Relatório iliba TAP e aeroporto de Lisboa no voo que transportou Guaidó

Patrick Ludolph / Wikimedia

Airbus A319 da TAP

O relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) iliba a companhia aérea TAP e o aeroporto de Lisboa de terem violado as regras de segurança no caso de um voo para a Venezuela, segundo o Ministério da Administração Interna.

O ministro da Administração interna, Eduardo Cabrita, recebeu no sábado o relatório da IGAI sobre os procedimentos de segurança de um voo para Caracas que levou o Governo da Venezuela a acusar a TAP de ter violado “padrões internacionais” ao ter permitido o transporte de explosivos e por ter ocultado a identidade do líder da oposição, Juan Guaidó.

“Os resultados preliminares que acabei de receber desse relatório são muito claros ao indicar que, no aeroporto de Lisboa, na atuação quer das autoridades aeroportuárias, quer da companhia aérea TAP, não houve nenhuma violação de regras de segurança”, afirmou Eduardo Cabrita à estação de televisão RTP.

O ministro precisou que, após as primeiras declarações das autoridades venezuelanas, determinou à IGAI a 14 de fevereiro “a instauração de um inquérito sumário a uma eventual falha de segurança no aeroporto de Lisboa” e “no acesso a esse voo”.

Depois de terem acusado a companhia aérea de ter violado “padrões internacionais”, por alegadamente ter permitido o transporte de explosivos e por ter ocultado a identidade do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, num voo para Caracas, o Governo venezuelano decidiu suspender por 90 dias os voos da TAP para a Venezuela.

“Devido às graves irregularidades cometidas no voo TP173, e em conformidade com os regulamentos nacionais da aviação civil, as operações da companhia aérea TAP ficam suspensas por 90 dias”, disse o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu.

Segundo o Governo venezuelano, Juan Marquez, tio de Guaidó que acompanhava o sobrinho nesse voo, transportou “lanternas de bolso táticas” que escondiam “substâncias químicas explosivas no compartimento da bateria”.

Assim, as autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade do autoproclamado Presidente interino da Venezuela na lista de passageiros, embora a segurança aeroportuária não seja da responsabilidade das companhias transportadoras.

// Lusa

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