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Luís Filipe Vieira em domiciliária até pagar caução de três milhões de euros

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António Pedro Santos / Lusa

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira

O juiz Carlos Alexandre aceitou a promoção do Ministério Público (MP). Luís Filipe Vieira fica em prisão domiciliária até pagar uma caução de três milhões de euros.

O juiz de instrução Carlos Alexandre seguiu a recomendação do Ministério Público (MP) e aplicou uma caução de três milhões de euros para Luís Filipe Vieira. Isto significa que o ex-presidente dos encarnados pode sair em liberdade assim que efetuar o pagamento ou apresentar uma garantia bancária.

Ao que a SIC apurou, além da caução, o MP pediu para Vieira a proibição de contactos com outros arguidos, com elementos da direção do Benfica e da administração da SAD, e ainda a entrega do passaporte, para acautelar o eventual perigo de fuga. O juiz aceitou a restante promoção do procurador Rosário Teixeira.

Vieira fica assim em prisão domiciliária até pagar a caução. O Correio da Manhã adianta que o empresário tem um prazo de 20 dias para proceder ao pagamento, que poderá incluir património.

Luís Filipe Vieira é o único dos quatro arguidos a ficar privado de liberdade. O empresário José António dos Santos terá de pagar uma caução de dois milhões de euros; Tiago Vieira, filho de Luís Filipe Vieira, de 600 mil euros; e Bruno de Macedo de 300 mil euros.

Os três arguidos saem em liberdade.

Ao início desta tarde, o advogado do presidente do Benfica, Magalhães e Silva, fez um balanço do interrogatório, mostrando-se convicto de que as explicações dadas foram suficientes para clarificar as suspeitas do MP.

“É a minha convicção que sim [Vieira conseguiu defender-se]. As explicações que Luís Filipe Vieira deu, no meu entendimento, ilibam-no integralmente”, afirmou o advogado do empresário, em declarações aos jornalistas.

Vieira e os outros três detidos no processo chegaram ao tribunal às 09h03, depois de pernoitarem pela terceira noite consecutiva nas instalações do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, em Moscavide.

Luís Filipe Vieira foi a última das quatro pessoas detidas no âmbito da investigação a ser ouvida pelo juiz Carlos Alexandre. “Vai procurar esclarecer junto do juiz Carlos Alexandre o que ele quiser ver esclarecido”, disse Magalhães e Silva, à chega ao tribunal.

Na sexta-feira, o empresário José António dos Santos foi o primeiro a prestar declarações, durante a manhã, seguindo-se, da parte da tarde, os interrogatórios de Bruno Macedo e de Tiago Vieira, filho de Luís Filipe Vieira.

Também na sexta-feira, Luís Filipe Vieira comunicou a suspensão do exercício de funções como presidente do Benfica – nas quais foi substituído por Rui Costa -, por intermédio do seu advogado, à porta do TCIC, onde aguardava para ser presente a primeiro interrogatório judicial.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), os quatro detidos são suspeitos de estarem envolvidos em “negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades”.

Em causa estão “factos ocorridos, essencialmente, a partir de 2014 e até ao presente” e suscetíveis de configurar “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento“.

Para esta investigação foram cumpridos cerca de 45 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

  Liliana Malainho, ZAP // Lusa

8 Comments

  1. Lá vão obrigar ao orelhas a vender a única coisa que tem declarada: a garagem… vão-no levar à bancarrota!

      • Está tão pobrezinho como o Berardo, esse só tem uma garagem no Funchal e este um palheiro na campina ribatejana, razão tem o governo e o Novo Banco em apoiarem com largos milhões estes pobrezinhos, afinal o povo português sempre tem sido solidário para com os mais necessitados!

  2. Que coisa mais ridícula, acusam o homem, fica detido dois dia simplesmente para ir a tribunal prestar declarações, é acusado de lucrar 30 milhões e depois volta para casa se pagar 3 milhões!!!
    Nem pulseira, nem coisa nenhuma.
    Fazem um aparato de polícia a caminho de casa com polícia armada, depois fica um carro da polícia à porta !

    Pode ser culpado de tudo ou de nada, mas a verdade é que isto não passa de um espetáculo de má qualidade em tempo de pandemia, patrocinado por pelos dinheiros públicos

    • Quanto à pulseira parece tê-la recusado, queria uma em ouro com brilhantes das minas de Angola, como não havia o juiz decidiu não aplicar nenhuma, pois não seria lógico um cidadão tão importante vir para casa com uma ridícula pulseira como aquelas que se aplicam ao cidadão comum! Aqui em Portugal ainda se preza e respeita muito o valor social de cada um, ser-se doutor ou presidente não é a mesma coisa que ser cavador ou operário fabril, aquilo é tudo gente séria e de respeito!

  3. Estas cauções de banqueiros e etc, que roubam centenas de milhões, são para rir. Devem ter uma dificuldade em ir buscar esse dinheiro…

  4. E PORTUGAL, É A NOSSA JUSTIÇA
    Ricos não são presos, o pobre se roubar mil euros ou menos é ladrão e é preso, fica marcado para toda a sociedade.
    O Rico não, é sempre um senhor e pode-se candidatar a tudo!
    E nenhum diz que é culpado! É sempre inocente!
    Ainda temos um que roubou e matou a Rosalina Ribeiro no Brasil e ainda depois de uns anos não foi julgado!!
    Coitado do Zé se não abrir os olhos
    O País esta a ser roubado e corrupto cada vez mais, povo ABRAM OS OLHOS, porque os militares de Abril e de hoje nada fazem, porque têm bons vencimentos, reformas chorudas e muitas mas muitas mordomias.
    O POVO ESTÁ ENTREGUE A SI PRÓPRIO
    VIVA PORTUGAL

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