O Japão fez um pedido ao mundo: Digam corretamente o nome do primeiro-ministro

CSIS / Flickr

Abe Shinzo, primeiro-ministro do Japão

Num momento em que se preparam uma série de eventos importantes no Japão, como a cimeira G20 e os Jogos Olímpicos de verão 2020, o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono, fez um pedido ao mundo: parem de dizer mal o nome do primeiro-ministro japonês.

No Japão, as pessoas são referidas com o seu apelido primeiro, seguido do nome próprio, modelo também adotado pelos chineses e coreanos. Por isso, o correto é referir o primeiro ministro como Abe Shinzo e não Shinzo Abe.

“Tal como muitas agências noticiosas escrevem o nome do presidente chinês Xi Jinping e o presidente sul-coreano Moon Jae-in, gostávamos que o nome do Primeiro Ministro Shinzo Abe seja escrito de uma maneira semelhante”, disse Taro Kono ao Mainichi Shimbun, um dos mais importantes jornais diários do Japão.

Há cerca de século e meio, durante a dinastia Meiji, os estrangeiros foram encorajados a escreverem os nomes japoneses com o nome próprio primeiro e depois o apelido – ao contrário da tradição nipónica – de forma a se adaptarem aos padrões internacionais e simplificar o complexo processo de nomeação que é utilizado no Japão.

“Estou a planear lançar um pedido aos media internacionais”, acrescentou Kono, sublinhando ter esperança de que os órgãos internacionais de comunicação respeitem este apelo. O ministro relembra um pedido feito ao National Languages Committee há cerca de 20 anos, no mesmo sentido, mas sem resultados.

Kono afirmou, segundo a BBC, que o seu ministério pretende considerar a mudança também em documentos oficiais, como passaportes. Agregou ainda que, com ascensão, no 1º de maio, do imperador Naruhito e a aproximação de elementos internacionais agendados no Japão — em junho, o país sediará a cúpula do G20 e, no ano que vem, os Jogos Olímpicos de Tóquio, tornam o momento adequado para implentar a mudança na ordem dos nomes.

Kono também declarou que tem o apoio de outros órgãos do governo, já que o ministro da Educação, Masahiko Shibayama, também pediu que as agências oficiais retomem a prática de colocar o apelido antes do nome próprio.

Uma análise feita pelo jornal britânico The Guardian aponta que a medida parece ser uma tentativa de o governo demonstrar mais confiança na cultura e na história do país, no momento em que estará sob os holofotes globais.

ZAP //

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