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Líder da Juventude Popular abre porta a candidatura à liderança do CDS

O presidente da Juventude Popular (JP) vai apresentar “em nome próprio” uma moção de estratégia global ao congresso do CDS pela “reconstrução de um novo partido velho”, anunciou esta sexta-feira Francisco Rodrigues dos Santos na sua conta de Facebook.

Numa mensagem em vídeo, Francisco Rodrigues dos Santos afirma ter recebido “amplos apelos” e, por isso, vai apresentar, ao 28.º congresso do partido, em janeiro de 2020, “um projeto ambicioso que construa a raiz da alternativa de direita ao socialismo” e que “renove e reposicione o CDS”.

Esta é uma moção que, disse, não se deve confundir com a que a JP irá apresentar, dado que é “em nome próprio” e representa um “caminho próprio e autónomo”.

https://www.facebook.com/francisco.rodriguesdossantos.7/videos/2757329414333582/

Sem adiantar muito mais, Francisco Rodrigues dos Santos afirma querer a “reconstrução de um novo partido velho” e anuncia que vai fazer contactos com as bases do partido pelo país, para “ouvir contributos e os desafios” dos militantes.

Nascido em Coimbra, o advogado que é líder da JP desde 2015 foi distinguido no ano passado com a nomeação da prestigiada revista Forbes para a categoria “30 under 30”, pelo facto de ter ajudado a Juventude Popular a chegar aos 20 mil filiados e a duplicar o número de eleitos da sua organização.

O CDS obteve 4,25% nas eleições legislativas deste domingo, passando a sua representação parlamentar de 18 para cinco deputados. Os resultados levaram a líder centrista, Assunção Cristas, a deixar a liderança do partido. Logo no domingo, Filipe Lobo d’Ávila afirmou-se “em estado de choque” com os resultados do partido.

João Almeida e Filipe Lobo d’Ávila, dois dos nomes apontados para substituir Cristas na liderança do partido, apresentam uma moção de estratégia global ao Congresso, na qual pode vir uma candidatura à liderança. Pedro Mota Soares, outro nome apontado, diz que “não é candidato a nada”.

Adolfo Mesquita Nunes, depois de ter sido desafiado por António Pires de Lima a avançar para a sucessão de Assunção Cristas, anunciou que não será candidato à liderança do CDS.

Telmo Correia era outro dos nomes que alguns não descartava, devido à “experiência governativa” e por ser, a par de João Almeida, um dos cinco deputados eleitos este domingo. Porém, o deputado já anunciou que não se vai candidatar.

  ZAP // Lusa

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