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Líderes das distritais continuam às cegas sobre futuro de Rui Rio no PSD

PSD / Flickr

O presidente do PSD, Rui Rio

Reunião que se realizou esta quarta-feira ficou marcada pelo silêncio no que respeita a possíveis avanços na corrida interna à liderança do partido.

Os líderes das distritas do PSD não sabem quais são as intenções de Rui Rio no que respeita à sua recandidatura à liderança do partido, mesmo depois de uma reunião de mais de seis horas em que estiveram reunidos para discutir as últimas eleições autárquicas e os respetivos resultados alcançados. De acordo com informações avançadas por algumas fontes ao Observador, a questão da liderança não foi abordada de todo.

“Ninguém falou de futuro, ninguém quis assumir nada“, afirmou ao Observador um líder distrital que marcou presença na reunião. Apesar da convocatória nacional, registaram-se ausências de peso, como foi o caso de Ângelo Pereira (Lisboa), de Paulo Leitão (Coimbra) ou Paulo Cunha (Braga). Os que estiveram presentes, nota o jornal, foram confrontados com silêncio no que concerne a esta matéria, quer por parte da direção nacional, quer por parte daqueles que são aliados de possíveis adversários.

A leitura é simples: ninguém quer dar um passo demasiado cedo e numa altura tão delicada da vida interna no partido.

“A coisa só vai aquecer a partir do Conselho Nacional da próxima semana”, afirmou à mesma fonte outro alto dirigente do PSD que explicou ainda que na reunião Rui Rio se limitou a repetir o balanço que tem sido feito publicamente pelos membros da direção, ou seja, sublinharam o facto de o partido ter conseguido aumentar o número de capitais de distrito conquistadas e a vitória de Moedas em Lisboa. Tudo isto sem se deixar transparecer quais os próximos passos de Rio que, segundo tem vindo a ser noticiado, tem sido incentivado pelos membros da sua direção a avançar.

Nas suas intervenções, os líderes das distritais limitaram-se a referir o que correu menos bem nas candidaturas, como questões burocráticas, a e abordar as candidaturas independentes que foram protagonizadas por dissidentes do PSD. No entanto, “não houve ninguém a dizer taxativamente que Rui Rio devia avançar” disse um alto cargo do PSD ao Observador.

Neste momento, os olhos estão postos no calendário. Rui Rio pretende ditar os timings e considera que a “batata” está do lado do seu mais provável adversário, Paulo Rangel. “Nós não temos pressa nenhuma“, disse um membro do seu núcleo duro ao Observador.

O Conselho Nacional do PSD reúne-se a 14 de outubro, data em que se esperam mais certezas e avanços no que respeita a candidaturas.

  ZAP //

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