“Toda a Itália deve ficar em casa.” Governo italiano estende quarentena a todo o país

Andrea Fasani / EPA

Itália estendeu a quarentena a todo o país. Giuseppe Conte anunciou que estão proibidas as movimentações de pessoas, a não ser em casos de “necessidade comprovada”.

Itália alargou as restrições impostas devido ao novo coronavírus (Covid-19), com o primeiro-ministro Giuseppe Conte a anunciar que, depois da Lombardia, o isolamento será válido para todo o país. “Toda a Itália será uma área protegida”, declarou.

“Não há tempo, o contágio está a aumentar”, disse o primeiro-ministro, para justificar o rigor das novas medidas. Sem “necessidade comprovada”, estão proibidas movimentações dentro do país, foi decidido. É o “bem de Itália”, que está em causa, afirmou ainda: “Os hábitos têm de ser alterados. Fiquem em casa”, apelou, durante uma conferência de imprensa.

De acordo com Giuseppe Conte, citado pela Associated Press, os cidadãos terão de comprovar a imprescindibilidade do seu trabalho para continuarem a exercer a atividade, o estado de saúde e outras razões que justifiquem a necessidade de viajar para fora da área de residência.

As restrições entram em vigor esta terça-feira (10 de março) e vão manter-se até 3 de abril, assegurou o chefe do Governo. O decreto aprovado pelo Executivo italiano também prolonga o encerramento das escolas em todo o país até 3 de abril.

“Não haverá apenas uma zona vermelha. Haverá Itália”, disse Giuseppe Conte aos jornalistas. A medida vai afetar os 60 milhões de habitantes do país.

As mortes em Itália devido à epidemia do novo coronavírus subiram esta segunda-feira para 463, um aumento de 97 óbitos relativamente a domingo, referiam os últimos dados divulgados pelo chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli. Os casos positivos ascendem aos 7.985, com 724 pessoas que se curaram, com o total de todos os contágios desde o início da crise a atingir 9.172 pessoas.

A grande maioria dos casos de contágio e de mortos concentra-se na região da Lombardia, onde se registaram 333 mortes, seguida da região de Emília-Romanha, com 70 óbitos e 1.386 casos positivos. No Veneto foram contabilizados até hoje 20 óbitos e 744 contágios.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro e desde então foram infetadas mais de 110 mil pessoas, mas a maioria já recuperou. A doença provocou até ao momento cerca de 3.800 mortos.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, estando neste momento cerca de 16 milhões de pessoas em quarentena no Norte do país.

“O futuro de Itália está nas nossas mãos”

Este é, para Conte, “o momento de responsabilidade” de todos os italianos, pelo que “não podemos baixar a guarda”. O primeiro-ministro referiu que a medida que o seu Governo aprovou “não foi uma decisão fácil”, mas é parte do esforço contra a propagação do novo coronavírus.

“Sabemos que estamos a pedir às famílias e aos pais com filhos um esforço não insignificante. Mas o futuro de Itália está nas nossas mãos e todos devem fazer a sua parte”, disse, citado pelo La Stampa.

“Estamos bem conscientes de como é difícil mudar todos os nossos hábitos. Mas não temos mais tempo (…). Todos devemos desistir de algo para o bem de Itália e devemos fazê-lo imediatamente”, sublinhou o governante, acrescentando que a medida tem como objetivo proteger os membros mais frágeis da comunidade, como a população idosa.

ZAP // Lusa

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