Luísa Sobral chorou após teste positivo. Depois teve “experiência maluca”

Luísa Sobral / Facebook

Desconcerto (2022)

Desconcertos realizaram-se em Lisboa (finalmente). Mas afinal Luísa Sobral não esteve no palco.

Iriam ser em 2020, não foram. Iriam ser em 2021, não foram. Iriam ser em 2022, foram, mas incompletos.

Os famosos Desconcertos incluem quatro artistas portugueses de grande qualidade e muito conhecidos: António Zambujo, César Mourão, Luísa Sobral e Miguel Araújo.

A estreia ocorreu em 2018 e tem como base o improviso. Depois de umas férias juntos, recheadas de improviso, Zambujo, Mourão e Araújo aperceberam-se de que queriam tentar criar um espectáculo recheado de canções criadas no momento, no próprio palco. Concretizaram e convidaram Luísa.

Após o grande sucesso inicial, em Março de 2020 iriam actuar em Lisboa; por causa da COVID-19, os espectáculos foram adiados para Setembro 2020 iriam actuar em Lisboa. Aí, por causa da pandemia, foram adiados para Fevereiro de 2021. Em Fevereiro de 2021, novamente devido ao coronavírus, foram adiados para Janeiro de 2022.

Em Janeiro, aconteceram mesmo, entre 26 e 30 de Janeiro. Mas sem Luísa Sobral no palco.

A cantora revelou que, na véspera da estreia (dia 25), realizou um teste PCR; recebeu o resultado na manhã do dia do primeiro concerto: positivo.

Chorei enquanto a minha cabeça parecia querer explodir“, confessou a própria Luísa, na sua página no Facebook.

Como não deu para compatibilizar as agendas dos quatro artistas, os Desconcertos realizaram-se mesmo. Com a presença virtual de Luísa Sobral, que ficou em casa e juntou-se à “festa” através de uma chamada de vídeo.

“O primeiro dia foi muito duro, talvez tenha sido a minha maior prova de superação profissional. A cabeça continuava a explodir, doía-me o corpo todo e a febre ia e vinha de uma forma completamente aleatória. Mas fiz o concerto e espero que quem me viu não se tenha apercebido (a maquilhagem também faz os seus milagres)”, continua a compositora, que depois sentiu que valeu a pena a experiência diferente.

“Estava só grata pelas novas tecnologias, grata por mesmo em casa me sentir no palco com os meus amigos, grata por estar a fazer canções, a rir e a fazer rir. Estamos muito precisados de rir. Claro que preferia ter lá estado mesmo, mas esta experiência maluca ficará para sempre na minha memória”, escreveu.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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