operador privado sublinham que empreenderam todos os esforços no sentido de encontrar “um acordo equilibrado para as partes no contexto da negociação de uma tabela que se encontra desatualizada para a prática de uma medicina moderna, quer no que respeita à inexistência de atos médicos que fazem parte da rotina médica atual”.

A comissão executiva lembra ainda que tentou encontrar alternativas à aplicação retroativa de regras de regularização de faturação, que considera “manifestamente ilegais e que introduzem uma imprevisibilidade na atividade que é impossível aceitar, já que implicam que no momento da prestação não seja possível saber a que preços estamos a praticar o serviço”.

A comissão executiva faz questão de explicar aos seus colaboradores as razões de uma decisão que afeta diretamente “a vida de mais de 250 mil clientes” da ADSE que têm optado por receber cuidados de saúde nos Hospitais da Luz.

“O futuro dar-nos-á razão e estamos seguros de que os beneficiários da ADSE saberão julgar quem sempre esteve do seu lado”, remata a administração do grupo, que conta com “14 hospitais, 13 clínicas ambulatórias de proximidade e um centro clínico digital”.

Os termos da comunicação interna praticamente não diferem dos motivos que foram usados pela José de Mello Saúde na carta aos colaboradores em que se explica porque se chegou ao fim da linha.

À semelhança do grupo liderado por Salvador de Mello, nos hospitais geridos por Isabel Vaz a decisão de suspender o acordo com a ADSE pode tornar-se definitiva caso o Estado insista nos termos atuais. Caso tal aconteça, são dois dos maiores grupos privados a sair, uma decisão que afeta uma fatia considerável dos 1,2 milhões de funcionários públicos e pensionistas do Estado.

Os gestores do grupo Luz Saúde pedem ainda ajuda aos seus colaboradores para explicar aos seus clientes as razões de uma decisão que dizem “lamentar profundamente” e ter sido “forçados a tomar”.

“A decisão é tomada com a absoluta convicção de que há momentos que definem o futuro e que esta posição é a que defende, no longo prazo, os interesses dos beneficiários da ADSE e de todos os que praticam uma medicina baseada no valor para os doentes, corretamente financiada e digna para os profissionais de saúde”, especifica a Luz Saúde.

ZAP //

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Por um lado até é bom… Os utentes da ADSE já eram mais que as mães nestes espaços medicos!
    Tempos de espera nas urgências de uma CUF já batiam a média de 2horas, pode ser que assim fique mais calminho!

    • Minha esposa fez na CUF alguns exames e consultas da especialidade há uns anos atrás porque eram mais baratos e para quem não dispõe de uma situação financeira confortável, tem de andar à pesca do mais económico. Mas para aqueles que possuem essa almofada de conforto financeiro, hajam os deuses que agora é fique mais calminho…

  2. Oh senhorita da luz saúde… olhe… aconselho-a vivamente a que vá vender saúde para casa do car** porque os seus hospitais e respetivos serviços não passam de chulos da adse. Há 4 ou 5 meses atrás, fui a um deles fazer uma pequena cirurgia, mas mais de 15 dias antes perguntei qual seria o custo; e obtive uma resposta que gravei. Pois bem, no dia e no fim da dita cirurgia, dirigi-me ao balcão para pagar a minha parte e, para meu espanto, apresentaram-me uma conta três vezes superior. Quando confrontei a empregada com o preço que me tinham dado, ela ficou vermelha como um pimento e, depois de muita conversação em surdina com uma “chefe”, lá decidiram que eu pagaria o que me havia sido indicado e que o mais seria para a adse. É roubar até dizer chega, vilanagem. Mas o assunto não fica por aqui: nos dias subsequentes foi lá mudar o penso e, várias vezes, colocaram-me um penso pequeno de 0,30 ou 0,40 cêntimos e faturaram à adse sempre um penso grande, como se pode ver nas faturas que emitiram. Isto é no mínimo crime de usura, pelo que o seu rompimento com a adse é um favor que nos faz a todos os que somos beneficiários, pois gente como você deveria estar na cadeia por roubo continuado, puro e duro. Já vai sendo tempo de adse ter os seus próprios hospitais e prescindir da m**da dos privados que existem em portugal, onde um parto custa 5 mil euros para gastos que não chegam aos 700 euros, tomando como termo de comparação os hospitais públicos.

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