O investigador Bruno Sena Martins e o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra terminaram o vínculo contratual que os unia, depois de novas denúncias de assédio e violência sexual contra o antropólogo.
O fim do vínculo foi alcançado por mútuo acordo, de acordo com comunicado do CES.
“As duas partes entendem não estarem reunidas as condições adequadas para a continuação do seu trabalho de investigação de uma forma serena e produtiva”, aponta o documento divulgado pela entidade.
Este desfecho surge depois do aparecimento de novas denúncias de abuso sexual contra Bruno Sena Martins.
Andrea Vásquez e Helen Barbosa dos Santos relatam agressões sexuais ocorridas em 2017, depois de a norte-americana Miye Nadia Tom ter acusado o investigador de agressão sexual e de uma violação que terão acontecido em 2011.
No comunicado, o CES trata de sublinhar que a direção da instituição “continua a reconhecer como válidas e relevantes as conclusões e recomendações contidas no relatório da Comissão Independente, estando comprometida com o desenvolvimento e implementação de uma política eficaz de prevenção e combate a todas as formas de assédio e abuso“.
O relatório citado conclui que havia padrões de conduta de abuso de poder e assédio, por parte de “pessoas em posições hierarquicamente superiores”, mas em nenhum momento refere o nome de Bruno Sena Martins, nem de Boaventura Sousa Santos, que também foi investigado.
Em qualquer parte do mundo civilizado, este e o seu “criador” estavam presos à espera de ser julgados. Simples…