Os votos das europeias levariam 10 partidos ao Parlamento

António Cotrim / Lusa

Se os votos obtidos nas eleições europeias deste domingo se repetissem nas eleições legislativas de outubro, teríamos o Parlamento com mais partidos da História.

A redistribuição de votos das europeias para eleições legislativas serve para efeitos meramente académicos, mas nunca se aplica, uma vez que a enorme abstenção que se verifica nas eleições para o Parlamento nunca tem paralelo nas legislativas. Além disso, votando para os governos, os portugueses têm votado menos em partidos mais pequenos.

Ainda assim, o Expresso fez o exercício e, começando pelos partidos ditos pequenos, o PAN – que foi o grande vencedor da noite eleitoral deste domingo – passaria de apenas um para seis deputados. Três eleitos por Lisboa, dois pelo Porto e ainda um por Setúbal.

Aliança, Livre e Basta, os estreantes, conseguiriam eleger um deputado cada, todos eles no círculo de Lisboa. A ordem não é aleatória, uma vez que nas europeias o partido de Santana Lopes conseguiu mais votos do que o Livre, e o Livre conseguiu mais votos do que o Basta. Assim sendo, seriam três deputados, mais um grupo parlamentar de seis – nove deputados ao todo, neste bloco.

Neste sentido, António Costa conseguiria uma maioria de governação – 107 deputados, ou seja, mais 21 do que os que conseguiu obter nas legislativas de 2015. O curioso é que o PS só conseguiu mais um ponto percentual do que há quatro anos. Todavia, no sistema eleitoral, uma forte fragmentação dos votos e um forte resultado nos maiores círculos chegam para garantir ao partido mais votado um reforço significativo de eleitos.

Com estes resultados, os mais baixos de sempre dos sociais-democratas, o PSD só teria uma bancada parlamentar com 69 deputados, perdendo 20 face aos que tem atualmente.

Sem surpresa, o terceiro partido com representação parlamentar seria o Bloco de Esquerda, que acabaria com apenas mais quatro deputados do que tem hoje, ou seja, 23 deputados.

A CDU descia dos 17 para os 14 deputados. Já o CDS não voltava a ganhar o cognome de partido do táxi (cognome que lhe ficou associado quando ficou reduzido a cinco lugares, em 1991), mas ficava perto disso: apenas oito lugares.

Apesar de ser meramente académica, a extrapolação não deixa de dar sinais.

ZAP //

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